<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365</id><updated>2011-09-26T05:46:32.219-07:00</updated><title type='text'>Cidade de Deus</title><subtitle type='html'>Espaço de Reflexão Cristã</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>213</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1274938907320054243</id><published>2010-12-26T08:27:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T08:28:14.910-08:00</updated><title type='text'>POEMA   DO  MENINO  JESUS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Num meio dia de fim de Primavera&lt;br /&gt;Tive um sonho como uma fotografia.&lt;br /&gt;Vi Jesus Cristo descer à Terra.&lt;br /&gt;Veio pela encosta de um monte&lt;br /&gt;Tornado outra vez menino,&lt;br /&gt;A correr e a rolar-se pela erva&lt;br /&gt;E a arrancar flores para as deitar fora&lt;br /&gt;E a rir de modo a ouvir-se longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha fugido do Céu.&lt;br /&gt;Era nosso demais para fingir&lt;br /&gt;De segunda pessoa da Trindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia que Deus estava a dormir&lt;br /&gt;E o Espírito Santo andava a voar,&lt;br /&gt;Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.&lt;br /&gt;Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ela tinha fugido.&lt;br /&gt;Com o segundo criou um Cristo eternamente na cruz&lt;br /&gt;E deixou-o pregado na cruz que há no Céu&lt;br /&gt;E serve de modela às outras.&lt;br /&gt;Depois fugiu para o Sol&lt;br /&gt;E desceu no primeiro raio que apanhou.&lt;br /&gt;Hoje vive na minha aldeia comigo.&lt;br /&gt;É uma criança bonita de riso e natural.&lt;br /&gt;Limpa o nariz ao braço direito,&lt;br /&gt;Chapinha nas poças de água,&lt;br /&gt;Colhe flores e gosta delas e esquece-as.&lt;br /&gt;Atira pedras aos burros,&lt;br /&gt;Rouba a fruta dos pomares&lt;br /&gt;E foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;br /&gt;E, porque sabe que elas não gostam&lt;br /&gt;E que toda a gente acha graça,&lt;br /&gt;Corre atrás das raparigas&lt;br /&gt;Que vão em ranchos pelas estradas&lt;br /&gt;Com as bilhas à cabeça&lt;br /&gt;E levanta-lhes as saias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim ensinou-me tudo.&lt;br /&gt;Ensinou-me a olhar para as coisas.&lt;br /&gt;Aponta-me as coisas que há nas flores.&lt;br /&gt;Mostra-me como as pedras são engraçadas&lt;br /&gt;Quando a gente as tem na mão&lt;br /&gt;E olha devagar para elas.&lt;br /&gt;E depois, cansado,&lt;br /&gt;O Menino Jesus adormece nos meus braços&lt;br /&gt;E eu levo-o ao colo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.&lt;br /&gt;Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.&lt;br /&gt;Ele é o humano que é natural.&lt;br /&gt;Ele é o divino que sorri e que brinca.&lt;br /&gt;E por isso é que eu sei com toda a certeza&lt;br /&gt;Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança Eterna acompanha-me sempre.&lt;br /&gt;A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.&lt;br /&gt;O meu ouvido atento alegremente a todos os sons&lt;br /&gt;São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damo-nos tão bem um com o outro&lt;br /&gt;Na companhia de Tudo&lt;br /&gt;Que nunca pensamos um no outro,&lt;br /&gt;Mas vivemos juntos os dois&lt;br /&gt;Com um acordo íntimo&lt;br /&gt;Como a mão direita e a esquerda.&lt;br /&gt;Ao anoitecer brincamos às cinco pedrinha&lt;br /&gt;No degrau da porta de casa,&lt;br /&gt;Graves como convém a um deus e a um poeta,&lt;br /&gt;E como se cada pedra&lt;br /&gt;Fosse todo o universo&lt;br /&gt;E fosse por isso um grande perigo para ela&lt;br /&gt;Deixá-la cair ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens&lt;br /&gt;E ele sorri porque tudo é incrível.&lt;br /&gt;Ri dos reis e dos que não são reis,&lt;br /&gt;E tem pena de ouvir falar das guerras,&lt;br /&gt;E dos comércios e dos navios&lt;br /&gt;Que deitam fumo no ar dos altos mares.&lt;br /&gt;Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade&lt;br /&gt;Que uma flor tem ao florescer&lt;br /&gt;E que anda com a luz do Sol&lt;br /&gt;A variar os montes e os vales&lt;br /&gt;E a fazer doer os olhos dos muros caiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele adormece e eu deito-o.&lt;br /&gt;Levo-o ao colo para dentro de casa&lt;br /&gt;E deito-o, despindo-o lentamente&lt;br /&gt;E como seguindo um ritual muito limpo&lt;br /&gt;E todo materno até ele estar nu.&lt;br /&gt;Ele dorme dentro da minha alma&lt;br /&gt;E às vezes acorda de noite&lt;br /&gt;E brinca com os meus sonhos.&lt;br /&gt;Vira uns de pernas para o ar,&lt;br /&gt;Põe uns em cima dos outros&lt;br /&gt;E bate palmas sozinho&lt;br /&gt;Sorrindo para o meu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, filhinho,&lt;br /&gt;Seja eu a criança, o mais pequeno.&lt;br /&gt;Pega-me tu ao colo&lt;br /&gt;E leva-me para dentro da tua casa.&lt;br /&gt;Despe o meu ser cansado e humano&lt;br /&gt;E deita-me na tua cama.&lt;br /&gt;E conta-me histórias, caso eu acorde,&lt;br /&gt;Para eu tornar a adormecer.&lt;br /&gt;E dá-me sonhos teus para eu brincar&lt;br /&gt;Até que nasça qualquer dia&lt;br /&gt;Que tu sabes qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história do meu Menino Jesus.&lt;br /&gt;Por que razão que se perceba&lt;br /&gt;Não há-de ser ela mais verdadeira&lt;br /&gt;Que tudo quanto os filósofos pensam&lt;br /&gt;E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alberto Caeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1274938907320054243?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1274938907320054243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1274938907320054243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/12/poema-do-menino-jesus.html' title='POEMA   DO  MENINO  JESUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6770122069420428447</id><published>2010-12-23T07:40:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T07:41:52.121-08:00</updated><title type='text'>O  SONO  DE  DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se há no mundo evidência inegável, é a existência do sofrimento. As causas do sofrimento humano são múltiplas, mas recondutíveis todas a duas grandes categorias: a Natureza, e o próprio Homem.&lt;br /&gt;Todos os dias, ou quase, a comunicação social nos traz notícias de calamidades naturais com o seu cortejo de mortes e destruições: um tsunami na Ásia em que os mortos se contam por centenas de milhares e a destruição atinge níveis alucinantes; um terramoto no Haiti que praticamente não deixa pedra sobre pedra; vulcões que acordam e cujas torrentes de lava arrasam tudo à sua frente. Temos na memória as destruições do furacão Katrina, os estragos e as mortes das enxurradas na Madeira, e mais recentemente o flagelo do tornado que devastou Tomar e Ferreira do Zêzere. São apenas exemplos que poderíamos multiplicar.&lt;br /&gt;Há depois as guerras, aquelas de que se fala e as que lavram esquecidas no continente africano, provocando a morte de inocentes e roubando aos meninos-soldados os sorrisos da infância, sem falar nos refugiados delas resultantes e que, por centenas de milhares foram deslocados das suas terras e vivem emprestada a vida que lhes chega da caridade internacional.&lt;br /&gt;As epidemias e doenças, como a sida ou a malária de que a morte se serve para fazer a sua colheita sinistra, enchendo por milhões o seu celeiro de sombra nas terras onde a miséria não permite aos pobres aceder aos medicamentos que os poderiam salvar. E é a pobreza e a fome de tantos, vítimas da ganância de uns poucos favorecidos por uma ordem económica injusta que, do mesmo passo que permite a acumulação da riqueza nas mãos de uns tantos, priva outros do necessário para viver. Perante este espectáculo, parece que o Deus Providência adormeceu e tarda em acordar. E ocorre-nos a imprecação do Salmista: “Acorda, Senhor! Porque dormes? Acorda e não nos rejeites para sempre!” (Ps. 44, 24)&lt;br /&gt;Será mesmo que Deus dorme? Mas como compaginar o sono de Deus com a imagem que d’Ele nos deixou Jesus quando disse que Deus toma conta de nós, e que até os cabelos da nossa cabeça Ele tem contados (Cf. Mt., 10, 30 et Mt., 5, 25 segs)?&lt;br /&gt;Não há que negar: a existência do mal no mundo coloca quem tem fé perante o paradoxo de um Deus que, sendo bom, cria por amor e ama os seus filhos, do mesmo passo que permite sejam vítimas de tanto sofrimento. Muitos fogem do paradoxo caindo no absurdo da negação de Deus. Por mim, ao absurdo prefiro o mistério: a existência do mal no mundo é efectivamente um mistério que desafia o nosso entendimento a encontrar, se não a sua compreensão, uma certa inteligência dele que, sem o resolver, atenue pelo menos o seu aspecto paradoxal.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, resulta da Bíblia que Deus não quis criar um mundo perfeito e acabado. E a teoria da evolução vio efectivamente confirmar esta perspectiva. Segundo a Bíblia, acabado de criar, o Homem recebeu de Deus a missão de dominar a Terra (cf. Gen., 1, 28), isto é, de continuar a obra de Deus e de a levar à perfeição. Os Salmos são muito claros: “O Céu, Deus reservou-o para Si; a Terra deu-a aos filhos dos homens”&lt;br /&gt;(Ps. 118, 16). E, percorrendo a história,  podemos constatar como, do trabalho dos homens, tem resultado uma notável diminuição do sofrimento humano. Para chegar a esta conclusão, basta olhar para os progressos da medicina e ver como as epidemias recuaram e hoje se curam doenças outrora letais. Mesmo nas catástrofes naturais, para além de haver meios de resposta outrora desconhecidos que permitem atenuar-lhes os efeitos, há já em alguns casos meios de previsão que permitem aos homens furtar-se à devastação.&lt;br /&gt;Vivemos ainda numa sociedade injusta. Mesmo assim, temos de reconhecer os progressos feitos na consciência generalizada da dignidade humana e dos direitos que dela derivam.&lt;br /&gt;É claro que a caminhada dos homens não é uniforme e o pecado continua presente no agir humano. É dele que nascem a calamidade das guerras e a loucura do terrorismo; é dele que nasce a exploração do homem pelo homem que gera a fome e a miséria. Mas não culpemos a Deus pelos desvarios dos homens que Deus quis livres: é a liberdade que faz a grandeza do homem; é da liberdade que nascem muitas das chagas que afligem a Humanidade.&lt;br /&gt;Devemos desesperar? De modo nenhum. O caminho percorrido é de molde a alimentar a nossa esperança. E sabemos que, no fim, acontecerá a consumação da História – “os novos céus e a nova terra em que habita a justiça, segundo a Sua promessa” (2Petr., 3, 13).&lt;br /&gt;É este o grande advento que somos chamados a viver. O sono de Deus é a vigília dos homens.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6770122069420428447?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6770122069420428447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6770122069420428447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/12/o-sono-de-deus.html' title='O  SONO  DE  DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7605590962911639897</id><published>2010-11-25T03:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T03:45:11.211-08:00</updated><title type='text'>A  TERRA  E  A  SEMENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ouvi um padre, que vivia o Evangelho, pregar o Evangelho.&lt;br /&gt;Os pequenos, os pobres ficaram entusiasmados,&lt;br /&gt;Os grandes, os ricos, escandalizados.&lt;br /&gt;Pus-me a pensar que não seria preciso pregar muito tempo o Evangelho para que muitos dos que frequentam as igrejas se afastassem, e os outros as povoassem.&lt;br /&gt;Pensei que para um cristão é um mau sinal ser estimado pela “gente bem”.&lt;br /&gt;Bom seria, acredito, que eles nos apontassem com o dedo chamando-nos loucos e revolucionários,&lt;br /&gt;Bom seria, acredito, que nos criassem embaraços, que assinassem protestos contra nós,&lt;br /&gt;…que tentassem fazer-nos morrer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Michel Quoist, Poemas para rezar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7605590962911639897?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7605590962911639897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7605590962911639897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/11/terra-e-semente.html' title='A  TERRA  E  A  SEMENTE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3146419865754396476</id><published>2010-11-21T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T10:47:44.771-08:00</updated><title type='text'>AS  TRÊS  UNÇÕES  DE  CRISTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Quem percorrer o Antigo Testamento verificará que eram marcados com unções os chamados a desempenhar cargos ou missões relevantes na condução do  Povo de Israel ou na sua representação. Era assim com os sacerdotes desde os tempos de Moisés que, seguindo as ordens de Deus, ungiu seu irmão Aarão, constituindo-o Sumo Sacerdote: “Tomarás o óleo da unção e derramá-lo-ás sobre a sua cabeça, ungi-lo-ás”(Ex. 29, 7). Foi assim com Saul que, escolhido por Deus para reinar sobre Israel, foi ungido por Samuel (Cf. 1Sam., 10, 1), como ungido foi David, que sucedeu a Saul como rei do Povo de Deus (Cf. 1Sam., 16, 13). Da unção profética fala Isaías referindo-se a si próprio: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a boa nova aos que sofrem” (Is., 61, 11). Temos assim que ungidos eram os Reis, os Sacerdotes e os Profetas.&lt;br /&gt;Também Jesus foi ungido. Mais: se nos lembrarmos de que, na sua raiz grega, Cristo quer dizer justamente ungido, compreenderemos que, ao dizerem, como nós aliás, creio em Jesus Cristo, os primeiros cristãos tinham desta expressão uma compreensão mais rica do que aquela que hoje lhe emprestamos. Enquanto que para nós Jesus Cristo é apenas o nome do homem que temos por Filho de Deus e nosso salvador, para eles a palavra Cristo qualificava Jesus como o ungido por excelência, aquele em quem convergiam todas as unções. Isto é, proclamavam-no Rei, Sacerdote e Profeta. São as três unções de Cristo de que, e ainda mal, pouco ou nada se ocupam a pregação e a catequese actuais. E, no entanto, todas elas aparecem, e bem explícitas nos livros do Novo Testamento, e definem, inteira, a missão de Cristo no mundo.&lt;br /&gt;Desde logo, a unção real. Interrogado por Pilatos sobre se era ou não rei dos Judeus, Jesus discorre sobre a sua realeza que diz não ser deste mundo (Cf. Jo. 18, 33-36). E Pilatos conclui: “Logo, tu és rei”. A resposta de Jesus é inequívoca: “É como dizes. Eu sou rei” (Jo., 18, 37).&lt;br /&gt;Mas também a unção profética. Falando na sinagoga de Nazaré, a terra onde fora criado, Jesus aplicou a si próprio a passagem de Isaías que citámos, assumindo desse modo a condição de Profeta, e concitando contra si a ira dos seus conterrâneos que foi ao ponto de lhe quererem infligir a morte (Cf. Lc., 4, 16-30).&lt;br /&gt;Do sacerdócio de Cristo não nos falam os evangelhos. Em compensação, a epístola aos Hebreus, proclama inequivocamente o sacerdócio de Cristo (“Este (Jesus) porque permanece para sempre, tem um sacerdócio sempiterno” – Hebr., 7, 24). Mais do que simples sacerdote, Jesus é mesmo o Sacerdote Supremo: “Temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o Filho de Deus” (Hebr., 4, 14).&lt;br /&gt;Rei, Sacerdote e Profeta, eis os três títulos que definem a missão de Jesus na Terra. Rei, para submeter a Deus todas as coisas e assim afirmar os Seu senhorio sobre a criação desviada d’Ele pelo pecado. Sacerdote, para ser o mediador entre os homens e Deus, para falar a Deus em nome dos homens: porque entre os homens o primeiro, e porque, sendo Filho de Deus, é por Ele aceite com entranhas de benevolência. Profeta, porque é o enviado de Deus para falar aos homens em Seu nome. Ao contrário do que comummente se julga, Profeta não é aquele que prevê e prediz o futuro. Pode fazê-lo também: os Profetas do Antigo Testamento fizeram-no em relação aos tempos messiânicos. Pedro e João, Apóstolos de Jesus, o fizeram também relativamente à consumação dos tempos. Mas o que define o múnus profético é o falar em nome de&lt;br /&gt;Deus. Foi o que fez o ungido do Senhor ao anunciar aos homens a Boa Nova de que Deus os queria como filhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3146419865754396476?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3146419865754396476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3146419865754396476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/11/as-tres-uncoes-de-cristo.html' title='AS  TRÊS  UNÇÕES  DE  CRISTO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6414733365586167652</id><published>2010-10-01T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-01T13:43:39.507-07:00</updated><title type='text'>SE…      ENTÃO…</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Se o homem não sabe caminhar, que não largue a mão da sua mãe.&lt;br /&gt;Se receia cair, que permaneça sentado.&lt;br /&gt;Se receia o acidente, que deixe o carro na garagem.&lt;br /&gt;Se receia o assalto, que permaneça na trincheira.&lt;br /&gt;Se receia que o pàra-quedas não se abra, que não salte.&lt;br /&gt;Se receia a tempestade, que fique ancorado no  porto.&lt;br /&gt;Se receia não saber construir a sua casa, que a deixe em projecto.&lt;br /&gt;Se receia enganar-se no caminho, que fique em casa.&lt;br /&gt;Se receia o esforço, o sacrifício e o futuro, que renuncie a viver, e que o medroso e ensimesmado se feche no seu casulo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTÁO…&lt;br /&gt;Poderá, talvez, sobreviver, mas não será um homem, pois é próprio do homem poder, racionalmente arriscar a vida.&lt;br /&gt;Poderá fingir amar, mas não saberá amar,&lt;br /&gt;Pois amar é ser capaz de querer arriscar a sua vida&lt;br /&gt;Pelos outros, por um outro.&lt;br /&gt;Poderá gerar, mas não será nem pai nem mãe,&lt;br /&gt;Pois ser pai ou mãe é, como a semente na terra, aceitar&lt;br /&gt;o supremo risco de morrer, para que nasça a espiga.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Michel Quoist&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6414733365586167652?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6414733365586167652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6414733365586167652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/10/se-entao.html' title='SE…      ENTÃO…'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5775083551474462936</id><published>2010-09-17T10:24:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T10:28:27.006-07:00</updated><title type='text'>Igrejas de Portugal...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/TJOkk7TRRsI/AAAAAAAAHEU/Xx7W2r5iG1k/s1600/L1110189.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517934922759751362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/TJOkk7TRRsI/AAAAAAAAHEU/Xx7W2r5iG1k/s400/L1110189.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; O nosso património cultural, em geral,  está a degradar-se. O património religioso está lentamente a dissipar-se na fumaça da irresponsabiliadade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui fica o exemplo de uma bela igreja-capela no Torrão, Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5775083551474462936?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5775083551474462936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5775083551474462936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/09/igrejas-de-portugal.html' title='Igrejas de Portugal...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/TJOkk7TRRsI/AAAAAAAAHEU/Xx7W2r5iG1k/s72-c/L1110189.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-157593494578828894</id><published>2010-09-17T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T10:20:08.212-07:00</updated><title type='text'>O    SEU  A  SEU  DONO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O problema de Deus não o tratou o velho Aristóteles no tratado da Física – mas sim no da Metafísica. Porque o problema de Deus está para além da Física. E esta não é uma afirmação gratuita: também no campo da Ciência deve valer o velho unicuique suum – a cada qual o que lhe pertence. Quando uma disciplina ultrapassa as fronteiras que a delimitam e vai além do seu objecto próprio, está a invadir propriedade alheia e a usar indevidamente os métodos que são seus em matéria onde eles não têm lugar e por isso falham.&lt;br /&gt;A Igreja fez a aprendizagem dolorosa destas verdades quando, no caso Galileu, se pôs a fazer astronomia usando as ferramentas da Teologia. Deu no que se sabe, e ainda hoje lhe é atirado à cara o episódio como motivo de escárnio e descrédito.&lt;br /&gt;Outros deveram não esquecer estes princípios e saber que a excelência duma disciplina não é garantia de bons frutos quando abordam problemas que não são do seu âmbito.&lt;br /&gt;Vem isto a propósito da última obra do grande Físico Stephen Hawking, The Grand Design, em que o sábio explana a  conclusão de que não é preciso recorrer a Deus para explicar o aparecimento do Universo.&lt;br /&gt;Ao que leio em súmula de revista de fim de semana, “Deus não é necessário para criar o Universo” e “a criação do Universo foi espontânea e pode ser explicada pela Ciência”. Nada que não soubéssemos desde que, da sua cátedra da Universidade de Lovaina, o Padre Lemaître lançou a teoria do Big Bang   explicação científica para o começo do Universo  - sem  acrescentar, apesar de padre católico, que fora Deus o autor do Big Bang – seria ultrapassar os limites da Ciência.&lt;br /&gt;Mas é claro que o Big Bang pôde ser aproveitado pela ciência filosófica. Se outra ciência demonstrou que o Universo teve um começo, ficava claro que podia não existir&lt;br /&gt;- donde, não tinha em si a razão da própria existência. Quando se nos depara algo que pode não ser, mas é, segue-se necessariamente a exigência de um ser que não pode não ser para explicar a existência daquele que pode não ser. É o problema do absoluto e do contingente: todo o contingente remete para um absoluto como causa última.&lt;br /&gt;É este pequeno pormenor que escapa ao Físico. O mal é ele não parar nos limites da Física e continuar, com os instrumentos desta, a navegar em mar que não é o seu. Acontecem então coisas espantosas, verdadeiras pérolas de raciocínio non sense, como este de Hawking: “Porque há uma lei da gravidade, o Universo pode e vai criar-se a partir do nada”. Mas, se há uma lei da gravidade, levantam-se desde logo problemas de difícil solução. Como  é óbvio, o nada é a negação absoluta do ser. Se há uma lei da gravidade, alguma coisa  – e o nada desaparece. Então já não é a partir do nada, m as duma lei da gravidade que o Universo começa a existir. Quer dizer, antes de o Universo ser, havia já uma lei da gravidade. É difícil conceber uma lei da gravidade sem matéria sobre a qual ela se exerça…Mas não importa: o fundamental é sublinhar o contraditório da asserção. O Universo vem do nada, mas tem um autor que é a lei da gravidade. A agir retroactivamente – só pode – pois no princípio era o nada: não se vê como se pode atribuir acção, qualquer que ela seja, ao não ser…&lt;br /&gt;Perdoem-me os leitores estas divagações metafísicas. Mas estou cansado de ver cientistas a botar sentença sobre temas que não cabem na sua ciência – pertencem a outras. E a adornarem as opiniões que expedem (e que respeito) com a fiabilidade que advém do prestígio científico. Achei que alguém devia dizer o óbvio: ne sutor ultra credidam.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-157593494578828894?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/157593494578828894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/157593494578828894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/09/o-seu-seu-dono.html' title='O    SEU  A  SEU  DONO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8522425510515071050</id><published>2010-08-30T03:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T03:34:46.163-07:00</updated><title type='text'>T E R    F É</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Fico sempre um tanto embaraçado quando me perguntam o que é ter Fé. A primeira tentação é atirar para a frente a definição do Concílio Vaticano I que me resguarda de quaisquer laivos de atrevimento menos ortodoxo. Segundo ela, a Fé é a “virtude sobrenatural, pela qual, com o auxílio da graça de Deus, acreditamos que são verdadeiras as coisas que Deus revelou, não por causa da sua verdade intrínseca apreendida pela luz natural da razão, mas por causa da autoridade de Deus que revela, e que nem se engana, nem pode enganar-nos”. (D. 1789)&lt;br /&gt;A definição é perfeita, mas… sabe a pouco, sobretudo se nos lembrarmos de Abraão, o pai dos crentes, que efectivamente acreditou no que Deus lhe disse e, por via disso, mudou radicalmente a sua vida… Sabe a pouco, dizia, sobretudo se comparada com uma outra definição de autoridade ainda maior e que podemos colher na Epístola aos Hebreus. Aí, a Fé é definida como “a garantia dos bens que esperamos, a prova das realidades que não se vêem” (Hebr., 11, 11). Os bens que esperamos são, evidentemente a ressurreição dos mortos e a vida eterna – realidades que não se vêem, realidades futuras. Abraão iria rever-se nesta definição.&lt;br /&gt;Comparando as duas definições, salta à vista que a primeira cinge a Fé ao conhecimento e, assim sendo, aprisiona-a na inteligência. A Fé é um fenómeno meramente gnoseológico. Não assim com a segunda em que não se trata de conhecer verdades, mas de possuir realidades concretas – de as possuir num futuro que a Fé antecipa para um presente em que são possuídas na Esperança que assim sorrateiramente se introduz no acto de Fé.&lt;br /&gt;Assim, e no imediato da apreensão, a Fé crida do Vaticano I reconduz-se a um conhecimento abstracto de verdades. A Fé crida da Epístola aos Hebreus ultrapassa a gnose que é a posse apenas pelo conhecimento, para se fixar na esperança da posse plena que, remetida para o fim dos tempos, a Fé antecipa em Esperança certa: certa porque, casando as duas definições, Deus nem se engana nem pode enganar-nos.&lt;br /&gt;Esta nuance no que respeita à Fé crida tem consequências na Fé crente. Na primeira, a Fé crente é um acto da inteligência – porque a Fé crida é uma gnose. Na segunda, encontra-se implicada a vida toda, já que a Fé crida é uma vida em antecipação da Vida que Deus prometeu.&lt;br /&gt;Como é evidente, a Fé tem que ser pensada em função da Revelação – como claramente resulta da definição do Vaticano I. Ora, o que Deus revelou não foi propriamente um conjunto de verdades abstractas para a nossa elucidação. S. Paulo foi ao fundo da questão quando condensou toda a revelação no “mistério escondido desde sempre em Deus” (Col., 1, 26). Esse mistério escondido que ninguém nunca poderia entrever é a intenção que guiou o acto criador e depois toda a história que se lhe seguiu. Ao revelar-se aos homens, Deus partilhou com eles  primordialmente não os mistérios do que é, mas aquilo que de mais íntimo e imperscrutável nele existe: o seu designo, as suas intenções. Deus disse aos homens que toda a sua actuação ad extra se orientava para uma única finalidade: o grande desígnio de fazer os homens felizes numa vida que não tem fim.&lt;br /&gt;É esta partilha íntima que faz com que a revelação de Deus seja antes de tudo e acima de tudo, uma PROMESSA. Donde que o núcleo fundamental da Fé crida seja a promessa da felicidade eterna. Assim, a Fé crente não pode limitar-se ao conhecimento da promessa, mas à sua aceitação como boa, fiável, o  que implica jogar a vida num desconhecido que tem como única garantia a Palavra de Deus. Nela entra a inteligência, mas entra muito mais – a vida toda. Ter Fé é fiar-se de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8522425510515071050?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8522425510515071050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8522425510515071050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/08/t-e-r-f-e.html' title='T E R    F É'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5663567334691768616</id><published>2010-08-17T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T15:48:16.870-07:00</updated><title type='text'>DA   ACTUALIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vós, diz Cristo Senhor Nosso, falando com os pregadores, sois o sal da Terra; e chama-lhes sal da Terra, porque quer que façam na Terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a Terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a Terra não se deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes, Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem do que fazer o que eles dizem; ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo, ou porque a Terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P. António Vieira,&lt;br /&gt;Sermão de Santo António aos Peixes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5663567334691768616?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5663567334691768616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5663567334691768616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/08/da-actualidade.html' title='DA   ACTUALIDADE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4219575477343990321</id><published>2010-07-12T02:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T02:40:24.807-07:00</updated><title type='text'>R E Z A R</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;“Assola-me frequentemente, assim que digo uma ou outra das nossas orações, ou o Pai Nosso, a sensação de ser invadido por pensamentos tão fecundos, que renuncio a dizer as orações seguintes. Com efeito, quando tais pensamentos vêm, é preciso saber abandonar qualquer outra devoção para lhes dar lugar, os escutar em silêncio e não os contrariar em nada. Pois então é o próprio Espírito Santo que fala, e uma única das suas palavras tem mais valor do que mil das nossas orações.&lt;br /&gt;Frequentemente, também aprendo mais orando do que estudando muito e reflectindo…Aquilo que disse há pouco a propósito do Pai Nosso, repito-o: se acontecer que o Espírito Santo se ponha a exortar-te interiormente, dando-te pensamentos ricos e luminosos, presta-lhe a honra de abandonar os teus próprios pensamentos, que não são senão as tuas reflexões e meditações pessoais. Escuta aquele que sabe mais do que tu. Presta atenção às suas palavras e transcreve-as: assistirás a milagres.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Martinho Lutero&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(cit. Por FANGEN Ronald, in Une révolution dans la chrétienté)&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4219575477343990321?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4219575477343990321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4219575477343990321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/07/r-e-z-r.html' title='R E Z A R'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6687506042641233175</id><published>2010-07-05T04:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T04:06:12.578-07:00</updated><title type='text'>CARIDADE   E   SOLIDARIEDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Se bem me lembro, a palavra solidariedade entrou no vocabulário corrente pelas mãos de António Guterres que, quando Primeiro-Ministro, dela fez uso intensivo.&lt;br /&gt;Comecei por pensar que a solidariedade era a versão laica da caridade. Foi o P. Melícias quem me levou a pensar melhor, por causa do uso sistemático que também ele (frade de S. Francisco) fazia do vocábulo, ignorando sistematicamente a caridade. E concluí que a solidariedade seria afinal o valor em que se baseava o Estado Social, no qual, dos impostos de todos, sai a ajuda para os que supostamente mais precisam. O princípio foi levado às últimas consequências com a criação das SCUT em que todos pagamos a utilização por alguns das auto-estradas que os servem, mas, no caso, sem qualquer consideração pela real carência de meios dos utilizadores, que podem ser pobres, mas, em muitos casos, são ricos. É um caso de solidariedade cega em que todos, mesmo os pobres, são chamados a subsidiar alguns, mesmo ricos ou muito ricos.&lt;br /&gt;Porque a solidariedade vertida no Estado Social é em muitos casos realmente cega e dela está ausente o calor da relação pessoa a pessoa que é a grande riqueza da caridade cristã.&lt;br /&gt;Quer isto dizer que sou contra a solidariedade ou contra o Estado. De modo nenhum. Considero-o mesmo uma das maiores conquistas civilizacionais dos nossos tempos, e só lamento que a evolução do muno, nas suas vertentes económica e demográfica entre outras, ameace obrigar, se não ao seu desaparecimento, pelo menos a um redimensionamento indesejável, cujas dimensões futuras não é possível por ora determinar.&lt;br /&gt;Isto dito, como cristão, um adepto estrénuo da caridade. Aquela caridade em que a partilha material dos bens brota do amor ao próximo, tradução do amor de Deus que foi infundido em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Cf. Rom., 5, 5) E custa-me que a ignorância, não isenta de presunção, leve alguns a formularem sobre a caridade afirmações bárbaras como a que a seguir transcrevo e que colho num artigo de homenagem a José Saramago (Cf. Expresso, 26 de Junho de 2010, Actual, pag. 19). São palavras da filha do escritor, Violante: “Aprendi com ele (Saramago) que a caridade é das piores coisas que existem. Porque se anuncia. Compra sempre qualquer coisa. Já a solidariedade é discreta. Muitas vezes esconde-se até. Mas existe”.&lt;br /&gt;Saramago escreveu um “Evangelho segundo Jesus Cristo”; mas, ou não leu, ou fez uma leitura muito selectiva do Evangelho de Jesus Cristo, por exemplo, segundo S. Mateus. No capítulo VI desse evangelho, referem-se as palavras de Jesus sobre a prática da caridade que não me dispenso de transcrever: “Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outra maneira, não tereis nenhuma recompensa de vosso Pai que está no Céu. Quando, pois, deres esmola. Não permitas que toquem trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita, a fim de a tua esmola permaneça em segredo; o teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te”. (Mt., 6, 1-4).&lt;br /&gt;Inútil comentar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6687506042641233175?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6687506042641233175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6687506042641233175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/07/caridade-e-solidariedade.html' title='CARIDADE   E   SOLIDARIEDADE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6994371183964951852</id><published>2010-06-15T02:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T02:15:19.608-07:00</updated><title type='text'>DA   SS.ma   T R I N D A D E</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O depósito da Fé que os crentes professam no seio da Igreja Católica está cheio de mistérios que a inteligência humana não consegue compreender. Por isso se diz que o  acto de fé não é um acto racional, mas apenas razoável. Uma das tarefas que ocupou a Igreja, nomeadamente nos primeiros séculos da sua existência foi o esforço de formular em termos humanos os dados desses mistérios de modo a que eles pudessem ser,  não compreendidos, mas expressos  na clara fidelidade ao dado revelado: o que se pretendia era a formulação do mistério e não a sua compreensão. Esta tem a Igreja consciência de que não pode ser conseguida: compreender é delimitar, verbo que não pode ser conjugado quando se toca no Infinito.&lt;br /&gt;Um dos mistérios mais sublimes é o que se designa por mistério da SS.ma Trindade: é básica e fundamental na fé cristã a crença em um Deus único que, sendo uno, subsiste em três pessoas iguais e distintas. Como diz a liturgia, os cristãos adoram a Deus “não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma única substância”. Pai, Filho e Espírito Santo são os nomes por que se designa a Trindade em que Deus subsiste: chma-se-lhes as três pessoas divinas. Cada uma delas é Deus, sem que por isso haja três deuses. As três pessoas são iguais, subsistindo todas na mesma substância divina ou subsistindo em cada uma delas a mesma substância divina. O que não as impede de serem distintas, sendo que o Pai não se confunde com o Filho nem com o Espírito Santo, como o Filho não é o Pai nem o Espírito Santo, e este não é nem o Pai nem o Filho.&lt;br /&gt;Subsistindo em três pessoas, Deus não é o resultado final da junção das três como se cada uma delas fosse uma parte de Deus e Deus a soma das partes. Cada uma delas é Deus por inteiro; mas Deus inteiro não pode prescindir de qualquer delas. Iguais na mesma substância divina, não há nelas “mais” ou “menos”; não há subordinação nem dependência: há igualdade absoluta que não destrói a distinção que faz com que cada uma não seja a outra.&lt;br /&gt;O enunciado que aí fica representa, a ser (como cremos) verdadeiro, um desafio imenso à inteligência, que pode aceitar o mistério pela fé, mas não pode compreendê-lo pela razão. De resto, a aceitação do mistério de Deus, mais do que ao seu entendimento apela à sua adoração. Se temos fé suficiente para aceitar o mistério, então busquemos na humildade da adoração a atitude certa para lidar com ele, na esperança de que a visão de Deus face a face que nos está prometida para a vida eterna nos permita a inteligência possível do mistério que a nossa finitude por ora nos recusa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6994371183964951852?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6994371183964951852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6994371183964951852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/06/da-ssma-t-r-i-n-d-d-e.html' title='DA   SS.ma   T R I N D A D E'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1728025996877815146</id><published>2010-06-07T00:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T00:52:41.178-07:00</updated><title type='text'>A   P A L A V R A   C E R T A</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A descoberta em vários países de casos de pedofilia envolvendo membros do clero e, ao que se diz, até um que outro bispo, deu azo a que os meios de comunicação exercessem com veemência e indignação o seu dever de denúncia, apontando à Igreja Católica o dedo acusador – e com razão. Para além dos casos já de si vergonhosos, a Igreja pôde ser acusada de, encobrindo-os, ter pactuado com o crime que devia ter sido a primeira a reconhecer, assumindo coram populo as consequências que se impunham. Não o fez, penso que em nome da velha preocupação de evitar o escândalo. Erradamente. S. Gregósio Magno, um Papa santo da Alta Idade Média, enunciara há muitos séculos a norma de conduta a seguir pela Igreja em casos que tais: “Se da verdade nascer o escândalo, suporte-se o escândalo, mas não se abandone a verdade”.&lt;br /&gt;Felizmente, as coisas estão hoje clarificadas, e, perante os escândalos de pedofilia do clero, a posição da Igreja não oferece dúvidas: antes de mais, o reconhecimento dos factos; depois, a averiguação da sua veracidade, como se  impõe; finalmente, o procedimento exigido pela justiça no interior da mesma Igreja e a colaboração com as autoridades no plano da justiça extra-eclesiástica. Penso que, para que aqui se chegasse, alguma coisa deve ter contribuído o alarido mediático que se fez à volta do problema.&lt;br /&gt;Não faltou quem atribuísse  tal alarido  a uma conspiração de forças estranhas inimigas da Igreja que daqui colhiam a oportunidade para a atacar. Não tenho dúvidas quanto à existência de forças que tais, e acredito que, segundo a palavra de Cristo, a Igreja há-de sempre confrontar-se com a sanha das perseguições. Mas não foram essas forças que empurraram os membros do clero para a prática da pedofilia. E é nela que está a raiz do problema. Por isso, oportunas e decisivas foram as palavras de Bento XVI quando arredou a ideia de campanha adversa e apontou como cerne da questão o pecado da Igreja que por ele deve fazer penitência e para ele deve buscar justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de lembrar    como a história da Igreja ensina que na base de todas as crises que  ao longo dos séculos  têm varrido o Povo de Deus se encontra sempre o pecado –  o  pecado que é uma constante na vida desse Povo desde o início. Uma visão idealizada da vida dos primeiros cristãos levou-nos por vezes a considerá-los imaculados e em tudo exemplares. Não era assim, não foi assim: é o que facilmente se conclui da leitura dos Actos dos Apóstolos que certamente não fixaram para nós todos os casos de pecado, mas só os que podemos considerar exemplares. E lá encontramos a hipocrisia de Ananias e Safira (Act., 5, 1-5) a par da perversão de Simão, o Mago, que com dinheiro pretendia adquirir dons sobrenaturais que são dádivas de Deus e não bens  transaccionáveis (Act.,8, 18-24). É o pecado de simonia que tantas vezes se havia de repetir ao longo da vida da Igreja e que, ou muito me engano, ou está longe de se encontrar erradicado da Igreja de Deus.&lt;br /&gt;As Epístolas de S. Paulo dão conta de muitas situações de pecado nas comunidades por ele fundadas: em Corinto, casos de incesto (1Cor., 5, 1-2) e de devassidão (1Cor., 5, 9-13); em Tessalónica, “vida desordenada e ociosa” (2Tess., 3, 6 segs). S. Paulo não teoriza quando, escrevendo a Timóteo, o alerta para a existência de “invejas, rixas, injúrias, suspeitas maldosas, altercações” (1Tim. 6, 4).&lt;br /&gt;Os primeiros concílios (Éfeso, Niceia, Constantinopla – para não falar do de Jerusalém) fizeram-se para resolver crises graves que eclodiram na Igreja como fruto do pecado daqueles que, abandonando a sã doutrina, ameaçavam perverter a fé da Igreja, tal como ela a bebera no depósito da Revelação.&lt;br /&gt;E é sempre o pecado, nas suas várias formas, que encontramos a determinar as grandes crises que abalaram a Igreja ao longo dos séculos. Em comparação com essas  crises, bem pode dizer-se que a “crise” actual, gerada pela pedofilia, não passa de um fait divers menor na história da Igreja. Pensemos no cisma do Oriente que partiu em duas a Cristandade e que, mau grado os esforços recentes, está longe de se encontrar reparado. Na sua raiz  está, de um lado a ambição de Constantinopla e a sua emulação com Roma em matéria de primazia; do outro, a resposta, certa na essência mas eivada de arrogância no modo com que Roma defendeu o Primado da Sé de Pedro.&lt;br /&gt;Foi ainda o pecado em que viviam e persistiam os Papas e a sua Cúria nos tempos do Renascimento que determinou a divisão da Igreja do Ocidente com o afirmar-se das cisões calvinista, luterana e anglicana (simplificando, claro está), que definitivamente pulverizaram o bem precioso da unidade da Igreja,  um bem que foi objecto duma súplica explícita de Jesus ao Pai: “Que todos sejam um, como Tu, Pai, és um em mim e eu em Ti, para que também eles sejam um em nós”. (Jo., 17, 21).&lt;br /&gt;De facto, a história da Igreja é também a história dos pecados dos homens que a constituem, e da força santificadora do Espírito Santo que a anima. Do pecado nascem sempre, e para toda a comunidade, consequências nefastas. Mais forte porém do que o pecado, do que todos os pecados, é a força redentora do sacrifício de Cristo na cruz. É essa força que há-de vencer sempre os malefícios do pecado sobre a Igreja. Segundo a promessa do Senhor, “as portas do Inferno não levarão a melhor”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1728025996877815146?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1728025996877815146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1728025996877815146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/06/p-l-v-r-c-e-r-t.html' title='A   P A L A V R A   C E R T A'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5009043277465268420</id><published>2010-05-09T02:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T02:27:09.383-07:00</updated><title type='text'>A   P E D R O   O   Q U E   É   D E   P E D RO (O poder das chaves)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;“Afinal, não foi só um homem que recebeu essas chaves, mas a Igreja na sua unidade. Então, é esse o motivo da preeminência reconhecida de Pedro: ele representava a universalidade e a unidade da Igreja quando lhe foi dito “confio-te”, o que na verdade foi confiado a todos. Desejo demonstrar que foi a Igreja que recebeu as chaves do Reino dos Céus. Ouçam o que o Senhor diz a todos os Apóstolos em outra passagem: “Recebei o Espírito Santo”; e imediatamente: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo., 20, 22-23). Isso refere-se às chaves, das quais é dito: “Tudo o que ligares na Terra será ligado no Céu” (Mt., 16, 19). Mas isso foi dito a Pedro… Na ocasião, Pedro representava a Igreja universal.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S. Agostinho, Sermão 295&lt;/strong&gt; – na Festa do Martírio  dos Apóstolos Pedro e Paulo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5009043277465268420?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5009043277465268420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5009043277465268420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/05/p-e-d-r-o-o-q-u-e-e-d-e-p-e-d-ro-o.html' title='A   P E D R O   O   Q U E   É   D E   P E D RO (O poder das chaves)'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6442892646795964577</id><published>2010-05-05T06:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T06:44:06.727-07:00</updated><title type='text'>D I S T R A C Ç Õ E S</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Folheando uma revista inquestionavelmente católica (é dirigida por um bispo) deparei com um artigo assinado por um membro duma Congregação Religiosa onde se escrevia: “Como pode a Igreja responder a tudo isto? Fiel à missão de estar ao lado do Povo de Deus… etc.” Colocar a Igreja ao lado do Povo de Deus é fazer dela uma realidade distinta desse mesmo Povo – o que é errado, pois a Igreja é justamente o Povo de Deus, como inequivocamente foi afirmado pelo Concílio Vaticano II. A “distracção” não é de todo inócua: ela repristina um conceito de Igreja até há pouco dominante, em que a Igreja propriamente dita era apenas o clero e as ordens religiosas. No fundo revela que a pecha do clericalismo, de tão nefastas consequências, não se encontra vencida e está pronta a reaparecer a qualquer momento. Há “distracções” que são eloquentemente reveladoras…&lt;br /&gt;Quando se celebram efemérides em honra de um sacerdote, julgo que ainda hoje se canta um hino que ouvi (e cantei) muitas vezes quando era novo. Rezava assim: Aleluia! Hossana e glória / cantemos hinos à flux / em louvor do sacerdote /  que é na terra outro Jesus. Outra “distracção” que tem a mesma raiz, que se manifesta no “endeusamento” do clero. Ora, com todo o respeito, o sacerdote não é propriamente “outro Jesus”, pelo menos não o é mais do que qualquer outro cristão. É apenas um servidor da comunidade a que preside e que, ela sim, é outro Jesus, por constituir aquilo a que Pio XII chamou em Encíclica o Corpo místico de Cristo.&lt;br /&gt;Também já vi na celebração do jubileu de um padre aplicar a ele e aos seus irmãos no sacerdócio, com carácter exclusivo, a frase tremenda de Cristo: “Vós sois o sal da Terra; se o sal perde a força, com que se há-de ele salgar? Para nada mais serve senão para deitar fora e ser pisado pelos homens” (Mt., 5, 13). Ora, a missão de ser o sal da Terra cometeu-a Cristo não apenas aos sacerdotes, mas a quantos acreditam no seu nome e se reconhecem como discípulos seus. Basta ler com atenção o capítulo 5 de S. Mateus: o sermão que ali se refere foi dirigido a todos os que seguiam Jesus. “Vendo a multidão, Jesus subiu ao monte, e, tendo-se sentado, vieram ter com ele os seus discípulos a quem ensinou, dizendo…” /Mt., 5, 1-2). É mais uma vez o clericalismo a espreitar com dois efeitos altamente perversos: carregar nos ombros do clero a missão hercúlea de salvar o mundo; desresponsabilizar os baptizados da missão profética que lhes foi cometida no Baptismo.&lt;br /&gt; Em tempo de visita papal, valerá a pena apontar algumas “distracções” que transparecem nos títulos com que se adorna o Bispo de Roma. Não o fazemos ad odium, mas com o respeito que merece aquele que preside à comunhão universal da caridade, e é, como tal, a referência visível da unidade da Igreja.&lt;br /&gt;Comecemos pela “distracção” que é tratar o Papa como Chefe de Estado, portanto como um soberano temporal, pouco importando se de um macro ou, como é o caso, de um micro Estado: é esta condição de Chefe de Estado que faz dele o Soberano Pontífice. O ponto é que a grandeza do Papa lhe vem de presidir o Reino de Deus e, diante de Pilatos, Jesus afirmou taxativamente: “O meu reino não é deste mundo”(Jo., 18, 36).&lt;br /&gt;Fruto de outra “distracção” é o título que lhe atribuíram de Vigário de Cristo. Vigário é aquele que representa e faz as vezes de um ausente. Ora, é bom não esquecer que Cristo continua presente, incarnado, desde que subiu ao Céu, no seu Corpo místico que é a Igreja – a sua humanidade de acréscimo – de que Ele é a cabeça e que continua a sua missão salvífica. É  verdade que a ausência física do Mestre iria gerar nos discípulos  um sentimento de orfandade (Cf. Jo., 14, 18). Ciente disso, Jesus prometeu enviar o Espírito Santo: “Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade” (Jo., 14, 16-17). Este outro, sim, vai fazer as vezes do primeiro que o contexto claramente indica ser o próprio Jesus. A Pedro (de quem o Papa é sucessor) fica reservado não o papel de fazer as vezes de Cristo, mas de confirmar na Fé os seus irmãos – porque (e esta é a grandeza de Pedro) a sua fé não desfalecerá (Cf. Lc., 22, 32).&lt;br /&gt;Sumo Pontífice é outro dos títulos que se aplica ao Papa. Passando por alto a mais que discutível pertinência teológica do título, à luz nomeadamente do que de Cristo se diz na Epístola aos Hebreus, sublinhe-se a “distracção” que fez esquecer a espúria origem do título. De facto, Sumo Pontífice é a tradução de Pontifex Maximus, a expressão latina com que os Papas do Renascimento assinavam os monumentos que em Roma iam fazendo erguer. Mas Pontifex Maximus era o título por que, desde o legendário rei romano Numa Pompílio, se designava o chefe do colégio dos sacerdotes que em Roma asseguravam o culto das divindades pagãs. Nos tempos do Império os imperadores apropriaram-se dele para marcarem que, também no campo religioso, era sua a autoridade máxima. Quando o cristianismo se impôs no Império, o título transferiu-se do imperador para o Bispo de Roma. O mínimo que se pode dizer é que o título é espúrio na sua origem, e de discutível solidez teológica: nada tem de cristão e muito menos de evangélico.&lt;br /&gt;Rejeitando os títulos que remetem para a grandeza, a pompa e a vaidade das coisas do mundo, é melhor ver no Papa apenas o sucessor de Pedro, que morreria de espanto se visse aplicados a si os títulos que enunciámos. O título  que Pedro certamente prezaria é aquele que, na sequência dos seus predecessores, Paulo VI utilizou para promulgar os documentos do Concílio Vaticano II: PAULO, BISPO, SERVO dos SERVOS DE DEUS.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6442892646795964577?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6442892646795964577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6442892646795964577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/05/d-i-s-t-r-c-c-o-e-s.html' title='D I S T R A C Ç Õ E S'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2310392206145964310</id><published>2010-04-23T02:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T02:43:24.067-07:00</updated><title type='text'>O R A Ç Ã O</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Mãe, aqui tens os teus filhos com sua imensa tropa&lt;br /&gt;Para serem julgados não pela só miséria.&lt;br /&gt;E Deus que ajunte a tudo um pouco desta terra&lt;br /&gt;Que tanto os tem perdido e deles tão amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, aqui tens os teus filhos que tanto se perderam&lt;br /&gt;Para serem julgados não só da baixa intriga.&lt;br /&gt;E que Deus os soerga como crianças pródigas.&lt;br /&gt;Que venham desabar nos seus braços erguidos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não sejam julgados como puros espíritos&lt;br /&gt;Que não sejam pesados pela balança justa&lt;br /&gt;Que sejam como a vinha e o trigo maduro&lt;br /&gt;Que nunca são medidos no flanco da colina…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus seja clemente e que assim lhes perdoe&lt;br /&gt;O tanto terem querido à terra passageira&lt;br /&gt;Porque dela eram feitos. Dessa lama e areia&lt;br /&gt;Que jaz na sua origem, e tristemente os coroa.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ch. Péguy&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2310392206145964310?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2310392206145964310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2310392206145964310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/04/o-r-c-o.html' title='O R A Ç Ã O'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-9015394417224112796</id><published>2010-04-18T09:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T09:09:30.402-07:00</updated><title type='text'>OS ARTÍFICES DA CRIAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Quando vou à Missa, recito convictamente as palavras do Credo. Eu creio, de facto, em “Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis”. Mas nem por isso alinho com os chamados “criacionistas”, para quem tudo quanto existe no mundo foi modelado directamente por Deus. Tenho sempre presentes as judiciosas palavras do velho e sensato Tomás de Aquino que, do fundo da Idade Média, nos prevenia de que “Deus age através das causas segundas”. E isso me faz aceitar com toda a naturalidade a posição dos evolucionistas para quem o mundo, tal como o conhecemos, é o resultado de um processo lento e longo de transformações sucessivas, que conduziram ao aparecimento da vida e ao desdobrar da mesma  na imensidão de espécies que hoje conhecemos. O facto de terem surgido através do referido processo de evolução em nada prejudica o facto de serem todas (de sermos todos) criaturas de Deus, fruto do Seu querer e obra das Suas mãos. As forças que as produziram e nos produziram mais não foram do que as causas segundas, através das quais Deus foi realizando a Sua obra.&lt;br /&gt;Os cientistas que estudam o mundo nunca falam de Deus. Nem têm que falar. O seu campo de acção está limitado ao que é “observável”. E o que lhes é dado observar é a matéria, as suas acções e as interacções dos seus elementos. E estas não denunciam Deus. Os cientistas cingem-se ao “como” que observam e não têm que se preocupar com o “porquê” último. Em matéria de”porquê”, limitam-se a apontar as causas próximas. Como agora: há uma nuvem de poeira que impede a navegação aérea no norte da Europa porque um vulcão entrou em erupção na Islândia e os ventos arrastaram as cinzas expelidas na direcção em que sopravam.&lt;br /&gt;Quando confrontados com os fenómenos evolutivos observáveis, são minuciosas a explicar o como, mas ao debruçarem-se sobre o “porquê”, esbarram no desconhecido e chamam em seu auxílio o acaso. E o acaso é, como sabemos, e por definição, o imprevisível, o imponderável. Einstein dizia que “o acaso é o pseudónimo que Deus usa quando não quer ser reconhecido”, Mas não vamos por aí. Atendo-se ao observável, verificaram os cientistas que, no ciclo imenso da evolução, a matéria escolhe sempre  a direcção que vai num determinado sentido. Chamam a isto “teleonomia”  - uma lei intrínseca à matéria que a orienta e faz avançar no sentido da consecução duma determinada finalidade. Um filósofo substituiria o termo teleonomia por  teleologia, introduzindo no processo um elemento de inteligência, postulado pela própria noção de finalidade. Damos de barato que o cientista não tenha que o fazer. Não lhe cabe. E fiquemo-nos, como agentes da evolução, com um acaso teleonómico, desprezando o leve toque de contradição que a expressão acorda em nós.&lt;br /&gt;Mas o mundo que hoje se depara aos nossos olhos já não é apenas o fruto do acaso das interacções que ditaram as  proezas  da evolução. Incorpora, e de que maneira, a acção do homem – por força da sua liberdade, tão imprevisível e imponderável, senão mais, do que a acção do acaso. Com uma agravante: a teleonomia, que os cientistas admitiram como guia da acção do acaso na evolução da matéria, não é transponível tout court para a acção do homem. É que, dotado duma inteligência auto-consciente, o homem tem a capacidade de estabelecer finalidades próprias e de orientar a sua acção para a consecução dessas finalidades. E não está dito que as   definidas por miríades de mentes auto-conscientes sejam entre si coerentes, e muito menos que concordem no seu conjunto com a teleonomia que, segundo os cientistas, guiava o evoluir das forças da matéria… De facto, com o aparecimento do Homem, tudo se complica. Ao aleatório da evolução gerada pelo acaso, vem juntar-se o aleatório sublimado da vontade livre do Homem.&lt;br /&gt;Assim, o termo final da evolução do Universo – e seria absurdo negar que esse termo final exista, no sentido pelo menos de  “acabamento”, de “per-feição” no sentido etimológico do termo –antevê-se como o resultado de duas forças aleatórias – o acaso, e a vontade livre do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sagrada Escritura diz que, obra de Deus, a criação proclama a Sua glória e o Seu poder. É para defenderem essa glória e esse poder que os criacionistas querem que tudo quanto existe tenha sido directamente tocado pelo dedo de Deus. Confesso que a visão de Tomás de Aquino em que Deus age pelas causas segundas me parece potenciar muito mais a grandeza de Deus. Fazer o mundo por si próprio seria tarefa muito menos arriscada do que escolher per-fazê-lo através do aleatório do acaso e do super-aleatório da vontade livre dos homens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-9015394417224112796?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9015394417224112796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9015394417224112796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/04/os-artifices-da-criacao.html' title='OS ARTÍFICES DA CRIAÇÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6016840238995583876</id><published>2010-03-27T06:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T06:06:38.930-07:00</updated><title type='text'>A  MORTE  DA   MORTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Nosso Senhor morreu, mas matou a morte. Nele terminou o que era causa de nossos temores. Tomou a morte e venceu-a como caçador vigoroso que se apossa do leão e o abate.&lt;br /&gt;Onde está, pois, a morte? Procurai em Cristo, nada dela resta. Nele, contudo, esteve, mas está morta. Oh! Vida, morte da Morte! Tenhamos coragem, meus irmãos, a Morte morrerá em nós também. O que na cabeça começou, nos membros prosseguirá: a Morte morrerá em nós também. Morrerá quando chegar o fim dos séculos, na ressurreição dos mortos…&lt;br /&gt;Ouçamos os clamores de triunfo de quando morte mão houver, de quando,em nós, como em nosso Chefe, morrer a Morte. É necessério, diz o Apóstolo S. Paulo, que este corpo da corrupção se revista da incorruptibilidade, e que, mortal, se revista da imortalidade. Então se cumprirá a palavra da Escritura: A morte foi afogada na vitória! (1Cor., 15, 53-55). Glória! Glória aos triunfadores! Morte, onde está o teu aguilhão? Com ele te pudeste apoderar, agarrar, vencer e subjugar, atingir e matar; mas agora, Morte, onde está a tua vitória, onde está o teu aguilhão?  Não to quebrou o meu Senhor? No momento em que abraçaste o meu Senhor, nesse mesmo momento para mim também vencida foste e destruída.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Santo Agostinho, &lt;span style="color:#666666;"&gt;Sermão 233&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6016840238995583876?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6016840238995583876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6016840238995583876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/03/morte-da-morte.html' title='A  MORTE  DA   MORTE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1959247437858042679</id><published>2010-03-18T16:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T16:17:56.318-07:00</updated><title type='text'>S O N E T O - (em tempo de Paixão)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Se sois riqueza, como estais despido?&lt;br /&gt;Se Omnipotente, como desprezado?&lt;br /&gt;Se Rei, como de espinhos coroado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se luz, como a luz tendes perdido?&lt;br /&gt;Se sol divino, como eclipsado?&lt;br /&gt;Se verbo, como é que estais calado?&lt;br /&gt;Se vida, como estais amortecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus, estais como homem nessa cruz?&lt;br /&gt;Se homem, como dais a um ladrão&lt;br /&gt;Com tão grande poder posse dos Céus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Que sois Deus e homem, bom Jesus!&lt;br /&gt;Morrendo por Adão enquanto Adão,&lt;br /&gt;E redimindo Adão enquanto Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;Anónimo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1959247437858042679?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1959247437858042679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1959247437858042679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/03/s-o-n-e-t-o-em-tempo-de-paixao.html' title='S O N E T O - (em tempo de Paixão)'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6410380692309744552</id><published>2010-03-18T03:41:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T03:42:39.445-07:00</updated><title type='text'>EM TEMPO DE PAIXÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Fartinhos como estamos de ouvir falar do Mistério Pascal, corremos o risco de o dar como adquirido para os cristãos que na morte realizado de forma definitiva e irrepetível. Cristo morreu e ressuscitou. É da vida que nos ganhou com a sua morte que nós vivemos – é na esperança que nos deu a sua ressurreição que caminhamos pelo mundo em direcção ao Pai. Nada a fazer, portanto, para além de gozarmos do Mistério Pascal de Cristo as certezas que Ele nos trouxe.&lt;br /&gt;Pois, se o mistério pascal de Cristo foi definitivo e irrepetível, não penso que esteja acabado. Direi mesmo que se encontra profundamente incompleto, e que poderá ter laivos de fracasso se não for completado, se ficar reduzido às dimensões do Cristo físico.&lt;br /&gt;E valho-me da companhia de S. Paulo para esquivar a acusação de blasfémia. Pois, se eu blasfemo, nada mais faço do que repetir a divinamente inspirada blasfémia que ele proferiu quando escreveu: “completo na minha carne… o que falta à Paixão de Cristo”. Se completa, o que falta é que nem tudo está feito – é preciso que alguém o termine.&lt;br /&gt;Não foi blasfemo S. Paulo, porque, subido ao Céu, o Cristo do Mistério Pascal continua a viver o mesmo mistério – a completá-lo – na sua dimensão mística. A obra de Cristo prolonga-se no Cristo místico que é a Igreja – que somos nós – e julgo mesmo que é este prolongamento que lhe confere a sua dimensão total.&lt;br /&gt;E até compreendemos que assim seja: afinal, os cristãos prolongam Cristo – é lógico que na sua vida “aconteça” mistério pascal. E pensamos nos mártires em quem a evidência desse mistério se impõe. E talvez pensemos que foram cristãos com sorte, porque chamados a repetir o mistério do seu Senhor: tiveram a oportunidade de “perder a vida ara depois a encontrarem como Cristo.&lt;br /&gt;Acontece que nem todos merecem a graça do martírio. Mas sendo o mistério pascal algo de tão fundamental. Ele tem que se encontrar ao alcance de todos os cristãos. E encontra: basta sabê-lo descobrir. Não será morrer um pouco passar a vida a dar testemunho, numa linha de coerência com o Evangelho, arrostando os riscos de sofrimento, de cansaço, de mortificação? Não será morrer um pouco dedicar-se a fazer  o bem,  sacrificando, por amor dos outros, tempo e comodidades?&lt;br /&gt;E não será recusar o mistério pascal pretender furtar-se aos sacrifícios ou deixar-se vencer pelo desânimo, ou servir apenas quando isso nos traz satisfações humanas?&lt;br /&gt;Pois eu penso que se o espectacular dos martírios sangrentos serve para edificar a Igreja, não é deles que devemos esperar o seu crescimento no dia a dia dos séculos. É o mistério pascal dos cristãos escondidos, cujos nomes não hão-de figurar nas páginas do martirológio que realiza, na humildade e no escondimento, o mistério da vida da Igreja a brotar daquele “morte” feita de todas as renúncias e de todos os sofrimentos que a dedicação lhes impõe.&lt;br /&gt;É na fidelidade ao ideal do AMOR cristão  que havemos de fazer o “mistério pascal” das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6410380692309744552?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6410380692309744552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6410380692309744552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/03/em-tempo-de-paixao.html' title='EM TEMPO DE PAIXÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6928388407520440361</id><published>2010-03-13T11:50:00.001-08:00</published><updated>2010-03-13T11:50:54.820-08:00</updated><title type='text'>EM   LOUVOR   DA   SANTA   CRUZ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Nos seus quatro braços, a Cruz de Cristo contém tudo:&lt;br /&gt;tudo o que existe no Céu, na Terra e sob a Terra;&lt;br /&gt;todo o visível e o invisível, todo o vivente e o não vivente.&lt;br /&gt;Os quatro braços da cruz, com os seus quatro quadrantes,&lt;br /&gt;expõem assim o mistério onde encontram seu ser&lt;br /&gt;todas as criaturas racionais, celestes, terrestres, infernais e supra-celestes…&lt;br /&gt;A Paixão de Cristo sustém tudo o que é real, ela rege o mundo, ela cega o Tártaro…&lt;br /&gt;Ela mantém o que existe, conserva o que vive, anima o que sente, ilumina o que pensa.&lt;br /&gt;Pelo seu poder, a Santa Cruz rodeia, comprime,&lt;br /&gt;une entre si todas as realidades do alto e cá de baixo, na veneração de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Santo Hipólito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6928388407520440361?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6928388407520440361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6928388407520440361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/03/em-louvor-da-santa-cruz.html' title='EM   LOUVOR   DA   SANTA   CRUZ'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1133282894540182912</id><published>2010-03-01T14:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T14:57:01.081-08:00</updated><title type='text'>Deus e o Mal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Estes últimos tempos têm sido férteis em calamidades naturais que ceifaram vidas e semearam a destruição um pouco por toda a parte. Indo apenas às mais recentes, vêm-me à memória um terramoto no Haiti onde as vidas perdidas se contam por centenas de milhares, e o desespero dos sobreviventes, perante a magnitude da destruição, parecia um dedo acusador apontado a Deus supostamente bom, e que, no entanto sujeitava os seus filhos a tão grande sofrimento. Mais perto de nós foi a tragédia da Madeira que a todos nos enlutou, e a que logo se seguiu o terramoto do Chile, e outro ao lado na Argentina. Isto para não falar da tempestade que nos varreu e que em França fez contar por dezenas o número de vítimas mortais. São apenas alguns episódios recentes duma realidade que tem acompanhado o homem ao longo de toda a sua caminhada sobre a Terra. E levantam um problema que atormenta muitos espíritos: como conciliar a existência de um Deus bom, criador do mundo, com a ocorrência de tanto mal de que o homem não tem culpa? Será crível que a bondade de Deus possa coexistir com o mal que ocorre no mundo? É que a grandeza do Universo aponta como autor um Deus omnipotente e omnisciente que, por definição terá de ser infinitamente bom, um Deus que “é amor”, na definição do Apóstolo S. João. Mas todo o mal que acontece no mundo não virá contradizer essa imagem de Deus-Amor, não virá impor a inexistência de Deus? Muitos tentam arquivar o problema apelando para a justiça de Deus. Este (dizem) é bom, mas justo também e, como tal deve premiar o bem e castigar o mal. As catástrofes que se abatem sobre a Terra são o castigo que Deus envia para punir os pecados cometidos pelos homens e que bradam aos Céus pedindo justiça, como o sangue de Abel derramado por Caim. Mas a explicação cai por terra quando se verifica que o suposto castigo atinge o justo como o pecador, além de dar de Deus a imagem de um ser vingativo e castigador que não casa com o Deus-amor que a Bíblia consagra. Por mim, não penso ter encontrado a chave da solução para o problema. Mas parece-me que, perante ele, a clara opção que se me impõe é a de escolher entre o mistério e o absurdo, sendo que o mistério é a conciliação da bondade de Deus com o mal no mundo, e o absurdo seria a eliminação do problema pela eliminação de Deus como criador. Dar como não tendo causa um Universo a que hoje a ciência marca um momento em que começou a existir, e que, por isso mesmo, se tem de considerar contingente, visto não ter em si a razão da própria existência (a tê-la deveria ser eterno – logo sem começo) é, na plena acepção do termo, um verdadeiro absurdo. Já a conciliação duma causa do mundo em que a infinita bondade não impede que na sua obra se introduza o factor “mal” é um mistério para que não se encontra explicação, mas para o qual a luz da inteligência humana (sempre limitada, note-se bem) pode entrever janelas de inteligibilidade. Uma delas reside no facto atestado pela Bíblia (e pela experiência) de Deus não ter querido criar um mundo per-feito no sentido etimológico da palavra, isto é, um mundo acabado. A tarefa de completar a criação do mundo confiou-a Deus às forças da matéria, e muito especialmente ao homem. Da acção daquelas é testemunha a evolução, hoje universalmente admitida. Da acção do homem dá testemunho toda a sua história. Desde o princípio, segundo a Bíblia, Deus confiou ao homem a tarefa de “dominar a Terra”. E o que é senão o domínio da Terra aquilo que o homem tem feito ao longo dos séculos? Aquilo a que genericamente damos o nome de “progresso” mais não é do que o avançar inexorável do homem para patamares cada vez mais elevados de domínio da natureza. Não me atrevo a dizer que algum dia o homem adquira o domínio perfeito das forças da natureza, como os vulcões, os terramotos, os fenómenos atmosféricos. Força é constatar que, mercê dos progressos já feitos, a humanidade dispõe hoje de meios que lhe permitem tornar menos devastadores aqueles fenómenos. Razão de optimismo vemo-la no combate à doença. O homem não conseguiu nem conseguirá eliminar a morte. Mas os progressos da medicina fizeram com que tenha sido notavelmente estreitado o seu campo de acção. É que, como dizem os Salmos, “o Céu é do Senhor; a Terra deu-a aos filhos dos homens”. Que estes continuem o seu labor de dominar a Terra, e o mal irá progressivamente regredindo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1133282894540182912?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1133282894540182912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1133282894540182912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/03/deus-e-o-mal.html' title='Deus e o Mal'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8468339910673295790</id><published>2010-02-22T11:39:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T11:43:09.490-08:00</updated><title type='text'>Passo a rezar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nós, os católicos, começamos, finalmente a entender, onde estão os actuais e futuros suportes de evangelização.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que há católicos mais rápidos que outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui vos deixo  um (bom) exemplo de como se pode ajudar muitissimo os cristãos a rezar no mundo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.passo-a-rezar.net/"&gt;www.passo-a-rezar.net&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8468339910673295790?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8468339910673295790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8468339910673295790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/02/passo-rezar.html' title='Passo a rezar...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4717840840122765619</id><published>2010-02-19T08:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T08:05:01.696-08:00</updated><title type='text'>VER  DEUS  FACE  A FACE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A meu ver, nenhum sacrifício é demasiado grande&lt;br /&gt;Para ver a Deus face a face.&lt;br /&gt;A minha actividade, seja ela social, política, humanitária ou ética,&lt;br /&gt;Está orientada, toda ela, para este único objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu sei que Deus se encontra as mais das vezes&lt;br /&gt;Entre as mais humildes das Suas criaturas,&lt;br /&gt;E não entre os grandes e poderosos,&lt;br /&gt;Eu luto por me colocar ao nível dos primeiros.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ghandi &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4717840840122765619?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4717840840122765619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4717840840122765619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/02/ver-deus-face-fac-e.html' title='VER  DEUS  FACE  A FACE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2991620559340735234</id><published>2010-02-15T12:37:00.001-08:00</published><updated>2010-02-15T12:37:48.563-08:00</updated><title type='text'>AS  RAIZES  DA  VIOLÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Riqueza sem trabalho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer sem consciência,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento sem carácter,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comércio sem moralidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciência sem humanidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoração sem sacrifícios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POLÍTICA  SEM  PRINCÍPIOS&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Gandhi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2991620559340735234?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2991620559340735234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2991620559340735234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/02/as-raizes-da-violencia.html' title='AS  RAIZES  DA  VIOLÊNCIA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8207245364993262860</id><published>2010-02-06T13:55:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T13:56:45.496-08:00</updated><title type='text'>C A T Ó L I C O   P R A T I C A N T E</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O que se deve entender por católico praticante? Naturalmente, aquele que cumpre os seus deveres religiosos, a saber, os que derivam do facto de ser cristão.&lt;br /&gt;O cristão é, antes de mais, um crente, uma pessoa de Fé. O objecto da sua Fé é a pessoa de Jesus. Retomando a simples e brevíssima fórmula das primitivas comunidades cristãs, aquele que acredita em Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador, e a Ele adere para ser salvo. Porque a Fé não envolve apenas a inteligência. Mais do que a aceitação intelectual duma verdade ou de um conjunto de verdades abstractas, a Fé é a adesão a uma pessoa que se apresenta como salvador. Ter Fé é ser discípulo de Cristo, seguir as suas pisadas, conformara a própria vida ao que foi a vida de Jesus. Aliás, a missão que Jesus confiou aos seus discípulos não foi propriamente a de “ensinar todos os povos” como resulta duma deficiente tradução de Mt., 28, 19. O que lá se diz é “de todos os povos fazei discípulos”.&lt;br /&gt;Assim, o católico praticante é aquele que conduz a sua vida seguindo os passos de Jesus, deixando-se orientar pelos valores que Jesus traduziu na sua própria vida. Esses valores é possível lê-los nos ensinamentos de Jesus, mas encontrá-los também no seu proceder, No episódio das tentações de Cristo, é possível identificar três linhas de conduta que Jesus liminarmente rejeitou: a procura da riqueza, a busca da notoriedade, o engodo do poder. Não se encontram nos procedimentos de Jesus, tal como nos são reportados pelos evangelhos, vestígios de cedência a nenhum destes três objectivos. O Filho do Homem era um pobre que não tinha onde reclinar a cabeça; quando fazia milagres, recomendava aos miraculados que não dissessem a ninguém; e claramente não quis que os que tinham autoridade se comportassem como os que na terra têm poder: o maior de entre eles devia considerar-se como o servo de todos.&lt;br /&gt;Quanto à vida religiosa, a vigorosa denúncia que fez do proceder dos fariseus é a condenação veemente duma religião sem alma que se esgotava na prática de ritos, sem ter em conta e prescindindo mesmo do essencial da Lei. Leia-se o capítulo 23 do evangelho de S. Mateus e aí se verá como Cristo abominava a prática de ritos externos sem correspondência no interior: “Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho e desprezais o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade” (Mt., 23, 23).&lt;br /&gt;É por isso que me arrepia a mentalidade dominante segundo a qual o católico praticante é aquele que vai a Missa todos os domingos e se confessa uma vez por ano. Nesta exigência redutora identifico vestígios do ritualismo oco tão claramente abominado por Jesus. Não que despreze a Eucaristia ou a Penitência. Como Cristo a propósito das miudezas da Lei, também eu direi que é preciso “fazer isto e não omitir aquilo” (cf.&lt;br /&gt;Mt., 23, 23). Mas um cristianismo reduzido à prática de ritos será sempre uma versão diminuída das exigências do ser cristão. É, em suma, um cristianismo fácil, que se arruma dedicando à religião uma hora por semana. As exigências da prática cristã pervadem a vida toda, o dia inteiro, todas as circunstâncias da vida que têm de ser avaliadas à luz das exigências evangélicas, e vividas em consequência. Católico praticante é o que assim procede: o que aprendeu as bem-aventuranças, o que cumpre as obras de misericórdia, o que recita o Pai nosso com verdade, o que interiorizou que o amor é a virtude que identifica os discípulos de Cristo: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo., 13, 35).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8207245364993262860?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8207245364993262860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8207245364993262860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/02/c-t-o-l-i-c-o-p-r-t-i-c-n-t-e.html' title='C A T Ó L I C O   P R A T I C A N T E'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7395954539957449916</id><published>2010-01-31T01:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T01:36:01.973-08:00</updated><title type='text'>Que significa crer?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;«A fé é o acto fundamental da existência cristã.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;No acto de fé exprime-se a estrutura essencial do cristianismo, a resposta que esta dá à pergunta: como podemos atingir o nosso destino compreendendo a nossa humanidade? Há ainda outras respostas. Nem todas as religiões são uma «fé». Por exemplo, o Budismo na sua forma clássica não tende de modo algum para este acto de auto-transcendência, de encontro com o totalmente Outro, com o Deus que me fala ou me chama ao amor...»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ratzinger, Joseph&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Europa de Bento&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na Crise de Culturas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aletheia Editores&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7395954539957449916?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7395954539957449916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7395954539957449916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/01/que-significa-crer.html' title='Que significa crer?'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1144122656059680616</id><published>2010-01-28T05:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T05:19:04.759-08:00</updated><title type='text'>Para uma Teologia da Viagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Procuro lugares em Lisboa ou mesmo em Portugal onde se anuncie o Evangelho para pessoas com niveis médios e/ou altos de literacia, cultura, conhecimento. Sei de alguns, poucos, mas gostava de começar a alargar as minhas escolhas diárias ou dominicais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procuro também espaços inteligentes de cultura cristã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procuro ainda clubes, comunidades, grupos, congregações, (....) ordens que organizem Cursos de História do Cristianismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ana Paula Lemos &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1144122656059680616?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1144122656059680616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1144122656059680616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/01/para-uma-teologia-da-viagem.html' title='Para uma Teologia da Viagem'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1962073551215495767</id><published>2010-01-08T05:02:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T05:03:27.125-08:00</updated><title type='text'>P A R A   U MA   N O V A    E P I F A N I A</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Não serão muitos os cristãos que sabem localizar no calendário litúrgico a festa da Epifania do Senhor, e menos ainda os que conhecem o significado profundo desta festa. Em compensação, todos responderão prontamente quando interrogados sobre a festa dos Reis. Certamente porque, na celebração de 6 de Janeiro se lê na Missa a passagem do Evangelho de S. Mateus (cap. 2, vv. 1-12) em que se conta como do Oriente vieram uns Magos (o evangelho não fala de Reis) conduzidos por uma estrela que lhes foi indicando o caminho e os conduziu ao lugar onde estava Jesus, um menino que adoraram e a quem ofereceram presentes de oiro, incenso e mirra.&lt;br /&gt;Toda a narrativa parece revestir-se duma grande carga simbólica que transcende o facto em si. E foi essa carga simbólica que levou a que a mesma fosse aproveitada para ilustrar aquilo que a Igreja entendia celebrar, a saber, a manifestação aos gentios do Salvador do Mundo, antecipando desde logo que Ele não fora enviado apenas às ovelhas perdidas da Casa de Israel, mas que o âmbito da sua missão terrena tinha a dimensão do universo. Com efeito, Epifania quer dizer justamente “manifestação”. E, se a adoração do Manino por mais três personagens, depois dos pastores pode considerar-se um fait divers sem importância de maior do ponto de vista da história da salvação, já o facto de eles serem gentios, alheios, portanto, ao povo de Israel, tem um significado profundo do ponto de vista da economia da mesma salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectáculo do mundo de hoje, com o Povo de Deus a representar um “pequeno rebanho” quando comparado às multidões de descrentes que o rodeiam e que desconhecem o Salvador e a salvação que Ele veio trazer, apela a uma nova Epifania em que Jesus se manifeste àqueles que O desconhecem e que, desconhecendo-O, não podem obviamente segui-Lo. O Mundo precisa urgentemente de uma estrela que, à semelhança dos Magos, o conduza a Jesus.&lt;br /&gt;“Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus” (Mt., 5, 16). Foram palavras de Jesus dirigidas aos seus discípulos no sermão da montanha. Se bem entendo, é ao proceder dos Seus discípulos que Jesus comete a responsabilidade de guiar até Ele os que ainda O não conhecem. E esta responsabilidade interpela-nos a todos: em que é que o nosso proceder de cristãos se distingue do proceder dos outros para que eles se sintam interpelados?&lt;br /&gt;E aqui há que lembrar que o cristão não é nunca um elemento isolado. Faz parte duma comunidade, o Povo de Deus, que é a Igreja. E então apetece perguntar se a Igreja, tal como se apresenta aos olhos do mundo, é verdadeiramente a luz que ilumina os caminhos dos homens para os conduzir a Cristo. A pergunta é tanto mais pertinente quanto é certo que não raro aqueles que clamam pela reforma da Igreja (Ecclesia semper reformanda – Igreja sempre a precisar de reforma) são acusados de descurarem a tarefa primordial da evangelização. Quando, em meu entender, um dos pontos-chave da evangelização (eu diria o ponto-chave) reside numa Igreja em que os homens facilmente reconheçam a esposa de Cristo sem mancha e sem ruga. O que não acontecerá enquanto no seu agir predominar, por exemplo, o juridismo vigente em que a lei se sobrepõe ao homem, contradizendo a clara mensagem de Cristo que explicitamente proclamou o primado do homem sobre o Sábado (Cf. Mc., 2, 27). O que podemos ilustrar com um exemplo recente.&lt;br /&gt;Como é sabido, os padres estão vinculados ao celibato. Não por força de um voto que não fizeram (o voto de castidade fazem-no os que ingressam numa ordem religiosa), mas porque uma lei da Igreja declarou a ordenação sacerdotal como impedimento para a celebração do Matrimónio. Um impedimento ao lado de outros impedimentos, como aquele que impede o casamento entre sujeitos ligados por um certo grau de parentesco. Desses impedimentos, a Igreja pode dispensar, e muitas vezes dispensa.&lt;br /&gt;No pós-concílio, vários padres pediram dispensa desse impedimento e o Papa Paulo VI concedia essa dispensa, privando quem a recebia do exercício do ministério sacerdotal. Foi assim que muitos sacerdotes puderam, abandonando o ministério, contrair o sacramento do Matrimónio, e continuar a viver em paz e comunhão com a Igreja.&lt;br /&gt;Assim que se sentou na cadeira de Pedro, o tão admirado João Paulo II recusou sistematicamente essa dispensa. Dos dramas de consciência que brotaram dessa sua atitude, terá dado contas a Deus. Perante o mundo ficou patente a clara contradição do seu gesto com o que Cristo ensinou. Para ele, o homem é que fora feito para o Sábado, e não o Sábado para o homem. O que não impediu o seu sucessor, Bento XVI, de o ter proclamado desde já “Venerável”, como primeiro passo para uma canonização que se adivinha acontecerá em breve.&lt;br /&gt;Alguém vislumbra numa Igreja que assim procede o rasto da  estrela que conduz a Cristo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1962073551215495767?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1962073551215495767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1962073551215495767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2010/01/p-r-u-ma-n-o-v-e-p-i-f-n-i.html' title='P A R A   U MA   N O V A    E P I F A N I A'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7105735617721042965</id><published>2009-12-22T08:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T08:29:47.419-08:00</updated><title type='text'>O Grande Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Os judeus gloriavam-se da proximidade de Deus ao Seu povo. Elucidativas as palavras do Deuteronómio: “Que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor nosso Deus?” (Deut., 4, 7)&lt;br /&gt;Ocorrem-me estas palavras em tempo de Natal, quando celebramos o mistério maior da nossa fé cristã, que é o mistério da Incarnação, e penso quanto as nossas celebrações natalícias andam em geral arredadas e muito do essencial do mistério que se comemora.&lt;br /&gt;E não. Não vou bater no Natal consumista dos presentes que se trocam e em que parece esgotar-se a amizade entre pessoas. Nem no Pai Natal que vem da Lapónia num carro puxado a renas distribuir brinquedos aos meninos: os anglo-saxónicos ainda lhe põem uma pitada de religioso identificando-o com S. Nicolau – nós nem isso. Falo atrevidamente do Natal com Menino Jesus – exaltação da infância e chamamento à ternura e à solidariedade, e não renego a poesia do presépio com o menino aquecido pelo bafo quente dos animais, a vaca e o burrinho que a tradição fixou.&lt;br /&gt;Mas o essencial do Natal não está aí. O essencial do Natal é o mistério de um Deus que se faz homem. Não um deus que toma a aparência de homem para assim comunicar com os outros homens. O Cristo, deus com aparência de homem, foi o erro dos docetas que a Igreja condenou. O Deus do Natal é o Deus que assumiu a natureza humana real, que, sem deixar de ser Deus, se torna homem verdadeiro – Deus verdadeiro e homem verdadeiro – para comungar da existência humana, das suas limitações e da sua grandeza, do seu pensamento e das suas emoções; tão homem como qualquer homem, e que não é já apenas “Deus connosco”, mas passa a ser “Deus um de nós”. Com verdade a espécie humana pode dizer que houve, num tempo bem determinado da história, um dos seus, um indivíduo dessa espécie que era realmente Deus. Esta é a verdadeira dimensão do Natal: a união da divindade à natureza humana, a assunção irreversível, pelo Deus eterno e infinito, da criatura temporal e limitada.&lt;br /&gt;No mistério do presépio, Deus não está apenas connosco: Deus é um de nós. E ao fazer-se um de nós, o Eterno fez-se tempo, entrou na História, comprometeu-se com ela. A partir daí, a história do homem não pode fazer-se sem mencionar Deus, porque a história dos homens é também a história de Deus. Esta a singularidade da religião cristã, quase blasfema, que proclama a comunhão do absoluto com o contingente: contingente enquanto homem, absoluto enquanto Deus. E a apontar, pela própria lógica das coisas, para a improvável absolutização do contingente, se não se quer o absurdo de ser este a absorver o absoluto. Como toscamente dizia o nosso épico: “Do Céu à Terra enfim desceu / para subir os mortais da Terra ao Céu”. Porque, no menino do presépio, naquela natureza humana assumida por Deus, é de certo modo toda a humanidade que é assumida, numa aliança indestrutível e eterna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7105735617721042965?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7105735617721042965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7105735617721042965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/12/o-n-t-l-g-r-n-d-e.html' title='O Grande Natal'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4597697591263461626</id><published>2009-12-21T12:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T12:16:29.166-08:00</updated><title type='text'>Único Sabor</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Sabor, sabor oculto,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;submerso,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor adormecido, ó rosas, ó antes, primaveras,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor só abruptamente surto na queda do sono, no fulgor de um relâmpago,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;surto, submerso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ó sabor antes da consciência, antes de tudo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó sabor só nascido sobre a paz última de tudo para além de tudo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor da terra ainda antes dos olhos,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor a nascer, sabor-desejo, antes do beijo, sabor de beijo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor mais lento, mais fundo, mais de dentro,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor a marulhar, cálido, denso, como a cor,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor de estar, sabor de ser,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó tranquila degustação sem mandíbulas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;sabor de dentro como de um cheiro imemorial presente,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó colinas esparsas, ó veios de águas sussurrantes,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;somente ouvidos, nem sequer ouvidos, mas presentes, esparsos,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó presença da terra nas pálpebras, num sabor acre da garganta,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó estrelas, ó verdadeiras estrelas da infância,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó sabor do escuro, do ventre, da espessura da noite, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó profundo sono de raízes,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó água bebida ao rés da terra, ó sono da vida,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó som de bichos, de tudo e nada, num só obscuro silêncio, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó terra junto a mim, ó grande e estranha terra,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó perdida proximidade, ó perdida longinquidade,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó enorme som de búzio do mar, ó tranquilos jardins, ó sabor de cansaço,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó sabor antes de mim,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó quando eu não sabia e tudo em mim sabia,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó noite, ó espessura, ó outra vez a noite,&lt;br /&gt;outra vez esse sabor submerso, esse sabor do fundo, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;esse sabor bem longe, esse sabor total,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;esse sabor onde eu sinto a terra num só gosto,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;esse sabor original, fonte de todo o sabor,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;surto submerso, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ó único sabor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Ramos Rosa &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4597697591263461626?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4597697591263461626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4597697591263461626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/12/unico-sabor.html' title='Único Sabor'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5486633579016104721</id><published>2009-12-13T12:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T12:07:49.647-08:00</updated><title type='text'>M A G N I F I C A T</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt; S. Lucas guardou no seu Evangelho o cântico que Maria terá entoado quando, após a anunciação do Anjo de que iria ser a mãe do Salvador, se encontrou com sua prima Santa Isabel, tocada também ela pela graça do Céu para ser a mãe de João Baptista. Falamos do Magnificat, tal como nos aparece em Lucas, cap. I, vv. 46-55.&lt;br /&gt;É um hino muito belo de louvor a Deus, de agradecimento pelas maravilhas que operou, mas também de revelação dos desígnios de Deus acerca dos homens:&lt;br /&gt;Manifestou a força do seu braço&lt;br /&gt;e dispersou os soberbos.&lt;br /&gt;Derrubou os poderosos de seus tronos&lt;br /&gt;e exaltou os humildes.&lt;br /&gt;Encheu de bens os famintos&lt;br /&gt;e aos ricos despediu-os de mãos vazias.(vv. 51-53)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurras, fundador da Action Française, que de todo não se revia em semelhante concepção do mundo, viu bem a força subversiva destas ideias e agradeceu à Igreja por ter embrulhado conceitos tão agrestes e perigosos em música suave que lhes retirava a força agressiva que realmente continham. Já o agnóstico Paul Claudel encontrou a Fé ao ouvi-las cantar na catedral de Notre Dame. De facto, este elogio da humildade e da pobreza é bem a antecipação abreviada do programa de vida proposto por Jesus nas Bem-aventuranças.&lt;br /&gt;Eu sei que casa mal com a cultura dominante, obcecada pela ganância, ávida de poder e de notoriedade, esta exaltação do despojamento e da humildade. Mas, se olharmos para os males que se abateram sobre o mundo, nomeadamente os mais recentes, não é difícil concluir que a crise que vivemos é realmente fruto da ganância de muitos que, do alto da sua soberba, não tiveram a humildade de reconhecer a realidade das coisas e julgaram poder afeiçoá-las à sua vontade.&lt;br /&gt;Apetece-me citar Santa Teresa de Ávila quando escreve que “a humildade é a verdade”. A que acrescentareis a aguda observação que Baruc Espinoza nos deixou na sua Ética: “Se supusermos um homem que tem consciência da sua fraqueza, porque conhece algo de mais poderoso do que ele próprio, e através desse conhecimento delimita o seu próprio poder de acção, não conhecemos nada mais do que um homem que se conhece perfeitamente a si próprio, isto é, que tem  consciência de que o seu poder de acção é secundado”.&lt;br /&gt;Não haverá cristão que não subscreva estas observações.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5486633579016104721?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5486633579016104721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5486633579016104721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/12/m-g-n-i-f-i-c-t.html' title='M A G N I F I C A T'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6131246361251107953</id><published>2009-12-07T05:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T05:03:25.918-08:00</updated><title type='text'>DEUS  DE  ALEGRIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Que viestes vós ver aqui?&lt;br /&gt;Um Deus estabelecido&lt;br /&gt;Numa adorável solidão,&lt;br /&gt;Guardando um eterno silêncio&lt;br /&gt;A fim de se ocupar apenas&lt;br /&gt;Da Sua glória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus instalado&lt;br /&gt;Num eterno repouso&lt;br /&gt;Onde contempla o seu próprio poder&lt;br /&gt; A fim de se saciar com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus que lançou&lt;br /&gt;O universo na sua trajectória&lt;br /&gt;E depois deixa-o derivar&lt;br /&gt;Antes de ele próprio se retirar&lt;br /&gt;Para o seu eterno infinito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que viestes contemplar&lt;br /&gt;É um Deus de dança&lt;br /&gt;Que arrasta os vivos com a sua música&lt;br /&gt;No seu eterno movimento de alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um Deus de Palavra&lt;br /&gt;Porque não quer existir&lt;br /&gt;Senão para um eterno face a face&lt;br /&gt;De partilha e de amor&lt;br /&gt;Com os vivos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um Deus de beleza!&lt;br /&gt;Para felicidade dos vivos&lt;br /&gt;Ele pinta muitos arco-íris&lt;br /&gt;Como brilhantes frescos&lt;br /&gt;Sobre a imensa tela do universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um Deus de abundância&lt;br /&gt;Que multiplica para nós as dádivas&lt;br /&gt;E que nos torna seus aprendizes&lt;br /&gt;A fim de que nos tornemos, com Ele,&lt;br /&gt;Seres   vivos dançantes, de palavra e beleza,&lt;br /&gt;Que trabalhem com Ele para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um Deus que faz  novo o universo&lt;br /&gt;Sem lágrimas e sem luto!&lt;br /&gt;É um Deus que faz brotar a vida!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bíblia 2000. vol. 18, pag. 186&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6131246361251107953?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6131246361251107953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6131246361251107953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/12/deus-de-alegria.html' title='DEUS  DE  ALEGRIA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5663670453669800950</id><published>2009-12-04T03:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T03:56:01.447-08:00</updated><title type='text'>O   M E U    A D V E N T O</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Estamos no tempo do Advento, aquele tempo em que a Igreja convida os seus filhos a prepararem-se para celebrar o mistério maior da nossa Fé: a Incarnação do Verbo, a assunção por Deus da natureza humana para se fazer um de nós, igual em tudo aos outros homens, excepto no pecado – como judiciosamente observa S. Paulo.&lt;br /&gt;E aos nossos ouvidos a liturgia faz ecoar as palavras dos Profetas, interpretes da expectativa ansiosa com que o Povo de Deus, com que (porque não dizê-lo?) toda a humanidade aguardava aquele momento culminante da História em que, assumindo o risco do compromisso com a mesma História, Deus se fazia seu agente directo, não já apenas através das causas segundas, mas em pessoa. “Mandai, ó céus, lá do alto o vosso orvalho; que as nuvens façam chover o Justo; abra-se a terra e germine o Salvador”. (Is., 45, 8). E a expectativa comemorada culmina na comemorada celebração do nascimento de Jesus – de qualquer modo um acontecimento passado que, passível embora de ser repristinado por cada um à sua maneira, não deixa de ser passado, por força mesmo do compromisso com a História de que falámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um Advento que se pode celebrar não como memória de um tempo passado, mas como vivência de um tempo presente. Lembro-me, aliás, de que, antes da reforma litúrgica em vigor, se lia em dois domingos seguidos o evangelho do fim do mundo: era no último domingo depois do Pentecostes e no primeiro domingo do Advento. Justamente. A Mãe Igreja fazia questão, no início da caminhada para o Natal, de lembrar ao Povo de Deus que o seu tempo presente é um tempo de espera e de expectativa, não apenas em sentido comemorativo, mas no sentido real do presente que se vive. Porque o grande sentido da caminhada do Povo de Deus ao longo dos séculos é esta atitude de espera e de esperança no Senhor que vem&lt;br /&gt;E o Senhor virá quando a grande obra da Redenção, que Ele realizou morrendo na cruz, se encontrar consumada também na sua dimensão cósmica.&lt;br /&gt;Há um texto precioso (infelizmente muito esquecido) de S. Paulo no capítulo VIII da Epístola aos Romanos, em que o Apóstolo é muito claro e impressivo quanto a esta dimensão cósmica da Redenção: a criação inteira vive uma expectativa ansiosa aguardando a revelação dos filhos de Deus (v. 19), quando ela própria será libertada da escravidão da corrupção para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus (v. 21); e a criação vive essa expectativa em sofrimento, pois “geme e sofre as dores do parto” (v. 22) até que chegue o momento em que a Redenção de Cristo se encontre consumada – e então o Senhor virá em glória.&lt;br /&gt;É este o Advento real e não apenas simbólico que se encontra em curso e que somos convidados a viver activamente todos os dias. Porque este trabalho é obra de Deus (“o meu Pai continua a operar e eu também”, disse Jesus – Jo., 5, 17) mas é também obra dos homens que vivem no mundo e operam no mundo o trabalho de Deus.&lt;br /&gt;E o mundo, a criação fará o seu caminho até à Parusia – a revelação do Cristo glorioso que então e só então poderá entregar ao Pai todas as criaturas que o próprio Pai submeteu ao seu domínio, e DEUS SERÁ TUDO EM TODAS AS COISAS (Cf. 1Cor., 15, 28).&lt;br /&gt;É este o grande Advento que me seduz. É ele que dá sentido a quanto fazemos os que acreditamos que, para glória de Deus Pai, Jesus Cristo é o Senhor. Ámen. Vem, Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;                                                                                       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5663670453669800950?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5663670453669800950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5663670453669800950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/12/o-m-e-u-d-v-e-n-t-o.html' title='O   M E U    A D V E N T O'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3161274276489730201</id><published>2009-11-16T03:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T03:52:32.457-08:00</updated><title type='text'>ler a Bíblia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Muitos cristãos se queixam de que é difícil ler a Bíblia. De facto, assim é. A Bíblia é um livro muito especial. Antes de mais há que ter presente que a Bíblia não é um livra apenas, mas sim um conjunto de muitos livros. O nome no singular que nós usamos traduz o plural grego tá Biblía, que quer dizer “os livros”. Por outro lado, a colectânea de livros que constituem a Bíblia foram sendo escritos ao longo de muitos séculos e em línguas que nos são estranhas: o Velho Testamento em aramaico, e o Novo Testamento em grego.&lt;br /&gt;Estas características inegáveis de pluralidade dos livros, dos tempos longínquos em que foram escritos, das línguas e, consequentemente, das culturas diversas em que foram vasados fazem com que, sendo objecto de Fé, a Bíblia seja antes de tudo objecto de estudo. Centenas de homens, sobretudo no último século e meio, dedicaram a sua vida ao estudo científico da Bíblia: judeus, católicos e protestantes fundaram e mantêm escolas onde os segredos do Livro têm vindo a ser desvendados, e contam-se por centenas de milhares as obras que resultaram desses estudos.&lt;br /&gt;Não quer isto dizer que a leitura da Bíblia deva ficar reservada aos poucos que queimaram as pestanas a perscrutar os seus segredos. Todos os cristãos têm o direito e o dever de ler a Bíblia, que é o tesouro maior do Povo de Deus, repositório das verdades que o Senhor quis dar a conhecer aos homens e que são objecto da nossa Fé. Mas para uma leitura fecunda da Bíblia há que ter em conta certas evidências.&lt;br /&gt;A primeira é a de que na Bíblia se cruzam vários géneros literários, e, como é óbvio, é diferente a intelecção de um poema, de um conto, duma narrativa histórica, de um livro de autoajuda. E de tudo isto encontramos exemplos na Bíblia. Como encontramos a narrativa épica ou o género apocalíptico. No Cântico dos Cânticos é fácil identificar um belo poema de amor. Mas já não o é tanto ver no livro de Job uma ficção, um conto. Lê-lo como se ele narrasse uma história realmente acontecida, é um erro, pois o que ali é mais importante é a “moralidade” – o epimythion das fábulas gregas – que é o que no caso realmente interessa ao autor sagrado.&lt;br /&gt;Depois, há que ter em conta a finalidade da Bíblia que é a revelação de verdades religiosas e não o desvendar dos mistérios da ciência. Tomemos o caso do Génesis e da criação do mundo. Erradamente se tem oposto o criacionismo bíblico ao evolucionismo consagrado pela ciência. Alguma contradição entre a Bíblia e a ciência? Não, se nos lembrarmos que a Bíblia, dada a sua finalidade, se limita a ensinar, no quadro cultural do tempo, o quê da criação, enquanto a ciência se aplica a desvendar o como. A Bíblia ensina que tudo quanto existe foi criado por Deus, que é bom tudo o que Deus criou, que o aparecimento do homem é objecto duma especial atenção de Deus. A ciência dedica-se a descobrir o como do aparecimento de tudo quanto existe. E fala do big bang, fala da evolução, fazendo intervir realidades como o Acaso (?) e Lei dos grandes números entre outras. Mas não é por isso que Deus deixa de ser o Criador, pois a sua acção directa dá-se e esgota-se no surgimento do ser a partir do nada. O resto, como diz S. Tomás de Aquino, Deus entrega à acção das causas segundas. Como dia o Salmo, “O Céu é do Senhor; a Terra deu-a aos filhos dos homens”. Deus revelou, na linguagem que a cultura do tempo aconselhava, o que era necessário para que o homem percebesse o sentido da vida. O resto, quis o mesmo Deus que fosse o próprio homem a descobrir.&lt;br /&gt;A ter em conta também o contexto cultural. Por exemplo, fala-se na Bíblia das águas inferiores a das águas superiores. Tudo fica claro quando pensamos que para os judeus desse tempo, a abóbada celeste era literalmente o telhado do mundo que impedia as águas de cima de inundarem a Terra. Quando esse telhado se rompeu, deu-se o dilúvio. Outro exemplo: diz-se nos Salmos que Deus perscruta o coração e os rins. Parece-nos destituída de sentido este interesse nefrológico do Criador. Até descobrirmos que, ao tempo, o coração era a sede do pensamento (como hoje é a sede dos afectos na linguagem dos apaixonados) e os rins a sede dos afectos. E assim por diante. O ideal era que nós pudéssemos captar no texto sagrado aquilo que os seus destinatários imediatos nele descobriam. Tomemos o mito de Caim e Abel. É evidente que ao tornar fratricida um dos filhos de Adão se quer significar que o mal introduzido no mundo pelo pecado do primeiro par humano continuou depois dele a difundir-se – e este será mesmo o ponto chave que se quer transmitir. Mas se, como referem alguns peritos, a raiz etimológica de Caim é a mesma de “ter” e a raiz etimológica de Abel é a mesma de “ser” (pormenor que de todo nos escapa) os primeiros leitores do mito terão percebido que o ter pode conduzir ao crime e que a superioridade moral do ser sobre o ter cria a fronteira entre a vida e a morte.&lt;br /&gt;Ler a Bíblia pode ser uma verdadeira aventura do espírito para aqueles que estão habilitados a desvendar os seus segredos. Não será o caso do comum dos cristãos. Mas o que fica dito pode ser um convite a que os cristãos, para além de lerem, se dediquem a estudar a Bíblia. Há cursos de iniciação aos estudos bíblicos e há edições da Bíblia em que especialistas ajudam, com as suas anotações, a ultrapassar as dificuldades dos textos.&lt;br /&gt;...E há a luz do Espírito Santo que não deixará de iluminar aqueles que, de coração limpo, abordam a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3161274276489730201?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3161274276489730201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3161274276489730201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/11/l-e-r-b-i-b-l-i.html' title='ler a Bíblia'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7325394363816101341</id><published>2009-10-30T08:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T08:56:18.139-07:00</updated><title type='text'>O S   TEMPOS   DOS   HOMENS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Acaba de ser canonizado um pobre padre belga, de seu nome Damião de Veuster. Nasceu a 3 de Janeiro de 1840 na pequena localidade de Tremele perto de Lovaina e recebeu no baptismo o nome de Josepah. Tomou o nome de Damião quando ingressou na humilde Congregação dos Padres dos Sagrados Corações.&lt;br /&gt;substituição de seu irmão Panfilo que a isso estava destinado, mas que o tifo arrebatou prematuramente deste mundo. Acasos da vida ou jogos de Deus.&lt;br /&gt;A viagem foi dura: 148 dias no mar, sem escala, até desembarcar em Honolulu a 19 de Março de 1864. Ali iniciou o seu ministério apostólico e ali tomou conhecimento de que uma das ilhas do arquipélago fora dedicada a colónia de leprosos – Molocai  é o seu nome. É-nos difícil imaginar o que era nesses tempos a condição de leproso. Lembramo-nos da Bíblia que entre os Hebreus, os leprosos eram  expulsos das cidades e obrigados a viver nos descampados para evitar que contagiassem  os outros. Assim acontecia ainda em meados do século XIX, e quem leu o livro Papillon de Henri Charrière deve recordar-se da descrição que ele faz da ilha dos leprosos a que aportou numa das suas tentativas de fuga.&lt;br /&gt;Em Molocai viviam apenas leprosos que, de tempos a tempos, recebiam alimentos e roupas, mas onde ninguém se atrevia a fixar-se para os ajudar, com medo de contrair a doença maldita. Pois em Março de 1873, o P. Damião obtém dos seus superiores autorização para se fixar na ilha. Este simples gesto  tinha simbolicamente, para os leprosos que ali viviam, um sentido redentor, que me atrevo a considerar mais importante do que a própria cura da doença: a reabilitação da dignidade humana daqueles que a sociedade expelira e votara ao abandono. Dali em diante, os doentes de Molocai deixavam de ser os párias malditos quer todos execravam. Alguém, são de corpo e alma, fora ao seu encontro para partilhar com eles a sua vida e, mais do que isso, com os parcos recursos de que dispunha, tentar aliviar o sofrimento atroz provocado pela doença.&lt;br /&gt;Foi um trabalho hercúleo, porque, naquela ilha, tudo estava por fazer... et pour cause...  O  padre não tinha casa e, se a quis, teve que a construir. E construiu para si e para os seus irmãos leprosos. E construiu também um hospital onde ia cuidando como podia dos doentes, tentando, senão curá-los, aliviar-lhes o sofrimento. Naquela terra do desespero, o seu gesto de amor fizera brotar a esperança e  ressuscitara a dignidade no coração daqueles malditos da terra.&lt;br /&gt;Como era de prever, o Padre Damião contraiu também ele a lepra. Os primeiros sintomas aparecem em 1887. Devorado pela doença, morre aos 49 anos de idade, em 15 de Abril de 1889.&lt;br /&gt;A Igreja esperou 120 anos para declarar a heroicidade das suas virtudes (evidente, parece-me a mim). Para outros, foi mais diligente, e poucos anos bastaram para serem elevados às honras dos altares. Vontade de Deus? Caprichos dos homens? Parece que na vida da Igreja pode menos o brilho humilde da virtude do que a força das influências do mundo. Entenda quem puder&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7325394363816101341?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7325394363816101341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7325394363816101341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/10/o-s-tempos-dos-homens.html' title='O S   TEMPOS   DOS   HOMENS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-303025936526283450</id><published>2009-10-08T05:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T05:06:06.575-07:00</updated><title type='text'>500 anos nascimento de Calvino - U.Lusófona</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Universidade Lusófona&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9 e 10 de Outubro de 2009&lt;br /&gt;1º  dia (Auditório Vítor de Sá)&lt;br /&gt;14:30 - Abertura&lt;br /&gt;15:00 - Calvino e a sua época (conferência pelo Prof. José Carlos Calazans )&lt;br /&gt;15:45 - Pausa&lt;br /&gt;16:00 - 1ª Mesa: A Salvação na Teologia de Calvino (Prof. Dimas Almeida, Dra. Eva Michel, Prof. João Custódio Nunes) – Coordenação da Mesa Dr. Silas Oliveira.&lt;br /&gt;17:00 - Debate&lt;br /&gt;18:00 - Encerramento&lt;br /&gt;2º  Dia&lt;br /&gt;9:30 - 2ª Mesa Redonda: Calvino, Exegeta da Escritura (Prof. Alan Pallister, Dr. José Manuel Leite, Dr. Timóteo Cavaco) - Coordenação da Mesa Pr. José Salvador.&lt;br /&gt;10:30 - Debate&lt;br /&gt;11:00 - Pausa&lt;br /&gt;11:20 - 3ª Mesa Redonda: A Igreja segundo Calvino (Prof. Manuel Pedro Cardoso, Prof. Luís Melancia, Dr. Simão Daniel Silva ) - Coordenação da Mesa Prof. Dulce Cabete.&lt;br /&gt;12:20 - Debate&lt;br /&gt;13:00 - Almoço&lt;br /&gt;14:30 - 4ª Mesa Redonda: Calvino, capitalismo e democracia (Dr. Luís Aguiar Santos, Prof. José Eduardo Franco, Dr. David Valente, Dr. Rute Salvador) - Coordenação da Mesa: Prof. Paulo Mendes Pinto&lt;br /&gt;15:30 - Debate&lt;br /&gt;16:00 - Pausa&lt;br /&gt;16:30 - Calvino hoje (conferência pelo Prof. Dr. Lon Weaver)&lt;br /&gt;17:30 - Encerramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-303025936526283450?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/303025936526283450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/303025936526283450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/10/500-anos-nascimento-de-calvino.html' title='500 anos nascimento de Calvino - U.Lusófona'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-18229921781016790</id><published>2009-10-08T03:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T03:18:24.453-07:00</updated><title type='text'>Uma viagem pelos caminhos de Deus...Em Ávila com Sta Teresa de Jesus...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28afde3dI/AAAAAAAAGUw/NEKS0lhFuQc/s1600-h/L1090469.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390171492340129234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28afde3dI/AAAAAAAAGUw/NEKS0lhFuQc/s320/L1090469.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28SW9UlgI/AAAAAAAAGUo/KRkZk-WyF7c/s1600-h/L1090466.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390171352618800642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28SW9UlgI/AAAAAAAAGUo/KRkZk-WyF7c/s320/L1090466.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28KAfWXjI/AAAAAAAAGUg/gevk1dTPOxI/s1600-h/L1090467.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390171209148554802" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28KAfWXjI/AAAAAAAAGUg/gevk1dTPOxI/s320/L1090467.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-18229921781016790?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/18229921781016790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/18229921781016790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/10/uma-viagem-pelos-caminhos-de-deusem.html' title='Uma viagem pelos caminhos de Deus...Em Ávila com Sta Teresa de Jesus...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/Ss28afde3dI/AAAAAAAAGUw/NEKS0lhFuQc/s72-c/L1090469.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-711001750427876545</id><published>2009-09-26T09:52:00.001-07:00</published><updated>2009-09-26T09:52:56.100-07:00</updated><title type='text'>A religião ou o sentimento religioso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;A religião, ou o sentimento religioso, é o mais inconfessável de todos: não por irracional, mas porque é da sua mais íntima natureza o silêncio da vida física do universo, que só faz barulho por acaso e não para a gente ouvir. Que mais não fosse, acharia ridícula, e acho, a atitude dos «libertos», nascidas da cabeça de Júpiter, desirmanados de tudo quanto encarnou as dores e as esperanças de uma humanidade dolorosamente em busca do seu próprio corpo. Mais que ridícula, criminosa, estulta, digna dos raios divinos, se os houvesse. Neste sentido, me é respeitável a religião considerada na sua acção interior e na sua simbólica aparente; e, como poeta, não posso deixar de ser sensível ao paganismo que a Igreja Católica não sonha - ou sonha até - a que ponto herdou. Quando a religião pretende fixar-se, lutar ligada a interesses materiais que geraram muitas das formas que ela tomou, evidentemente que sou contrário a ela, a aquela, porque sei que não há eternidade das formas e das convenções, mas sim da orgânica simbólica que assume uma ou outra forma, segundo o estado social em que se desenvolve.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Jorge de Sena&lt;/strong&gt;, carta a sua noiva Mécia Lopes, 15 Dezembro 1947&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-711001750427876545?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/711001750427876545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/711001750427876545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/09/religiao-ou-o-sentimento-religioso.html' title='A religião ou o sentimento religioso...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4523380285002151484</id><published>2009-09-15T03:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T03:11:44.347-07:00</updated><title type='text'>“  M’ESPANTO  AS  VEZES...”   (Sá de Miranda)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;É mandatária para a juventude de um grande partido de esquerda. Cara bonita,  a televisão de Balsemão explora-lhe os méritos  como apresentadora e pelo menos uma agência de publicidade pô-la a ilustrar um anúncio.&lt;br /&gt;Filha de família com posses e nome (nesta terra quem tem posses nome tem e vice-versa), dada a sua condição teve que fazer a opção de classe para militar nas hostes dos que, em programa, se deram como missão  defender dos vampiros exploradores as classes mais desprotegidas. Ilustrou essa opção fazendo saber que só come cerejas e uvas depois de a criada lhes ter extraído caroços e grainhas. Como qualquer mortal, não gosta de engolir caroços nem grainhas. A opção de classe que fez explica o modo bizarro como contornou a dificuldade.&lt;br /&gt;Ao nível da mentalidade, é modernamente “fracturante”  quando proclama que é melhor ganhar eleições fazendo batota do que perdê-las. Não me admiraria, se o seu partido ganhar, de a ver a propor leis fracturantes que descriminalizem a corrupção, a falsificação de documentos, o perjúrio, o falso testemunho, e cosi via.&lt;br /&gt;Os botas de elástico presos a princípios de ética ou moral  hão-de bramar contra isso. Nada que um referendo não resolva: se for vontade do povo consagrar a batota como comportamento a seguir, não apenas em eleições, mas na vida toda, seremos todos muito felizes.&lt;br /&gt;Como é que Cristo, nas bem-aventuranças, se esqueceu de dizer: Bem-aventurados os que fazem batota, porque eles possuirão a terra? Pois não é evidente?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4523380285002151484?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4523380285002151484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4523380285002151484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/09/mespanto-as-vezes-sa-de-miranda.html' title='“  M’ESPANTO  AS  VEZES...”   (Sá de Miranda)'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8372929728238584568</id><published>2009-08-03T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T07:15:09.628-07:00</updated><title type='text'>O  DEUS  CRISTÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Cristianismo não é uma nova ideologia, que proponha uma explicação satisfatória para as várias contradições da condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo é uma existência nova&lt;br /&gt;E a sua resposta só é satisfatória para aqueles&lt;br /&gt;Que se empenham totalmente a seguir a Cristo,&lt;br /&gt;Para fazer recuar o mal sob todas as suas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus cristão é o fundamento mesmo da responsabilidade total do homem,&lt;br /&gt;Relativamente aos seu irmãos e relativamente ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CL.-J. GEFFRÉ, o.p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8372929728238584568?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8372929728238584568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8372929728238584568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/08/o-deus-cristao.html' title='O  DEUS  CRISTÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1318890474457877028</id><published>2009-08-02T10:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T10:32:52.701-07:00</updated><title type='text'>PENSAR  O  MUNDO</title><content type='html'>Ensinaram-nos no catecismo que são três os “inimigos da alma  – Mundo, Demónio e Carne. É grande a tradição de fuga ao mundo nos caminhos para a perfeição cristã. Vem dos primórdios do Cristianismo a fuga para o deserto dos anacoretas, que na solidão absoluta viviam em penitência a luta contra as tentações da carne e do Demónio (como Santo Antão – mas não precisavam de enfrentar os perigos do Mundo com quem radicalmente tinha cortado todo o contacto.&lt;br /&gt;Esta ascese da solidão foi mais tarde substituída pelas Ordens religiosas que, preservando os valores da vida em comunidade, e aproveitando-os como  ajuda ao crescimento espiritual, mantinham no silêncio dos claustros a mesma aversão ao Mundo de que se viam protegidos pelos muros do convento.&lt;br /&gt;Esta diabolização do mundo colhe a sua origem o Evangelho de S. João onde nos aparecem dois conceitos de mundo que não se devem confundir. O primeiro é o mundo como realidade criada, obra do Verbo  - “por Ele mundo veio à existência” (Jo., 1, 10) – e, como tal, classificada de “muito boa” por Deus: “Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa” (Gen., 1, 31). Este é o mundo que Deus ama, segundo o testemunho do próprio Cristo no seu diálogo com Nicodemos: “Deus amou tanto o mundo, que lhe entregou o seu próprio Filho Unigénito” (Jo., 3, 16).&lt;br /&gt;A par deste mundo, aparece-nos, sempre no Evangelho de João, nomeadamente nos capítulos 15 e 17, um mundo hostil que assume uma posição de ódio para com os  discípulos de Jesus, para com aqueles que ouviram a sua palavra e a seguiram. O ódio aos discípulos mais não é, aliás, do que o seguimento do ódio que votou ao Mestre e que tem a sua explicação no facto de um e outros não pertencerem a esse mundo: “Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é seu, mas, como não sois do mundo, por isso é que o mundo vos odeia” (Jo., 15, 18-19). Por este mundo que O odeia recusa-se Cristo a rezar: “É por eles que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que  me confiaste” (Jo., 17, 9).&lt;br /&gt;Que mundo é então este, que se contrapõe ao mundo que Deus ama? O traço identificativo do mundo mau está no ódio que vota a Jesus e aos que O seguem. E a raiz desse ódio está no facto de não reconhecer como seus, como pertença sua, nem Jesus nem os que O seguem. O que nos remete inequivocamente para os comportamentos – que, aliás, nos é indicado na própria história de Jesus. Resulta claramente das narrativas evangélicas que foi o choque entre as atitudes e valores que Jesus preconizava e os valores e  atitudes praticados e defendidos pela classe dirigente da teocracia vigente que ditou a perseguição que esta lhe moveu até à morte. Os discursos contra os escribas e fariseus em que é verberada a sua hipocrisia, o seu amor às honrarias, a sua obsessão de domínio, o seu  desdém pelos mais pequenos, o apego aos privilégios, são a exegese, a contrario sensu das opções que o próprio Cristo fez quando, tentado pelo Demónio, recusou como caminhos de vida a riqueza, a fama e o poder. Os que seguem estes caminhos sentem-se ameaçados quando alguém incarna o seu contrário. Sentem que o seu mundo pode ruir. E a este mundo não podem pertencer os que escolheram seguir a Cristo, porque é o mundo do Mal.&lt;br /&gt;Mas é neste mundo que têm que viver e que Jesus quer que vivam: “Não te peço que o retires do mundo, mas que os livres do Mal” (Jo., 17, 15). Viver no mundo e não ser do mundo é o grande desafio dos cristãos que escolheram permanecer no século. Estar no mundo e não se deixar contaminar pelos seus valores é o grande desafio no plano individual. A que se junta um outro no plano cívico: agir para que a sociedade se liberte dos valores dominantes do Maligno e adira aos valores evangélicos.&lt;br /&gt;O primeiro passo para o conseguir é pensar os acontecimentos à luz do Evangelho e identificar, nos comportamentos que os integram, os valores que lhes estão subjacentes. Depois, haverá que julgá-los à luz do Evangelho para em seguida agir de acordo com o juízo que se fez.&lt;br /&gt;O cristão não pode ser um alienado do que se passa à sua volta. Se o for, o testemunho que der do seu cristianismo será um testemunho pequenino. A tarefa de salvar o mundo – o mundo que Deus ama – é grande demais para dispensar o esforço de cada um. E esse esforço tem de ultrapassar em preocupação o plano meramente individual, e alargar-se tendencialmente às dimensões do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1318890474457877028?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1318890474457877028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1318890474457877028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/08/pensar-o-mundo.html' title='PENSAR  O  MUNDO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2139807830765290558</id><published>2009-07-20T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T07:30:06.191-07:00</updated><title type='text'>UM  OLHAR  DE  CRIANÇA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um dia, era eu adolescente, tinha caminhado toda a tarde à beira do mar. Era Inverno, e no céu infinitamente deserto, despertavam as primeiras estrelas. Possivelmente estavam mortas há milhares ou milhões de anos, mas a sua luz continuava a chegar até mim. Em breve eu próprio estaria morto, e um pouco mais tarde – porque diante do nada, mais ainda do que diante de Deus os milénios parecem dias – um pouco mais tarde a Terra estaria morta e as estrelas mortas continuariam a brilhar. Gelado, com o coração gelado, subi para o carro que levaria de regresso à cidade. Tinha resolvido suicidar-me. Para quê esperar? Para quê deixar ainda o nada invadir-me como uma tortura? Que me leve já e para sempre.&lt;br /&gt;Então, senti que alguém olhava para mim. Era uma pequenita de quatro ou cinco anos. Os seus olhos estavam cheios de amizade. Ela sorriu. E eu compreendi que a luz de um olhar – o oceano interior dos olhos – era mais vasto do que o nada salpicado de estrelas, e que havia nessa luz uma promessa, E QUE ERA PRECISO VIVER.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patriarca Atenágoras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2139807830765290558?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2139807830765290558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2139807830765290558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/07/um-olhar-de-crianca.html' title='UM  OLHAR  DE  CRIANÇA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-27831235210292042</id><published>2009-07-20T00:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T00:23:45.706-07:00</updated><title type='text'>DO  MATRIMÓNIO  CRISTÃO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Apesar de todo o empenho na defesa da família e das preocupações patentes na pastoral familiar, não podemos furtar-nos à impressão de que, para a Igreja, o estado de casado é uma situação de vida de grau inferior. O que mais se exalta é a vida consagrada que se vive adentro dos muros do convento nas ordens religiosas. E no mundo, àqueles que se destinam a presidir às comunidades cristãs impõe-se como dever a guarda do celibato, e consequentemente a renúncia à vida conjugal. De resto, no calendário litúrgico, que atribui a cada santo um qualificação catalogante, encontramos mártires, doutores, confessores, virgens e... viúvas, como se fosse condição para ascender à santidade a rotura do vínculo conjugal por morte do cônjuge.&lt;br /&gt;É verdade que foi o próprio Cristo quem apontou o celibato como caminho de vida, e o valorizou quando ele é assumido por amor do Reino de Deus (Cf. Mt., 19, 12). Mas não deixa de ser curioso que o tenha feito respondendo aos Apóstolos que, assustados com as exigências do Matrimónio, que o mesmo Jesus enunciara, concluíram que “assim sendo, é melhor não casar” (Mt., 19, 10). O que logo indicia que o caminho do casamento não representa na vida cristã uma via de menor esforço...&lt;br /&gt;É pena que a reflexão sobre o Matrimónio cristão se fixe quase exclusivamente neste texto, quando a teologia do Sacramento tem a sua fonte mais rica no texto de S. Paulo aos Efésios, cap. 5. vv. 21 a 33. Também nele se enunciam os deveres dos esposos – não já apenas os decorrentes da indissolubilidade (como no texto citado de Mateus), mas principalmente a grandeza do amor mútuo, que é um amor único, pois colhe a sua grandeza no facto de representar na Terra a união de Cristo com a Sua Igreja. Marido e Mulher devem amar-se como se amam Cristo e a Igreja, unidos por um vínculo que nada nem ninguém pode quebrar.&lt;br /&gt;Diz-se, e com razão, que o matrimónio é um contrato e acrescenta-se que, ao contrário de outros contratos, este não pode dissolver-se pela vontade das partes. É pobre e dificilmente compreensível. Mais uma vez o juridismo inquina a realidade, infestando-a com o seu efeito redutor. A unidade do casamento cristão não deriva do seco assentimento prestado pelas partes contratantes. O assentimento prestado configura certamente a realidade jurídica de um contrato, mas gera, para além dele, uma unidade física, bem patente aliás na expressão que vem já do Velho Testamento, e que Cristo reiterou: “serão dois numa só carne” (Mt., 19, 5): dificilmente esta expressão se pode reconduzir  à imaterialidade de um acto de vontade revogável ad nutum. Falta-lhe, porém, o fundamento. E é S. Paulo quem o aduz no texto citado:  os esposos representam na Terra a união de Cristo com a Sua Igreja que de jurídico não tem nada e de físico tudo tem: a Humanidade constitui-se em Igreja de Cristo pela comunhão da vida do mesmo Cristo que lhe é transmitida pelo Baptismo.&lt;br /&gt;Esta é a grandeza do Matrimónio cristão, e a sua beleza na economia da salvação. Não se faz teologia falando da beleza dos mistérios e hierarquizando-os. Mas apetece-me dizer que, por aquilo que representa, o Matrimónio é realmente um Sacramento particularmente belo – que entusiasmou o próprio Paulo quando, a terminar o texto citado, não se inibe de exclamar: “Este mistério é grande!” (Ef., 5, 32).&lt;/strong&gt;J. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomaz Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-27831235210292042?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/27831235210292042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/27831235210292042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/07/do-matrimonio-cristao.html' title='DO  MATRIMÓNIO  CRISTÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1058204565089761622</id><published>2009-06-29T04:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T04:27:02.227-07:00</updated><title type='text'>O  TRABALHO  DOS  HOMENS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;O&lt;span style="color:#333333;"&gt; trabalho como valor é uma realidade relativamente recente. Em tempos idos, a estratificação social de “clero, nobreza e povo” era a este, a “arraia miúda” que estava cometido o trabalho. Os nobres dedicavam-se às artes da guerra e aos prazeres da caça – embora na guerra a sale besogne tocasse, evidentemente à arraia miúda... O clero, para além da cura de almas, entregavam-se também ao estudo: nos tempos medievais a ciência recolheu-se aos conventos e era ali que se recrutavam os mestres que nas universidades aprofundavam e transmitiam o saber.&lt;br /&gt;Não que o trabalho, na sua expressão manual, estivesse ausente da tradição cristã. Jesus trabalhou. Era filho de um carpinteiro, e é como tal que os seus contemporâneos o apontam quando, logo no início da sua vida pública, vai pregar a Nazaré (Cf. Mc., 6, 3). Os primeiros discípulos que recruta para depois fazer deles seus apóstolos são pescadores (Cf. Mt., 4, 18 e segs.). S. Paulo gloriava-se de ganhar o sustento próprio com o trabalho das suas mãos para não pesar às comunidades em que desenvolvia a sua actividade apostólica.&lt;br /&gt;Mais perto de nós, temos o exemplo de S. Bento, o patriarca dos monges do Ocidente. No caminho de perfeição que traçou para os seus seguidores, o trabalho inscrevia-se como elemento essencial. Ora et labora – reza e trabalha – foi a divisa que propôs aos membros da sua ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos modernos, sobretudo com a revolução industrial, o trabalho impôs-se na sociedade como um valor. O que era apenas considerado como servidão ganhos foros de direito. São muitos os Estados que nas suas Constituições inscreveram o direito ao trabalho que, alargado no seu conceito, passou a designar toda a actividade humana.&lt;br /&gt;E foi assim  que também na espiritualidade cristã o trabalho se impôs como valor e caminho para a santidade. São conhecidos institutos religiosas de fundação recente que se distinguem por terem constituído o exercício da actividade profissional como caminho específico para a perfeição dos seus membros.&lt;br /&gt;Finalmente, o Concílio Vaticano II, nomeadamente na Constituição Gaudium et Spes sobre a Igreja no mundo contemporâneo, esboçou de forma clara a concepção do trabalho na mundividência cristã e na espiritualidade dela decorrente. Sem dispensar a leitura integral do documento, aqui se deixam algumas das suas considerações.&lt;br /&gt;“É com o seu trabalho que o homem sustenta de ordinário a própria vida e a dos seus; por meio dele se une e serve aos seus irmãos, pode exercitar um a caridade autêntica e colaborar no acabamento da criação divina. Mais ainda. Sabemos que oferecendo a Deus o seu trabalho, o homem se associa à obra redentora de Cristo” (GS. 67).&lt;br /&gt;E temos o essencial. Por muito humilde que seja, o trabalho, todo o trabalho dos homens, é o prolongamento da  acção divina: da acção criadora  de Deus, da acção redentora de Cristo. Que valor maior se lhe poderia atribuir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1058204565089761622?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1058204565089761622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1058204565089761622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/06/o-trabalho-dos-homens.html' title='O  TRABALHO  DOS  HOMENS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4723011017331509950</id><published>2009-06-29T04:24:00.001-07:00</published><updated>2009-06-29T04:24:55.271-07:00</updated><title type='text'>QUANDO  REZARDES...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;E aconteceu que Jesus estava a rezar. E quando terminou, disse-lhe um dos seus discípulos:&lt;br /&gt;- Senhor, ensina-nos a rezar, como também João (Baptista) ensinou aos seus discípulos. E Jesus disse-lhes:&lt;br /&gt;- Quando rezardes, dizei assim:&lt;br /&gt;Pai nosso que estais no Céu,&lt;br /&gt;Santificado seja o Vosso nome,&lt;br /&gt;Venha a nós o Vosso Reino,&lt;br /&gt;Seja feita a Vossa vontade&lt;br /&gt;Assim na Terra como no Céu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pão nosso de cada dia nos dai hoje,&lt;br /&gt;Perdoai-nos as nossas ofensas&lt;br /&gt;Assim como nós perdoamos&lt;br /&gt;A quem nos tem ofendido;&lt;br /&gt;E não nos deixeis cair em tentação,&lt;br /&gt;Mas livrai-nos do mal.  (Cf. Lc., 11, 1-&lt;/strong&gt; 4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4723011017331509950?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4723011017331509950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4723011017331509950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/06/quando-rezardes.html' title='QUANDO  REZARDES...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-6832308147717231112</id><published>2009-06-11T04:06:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T04:07:34.108-07:00</updated><title type='text'>CORPO  DE  DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Bate-me sempre uma sensação de vazio quando visito uma igreja sem sacrário. O sacrário é, como todos sabem, a caixa em que se guardam as hóstias consagradas, que a fé cristã professa serem o Corpo de Cristo escondido nas aparências do pão.&lt;br /&gt;A presença de Cristo na hóstia consagrada pertence indiscutivelmente ao depósito da revelação e é desde sempre objecto da fé de toda a Igreja. Tem como base as narrativas evangélicas da Última Ceia em que Jesus “tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: tomai e comei, isto é o meu corpo” (Mt., 26, 26). Nem os Apóstolos se devem ter espantado com tão estranho gesto. Muito tempo antes, após a multiplicação dos pães, já Jesus misteriosamente anunciara: “O meu corpo é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e eu nele.” (Jo., 6, 55-56) A crueza destas palavras levou muitos discípulos a abandonarem o Mestre que, perante a deserção, não teve palavras ou gestos que adoçassem o que dissera. Placidamente, limita-se a perguntar aos que ficaram: “Vós também quereis ir embora?” (Jo., 6, 67) Não quiseram, e em resposta aconteceu a primeira confissão de Pedro: “A quem havemos de ir? És tu que tens palavras de vida eterna.” (Jo., 6, 68)&lt;br /&gt;Na festa do Corpo de Deus, a Igreja inteira renova esta profissão de fé daquele que Jesus constituiu alicerce da sua Igreja. É esse o significado da procissão que, por determinação canónica se realiza em todas as comunidades cristãs, propondo o Senhor Jesus, presente na hóstia consagrada, à adoração dos seus fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dito, ocorre-me que seria redutor  a Eucaristia apenas como um modo de presença real de Jesus no meio dos seus. Seria limitara Eucaristia ao seu lado estático: o Cristo presente nos sacrários das igrejas é o Cristo que aguarda a companhia dos seus fiéis, que lhes diz que não estão sozinhos, que os conforta nas suas desventuras. Mas esse Cristo resulta da celebração do mistério eucarístico. É na celebração eucarística que o pão e o vinho se mudam em corpo e sangue de Cristo, repartidos, como na Última Ceia por aquele que a fé reuniu à volta da mesa do banquete eucarístico.&lt;br /&gt;Mas esta celebração da Eucaristia é muito mais do que isso. S. Paulo, na primeira epístola aos  coríntios, deixou-nos aquele que é, cronologicamente, o primeiro testemunho escrito sobre a Eucaristia. No essencial corresponde quase literalmente ao que consta das narrativas evangélicas, que, no entanto, precede no tempo. Mas acrescenta com toda a clareza: “Todas as vezes que comeis este pão e bebeis este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha”. (1Cor., 11, 26) E aqui temos a chave da grandeza da Eucaristia, o seu aspecto dinâmico. Quando celebramos a Eucaristia, não nos limitamos a tornar Jesus presente sob as aparências do pão e do vinho. Quando celebramos a Eucaristia, repristinamos o mistério da nossa redenção realizada pela morte e ressurreição de Cristo. Não rememoramos apenas a morte do Senhor: actualizamos a sua função redentora, e é isso que nos permite juntar à força essencial dessa Redenção. Os micro-grãos de redenção constituídos por todas as boas obras que vamos fazendo, por todas as penas que vamos sofrendo. O nosso trabalho, o nosso sofrimento, o bem que fazemos aos outros, as lutas que travamos pela justiça e pela verdade, tudo isso, unido ao sacrifício de Cristo ali presente tem força de redenção e vai completando a Redenção do mesmo Cristo, acrescentando-lhe aquilo que lhe falta ainda (Cf. Col., 1, 24). Porque a Redenção continua em marcha “até que Ele venha”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-6832308147717231112?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6832308147717231112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/6832308147717231112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/06/corpo-de-deus.html' title='CORPO  DE  DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7067752169830154027</id><published>2009-06-08T03:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T03:02:26.768-07:00</updated><title type='text'>MAS AS CRIANÇAS, SENHOR...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Filhos atormentados, de pais separados,&lt;br /&gt;estais na encruzilhada de caminhos que divergem,&lt;br /&gt;lugares de encontro dos corações, durante a noite.&lt;br /&gt;Sois os laços que não podem ser desfeitos, as carnes que não podem ser desunidas.&lt;br /&gt;Sois o vosso pai e a vossa mãe, que, em vós, se não podem divorciar,&lt;br /&gt;e sois o seu amor que sobrevive, enquanto viverdes.&lt;br /&gt;Sois “eles”, para sempre casados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos abandonados, de pais desconhecidos,&lt;br /&gt;sois os rostos de pais e mães, a vossos olhos sem rosto,&lt;br /&gt;flores frescas, sem nome, em bem organizados herbanários.&lt;br /&gt;Sois vidas nascidas de desejos sem limites,&lt;br /&gt;mas preenchendo, os desejos de Deus,&lt;br /&gt;sois seus filhos, mais que outros ainda, porque sois corações desocupados,&lt;br /&gt;disponíveis para o Seu Amor de Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiserdes, filhos abandonados,&lt;br /&gt;o Pai “educar-vos-á”, como seus filhos queridos,&lt;br /&gt;pois Ele arranjou um lugar muito grande para vós,&lt;br /&gt;sem ser disputado por pais que tudo sabem,&lt;br /&gt;pensando, muitas vezes, fazer melhor que o Pai da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos atormentados,&lt;br /&gt;Filhos abandonados,&lt;br /&gt;VIVEI!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Michel Quoist, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Falai-me de Amor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, ed. Paulistas, p.174&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7067752169830154027?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7067752169830154027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7067752169830154027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/06/mas-as-criancas-senhor.html' title='MAS AS CRIANÇAS, SENHOR...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7970381596519939050</id><published>2009-05-31T12:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T12:37:08.961-07:00</updated><title type='text'>ANO LITÚRGICO – HISTÓRIA DA SALVAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Escrevo em dia de Pentecostes. Eu gosto da Festa do Pentecostes. Considero-a como sendo, de certo modo, a minha festa, melhor dizendo, a nossa festa, porque no Pentecostes se celebra a epifania da Igreja – é quase o aniversário do seu nascimento.&lt;br /&gt;Contam os Actos dos Apóstolos que, encontrando-se os discípulos, depois da Ascensão do Senhor Jesus, reunidos todos no mesmo lugar, se ouviu um grande estrondo, e o Espírito Santo desceu sobre eles sob a forma de línguas de fogo, e começaram a falar várias línguas, ou melhor, que, entre a multidão que se juntou, cada qual os ouvia falar a sua própria língua. É neste contexto que, pela boca de Pedro, se faz ao mundo o primeiro anúncio de Jesus morto e ressuscitado como salvador de todos os homens. Era a Igreja a manifestar-se aos homens como portadora da mensagem de salvação que Jesus trouxera. E o número dos que acreditaram aumentou. E foi aumentando sempre, primeiro em Jerusalém e na Palestina, depois até aos confins do Império Romano. E ao longo dos séculos, a palavra da salvação continuou a percorrer os continentes à medida que eles eram trazidos à luz do conhecimento pelos descobridores, e continua a ser anunciada com os efeitos anunciados por Jesus: “o que acreditar e for baptizado, será salvo” (Mc., 16, 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pentecostes fecha um ciclo de grandes festas cristãs: foi o Natal, foi a Páscoa, foi a Ascensão. Natal e Páscoa são precedidos de tempos que têm um nome litúrgico: antes do Natal vêm as quatro semanas do Advento e a Páscoa é precedida pelo chamado tempo da Quaresma. A generalidade dos cristãos sabe que o Advento é um tempo de preparação para o Natal, como a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. O tempo que se segue ao Pentecostes não tem liturgicamente um nome especificante: designa-se prosaicamente por “tempo comum”, e não se lhe aponta nenhuma finalidade específica em termos de preparação para.&lt;br /&gt;Porém, um olhar atento para o desenrolar do ano litúrgico pode desvendar-nos o sentido riquíssimo deste tempo comum do ponto de vista cristão. Se bem observarmos, veremos que o ano litúrgico representa e reproduz a história da salvação, que é como quem diz a  história do mundo, segundo o desígnio da Deus. O tempo do Advento representa os séculos que precederam a vinda de Jesus, os séculos de espera da criação e do homem por aquele que havia de vir trazer ao mundo a salvação, isto é, realizar o  desígnio salvífico de Deus a seu respeito. No Natal celebramos o nascimento de Jesus, isto é, a chegada do salvador prometido e o início da obra de Redenção do mundo que Deus idealizara. A Quaresma representa a vida pública de Jesus, o tempo do seu anúncio da vinda do Reino de Deus, da Sua manifestação aos homens como enviado de Deus e, mais do que apenas enviado, Filho de Deus. Na Páscoa celebramos a consumação da obra redentora de Jesus, consubstanciada na sua morte na cruz e coroada na Ressurreição que marca o seu triunfo sobre a more e, consequentemente, a fiabilidade da salvação que prometera aos que aceitassem a sua mensagem. Até à Ascensão, a liturgia alegra-se em Jesus já ressuscitado, mas a conviver ainda com os seus, a confiar-lhes a missão de anunciar a Boa Nova e a prometer-lhes a vinda do Espírito Santo para seu conforto. A festa da Ascensão celebra, digamos, o regresso de Jesus ao seio do Pai.&lt;br /&gt;Com o Pentecostes inicia-se a última fase da história da salvação – os tempos que vivemos e que se prolongarão até à segunda vinda de Cristo. São os tempos em que Jesus continua a operar na História através dos cristãos, os membros do seu Corpo Místico, a quem cabe perpetuar no mundo a presença de Jesus e continuar a sua obra de redenção que se consumará quando Deus for “tudo em todas as coisas” (1Cor., 15, 28). Então estará consumada a História, construída que foi a Jerusalém Nova,  a Cidade de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7970381596519939050?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7970381596519939050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7970381596519939050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/05/ano-liturgico-historia-da-salvacao.html' title='ANO LITÚRGICO – HISTÓRIA DA SALVAÇÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-490546562526796430</id><published>2009-05-17T04:52:00.001-07:00</published><updated>2009-05-17T04:52:35.364-07:00</updated><title type='text'>C R I S T O – R E I</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Cristo fez-se por nós obediente até à morte e morte de cruz.&lt;br /&gt;Por isso, Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome,&lt;br /&gt;Para que, ao nome de Jesus, todos os joelhos se dobrem&lt;br /&gt;No Céu na Terra e nos Infernos.&lt;br /&gt;E toda a língua confesse, para glória de Deus Pai,&lt;br /&gt;Que Jesus Cristo é o SENHOR.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;S. Paulo, Epist. Aos Filipenses, cap. 2. vv. 8-11.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-490546562526796430?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/490546562526796430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/490546562526796430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/05/c-r-i-s-t-o-r-e-i.html' title='C R I S T O – R E I'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3873930418163156603</id><published>2009-05-16T06:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T06:57:08.463-07:00</updated><title type='text'>O   P R I M A D O   D O   H O M E M</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Aprendemos na história que a passagem da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada por duas revoluções que transformaram o mundo. A primeira,  a revolução coperniciana, que transferiu o centro do cosmos da Terra para o Sol. Piamente se pensava que a Terra era o centro do mundo e que à sua volta tudo girava. As observações de Galileo e de Copérnico (um clérigo polaco) desfizeram a ilusão e fzeram saber que não é o Sol que gira à volta da Terra, mas a Terra que gira à volta do Sol. A segunda, foi a revolução humanista que domina todo o grande movimento literário, artístico, filosófico e religioso do Renascimento, e que, à visão medieval de um mundo centrado em Deus, contrapõe a visão de um mundo centrado no homem: o teocentrismo medieval foi substituído pelo antropocentrismo moderno.&lt;br /&gt;A ideia tem vindo a fazer o seu caminho, com altos e baixos, e, embora tenha funcionado como linha orientadora de fundo dos movimentos  que marcam o desenvolvimento histórico até aos nossos dias, é abusivo pensar que ela esteve sempre presente de forma consciente nos protagonistas que os iniciaram, e casos tem havido  que a intenção inicial desembocou no resultado oposto àquele que era suposto ser atingido. Um caso típico é o da Reforma luterana que, iniciada para emancipar o homem da autoridade da Igreja, acabou por proclamar a sua sujeição ao arbítrio do Príncipe em matéria de religião.&lt;br /&gt;Seja como for, o Concílio Vaticano II pôde assumir que “tudo quanto existe sobre a Terra deva ser ordenado  em função  do homem como seu centro e seu termo”; e constatar que “neste ponto existe um acordo quase geral  entre crentes e não crentes” (cf. Gaudium et Spes, 12).&lt;br /&gt;Mas este princípio, que levou séculos a amadurecer na caminhada da Humanidade,  foi claramente enunciado por Jesus, quando taxativamente afirmou: “O Sábado foi feito para o homem, e não o homem para o Sábado” (Mc., 2, 27). Para perceber o alcance desta proposição, é bom lembrar que o Sábado era um dia sagrado, e o dever de respeitar o descanso sabático era, senão o primeiro e maior, certamente dos primeiros e maiores deveres impostos por Deus, pelo menos na interpretação rabínica do tempo. Dizendo o que disse, Jesus subordinou ao homem o que havia de mais sagrado. Dificilmente se poderia encontrar forma mais eloquente de proclamar o primado do homem. E os cristãos dos primeiros séculos entenderam-no bem. O seu sentir foi claramente expresso por S. Ireneu quando não se inibiu de escrever: “A glória de Deus é o homem vivo”.&lt;br /&gt;Quer isto dizer que na actuação da Igreja foi sempre tido em conta este primado do homem? De modo nenhum. Fenómenos como o da Inquisição demonstram exactamente o contrário. Na Inquisição proclamava-se com actos o primado da doutrina (ou, se quisermos, da Fé) sobre o Homem. Ao arrepio do Evangelho.&lt;br /&gt;Ainda hoje, mau grado a solene profissão de fá no homem proclamada pelo Concílio Vaticano II, a Igreja esquece no seu proceder o primado do Homem. Cito, a título de exemplo, o caso dos padres que abandonam o sacerdócio e pretendem casar. Para que possam celebrar o Sacramento do Matrimónio, precisam duma dispensa de Roma (semelhante à que se pede para celebrar matrimónio entre parentes próximos). Paulo VI concedia essa dispensa aos que a pediam e exigia-lhes como paga que abandonassem o ministério sacerdotal. Com João Paulo II isso acabou. A Santa Sé nega-se a dar a dispensa, negando do mesmo passo implicitamente o primado do homem. No fim de contas, a lei do celibato não é comparável em importância e dignidade à Lei do Sábado. Mas parece que, segundo João Paulo II, embora o Sábado tenha sido feito para o homem, parece que aqui, foi o homem que foi feito para o celibato...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3873930418163156603?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3873930418163156603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3873930418163156603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/05/o-p-r-i-m-d-o-d-o-h-o-m-e-m.html' title='O   P R I M A D O   D O   H O M E M'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5273881578394074626</id><published>2009-05-10T13:01:00.001-07:00</published><updated>2009-05-10T13:01:51.282-07:00</updated><title type='text'>Quando queres desistir... PENSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se o homem não sabe caminhar, que não largue a mão de sua mãe.&lt;br /&gt;Se receia cair, que permaneça sentado.&lt;br /&gt;Se receia o acidente, que deixe o carro na garagem.&lt;br /&gt;Se receia o assalto, que permaneça na trincheira.&lt;br /&gt;Se receia que o para-quedas não se abra, que não salte.&lt;br /&gt;Se receia a tempestade, que fique ancorado no porto.&lt;br /&gt;Se receia não saber construir a sua casa, que a deixe em projecto.&lt;br /&gt;Se receia enganar-se no caminho, que fique em casa.&lt;br /&gt;Se receia o esforço, o sacrifício e o futuro, que renuncie, pois, a viver, e que o medroso e ensimesmado, se feche no seu casulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então...,&lt;br /&gt;Poderá talvez sobreviver, mas não será um homem, pois é próprio do homem poder, racionalmente, arriscar a vida.&lt;br /&gt;Poderá fingir amar, mas não saberá amar, pois amar é ser capaz de querer arriscar a sua vida pelos outro, por um outro.&lt;br /&gt;Poderá gerar, mas não será nem pai nem mãe, pois ser pai ou mãe é, como a semente na terra, aceitar o supremo risco de morrer, para que nasça a espiga.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Michel Quoist, Falai-me de Amor, pag. 136 (ed. Paulinas)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5273881578394074626?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5273881578394074626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5273881578394074626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/05/quando-queres-desistir-pensa.html' title='Quando queres desistir... PENSA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1009567987808690192</id><published>2009-04-30T05:14:00.001-07:00</published><updated>2009-04-30T05:14:52.383-07:00</updated><title type='text'>Em Louvor de Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Quando chegou o tempo em que Deus resolvera realizar aos nossos olhos a sua Incarnação, teve que suscitar previamente, no Mundo, uma virtude capaz de O atrair até nós. Precisava de uma Mãe que o gerasse nas esferas humanas. Que fez então? Criou a VIRGEM MARIA, isto é, fez aparecer sobre a Terra uma pureza tão grande, que, nessa transparência pudesse concentrar-Se até aparecer como criança. Eis aqui, expressa na sua força e na sua realidade, a força da pureza, capaz de fazer aparecer entre nós o Divino. E, no entanto, a Igreja acrescenta, dirigindo-se à Virgem Maria: “Beata quae credidisti – Feliz de Ti porque acreditaste”. É na Fé que a pureza encontra a realização da sua fecundidade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Teilhard de Chardin, Le Milieu Divin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1009567987808690192?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1009567987808690192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1009567987808690192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/em-louvor-de-maria.html' title='Em Louvor de Maria'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4713335165262507865</id><published>2009-04-30T05:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T05:13:14.246-07:00</updated><title type='text'>SÃO  NUNO  DE  SANTA  MARIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O Papa acaba de canonizar Frei Nuno de Santa Maria, que já em 1918 o seu antecessor Bento XVI beatificara.&lt;br /&gt;Convém, antes de mais, elucidar a diferença que há entre uma beatificação e uma canonização. Em ambas a Igreja reconhece a heroicidade das virtudes do sujeito. Na beatificação propõe-nas à veneração duma igreja particular e autoriza nela o seu culto público. Na canonização, o eleito é proposto à veneração e ao culto dos fiéis da Igraja universal. Uma e outra são actos administrativos da Igreja reservados ao Papa. Há um processo que corre na Cúria Romana e onde é suposto analisar-se com todo o cuidado os ditos e feitos do visado, para estabelecer se ele pode ser proposto como modelo de vida cristã a todos os fiéis.&lt;br /&gt;Este modus faciendi não é de sempre. Nos primeiros tempos e durante séculos, era o povo que canonizava, e a autoridade seguia o vox populi, confiando naquilo a que se chama o sensus Ecclesiae, o sentir da Igreja, sobre cuja rectidão velava o Bispo da própria diocese. A introdução da disciplina actual teve como consequência porventura um maior rigor na apreciação de feitos e virtudes. Mas abriu as portas a uma inevitável burocratização de consequências nem sempre edificantes. Diríamos que, com ela, os santos no Céu passaram a precisar, para serem reconhecidos como tal, de ter amigos na Terra: influências na Cúria, grupos de pressão, muita propaganda, e o inevitável dinheiro que tudo inquina (não para “comprar” a canonização, mas para pagar todas as despesas que a ela conduzem). Os que não podem ou não querem socorrer-se desses meios não chegam  aos altares. Como dizia aquele Prior da Cartuxa: “Nós, aqui na Cartuxa, não tratamos de canonizar santos, tratamos de os fazer. Pois se nem sequer o nosso fundador, S. Bruno, está canonizado...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falemos de S. Nuno de Santa Maria. Para todos os portugueses, ele foi o herói que, incarnando o sentir do povo, muito mais do que da nobreza, defendeu a independência do seu país contra os desígnios de Castela que pretendia, pela via dinástica, tomar posse deste Reino. Foi uma guerra de defesa em cujo desfecho teve influência decisiva o seu génio militar que, segundo os especialistas, o colocam a par dos grandes cabos de guerra cujos nomes a História guardou: foi o general que não perdeu uma única batalha. D. João I, que lhe devia o trono, fê-lo Condestável de Portugal, o primeiro dignitário do Reino, e cobriu-o de riquezas: era o homem mais rico de Portugal.&lt;br /&gt;Mas o apelo do Evangelho foi mais forte que a sedução da glória ou do ter. “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres, e depois vem e segue-me”, respondera Jesus ao jovem que o interrogava sobre os caminhos do Céu (Mt., 19, 21). O Condestável seguiu à letra o conselho do Mestre. Assim que se viu liberto dos laços e responsabilidades familiares, recolheu-se ao convento do Carmo que mandara construir e onde professou e desempenhou  as humildes funções de porteiro, que lhe permitiam distribuir aos pobres a imensa fortuna que possuía. Ainda em vida sua, já o povo cantava:&lt;br /&gt;O Grão Condestabre,&lt;br /&gt;Em o seu mosteiro,&lt;br /&gt;Dá-nos sua sopa,&lt;br /&gt;Mai-la sua roupa&lt;br /&gt;Mai-lo seu dinheiro.&lt;br /&gt;Foi este exemplo de humildade e desprendimento que fixou no coração do povo a sua memória. E, após a morte, começou a ser venerado como santo. Antes da canonização, antes mesmo da beatificação, o agora S. Nuno de Santa Maria (o nome com que professou) era conhecido pelos fiéis em Portugal como o Santo Condestável, que, depois de tão bem ter defendido a sua cidade dos homens, se entregou por inteiro à construção da Cidade de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4713335165262507865?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4713335165262507865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4713335165262507865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/sao-nuno-de-santa-maria.html' title='SÃO  NUNO  DE  SANTA  MARIA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1864657979219402193</id><published>2009-04-21T10:34:00.001-07:00</published><updated>2009-04-21T10:34:57.640-07:00</updated><title type='text'>C ÂN T I C O   D O   A M O R</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;S. Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. 13, vv 1-13)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,&lt;br /&gt;Se não tiver amor,&lt;br /&gt;Sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.&lt;br /&gt;Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência,&lt;br /&gt;Ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,&lt;br /&gt;Se não tiver amor,&lt;br /&gt;Nada sou.&lt;br /&gt;Ainda que eu distribua todos os meus bens, e entregue o meu corpo para ser queimado,&lt;br /&gt;Se não tiver amor,&lt;br /&gt;De nada me aproveita.&lt;br /&gt;O amor é paciente, o amor é prestável,&lt;br /&gt;Não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso,&lt;br /&gt;Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse,&lt;br /&gt;Não se irrita nem guarda ressentimento.&lt;br /&gt;Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.&lt;br /&gt;Tudo desculpa, tudo crê, tudo suporta.&lt;br /&gt;O amor jamais passará&lt;br /&gt;Agora permanecem estas três coisas: a Fé, a Esperança e o Amor:&lt;br /&gt;Mas a maior de todas é o AMOR.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1864657979219402193?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1864657979219402193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1864657979219402193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/c-t-i-c-o-d-o-m-o-r.html' title='C ÂN T I C O   D O   A M O R'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3517865486252060025</id><published>2009-04-19T10:26:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T10:27:47.859-07:00</updated><title type='text'>TÃO IGUAL A NÓS...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O que sabemos de Jesus é aquilo que nos disseram os seus discípulos, que depois da morte dele assumiram a missão de espalhar pelo mundo inteiro o anúncio da Sua mensagem, cujo ponto fulcral era, aliás, a própria pessoa de Jesus.&lt;br /&gt;Personagem estranho que, sendo homem, se apresentava como Filho de Deus e que acabou por morrer condenado por blasfémia, justamente porque, ao ser julgado pelo Sinédrio reivindicou sem ambiguidades a sua qualidade divina: “és tu o Cristo, Filho de Deus bendito?”, perguntou o Sumo Sacerdote. E, sem tergiversar, Jesus respondeu: “eu sou” (Cf. Mc., 14, 61-62). No Prólogo do seu Evangelho, depois de dizer que “o Verbo era Deus” (Jo, 1, 1), João acrescenta que “o Verbo se fez homem e veio habitar entre nós” (Jo., 1, 14). Pedro, interrogado por Jesus, “e vós, quem dizeis que eu sou?” respondeu sem hesitar: “Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo” (Cf. Mt., 16, 15-16). Paulo, por seu lado, na Epístola aos Filipenses, é também taxativo: “que toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor” (Filip., 2, 11) O que não o impediu de proclamar também que Jesus é “em tudo igual a nós excepto no pecado” (Heb., 4, 15 J). Para a comunidade cristã primitiva, Jesus era simultaneamente Deus e homem.&lt;br /&gt;O mínimo que se pode dizer de um homem-Deus é que ele constitui um mistério, na medida em que é muito difícil (se não impossível) para a inteligência humana conceptualizar semelhante realidade: trata-se, con efeito, de conjugar no mesmo sujeito o infinito da divindade com o finito do homem. Não admira, por isso, que nos primeiros séculos a reflexão cristã se tenha dedicado largamente à procura duma inteligência da fé&lt;br /&gt;que permitisse a formulação clara dos dados do .&lt;br /&gt;Como resultado desse reflexão, a Igreja fixou em termos inequívocos a realidade da natureza humana de Jesus: “Perfeito Deus, perfeito homem, com uma alma racional e carne humana” (Símbolo Quicumque). Esta é a fé católica sancionada em vários concílios (Niceia, 325; Éfeso, 431; Calcedónia, 451) que de vez arrumou a inteligência ortodoxa da fé primitiva.&lt;br /&gt;É este Cristo, homem verdadeiro, com todas as limitações do homem, que me apraz contemplar quando medito os passos da Sua Paixão. E apraz-me contemplá-lo no que de mais humano a paixão nele revela. Deus e homem, Jesus deixou bem claro, no episódio das tentações, que nunca aceitaria pôr os seus poderes divinos ao serviço dos seus desejos ou necessidade humanos. Por isso o encontramos possuído duma angústia mortal no Jardim das Oliveiras, ante a perspectiva da morte. Como qualquer de nós. “Começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: a minha alma está triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Ma.,26, 38)Como qualquer mortal possuído da angústia não desdenha procurar algum consolo na companhia dos que lhe querem bem. E reza: “Pai, se é possível...” (cf. Lc., 22, 44). Como também nós rezamos quando confrontados com um problema que está acima das nossa forças superar. E também Ele, como nós, experimentou a sensação de não ser ouvido por Deus, não coincidir o que Ele desejava com a vontade de Deus. Mas “faça-se a Tua vontade”(Mt., 26, 39).&lt;br /&gt;Mais tarde na cruz, já próximo da morte, pronunciou as talvez mais misteriosas palavras&lt;br /&gt;que saíram da sua boca: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt., 27, 46). Este abandono de Deus que por vezes sentimos quando na nossa vida o Céu parece mudo ante o nosso sofrimento e surdo às nossas preces, Jesus experimentou-o também, a tal ponto que, por uma vez, não se dirige ao Pai, mas clama por Deus. Igual a nós.&lt;br /&gt;Na verdade, Ele assumiu por inteiro a nossa humanidade, as nossas fraquezas, as nossas limitações. Do que é humano, só não quis partilhar aquilo que realmente degrada o homem – o pecado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3517865486252060025?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3517865486252060025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3517865486252060025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/tao-igual-nos.html' title='TÃO IGUAL A NÓS...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7896654602169863162</id><published>2009-04-09T02:14:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T02:15:02.375-07:00</updated><title type='text'>A  CRISTO   NA   CRUZ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A&lt;strong&gt; vós correndo vou, braços sagrados,&lt;br /&gt;Nessa cruz sacrossanta descobertos,&lt;br /&gt;Que para receber-me estais abertos&lt;br /&gt;E por não castigar-me, estais cravados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vós, divinos olhos eclipsados,&lt;br /&gt;De tanto sangue e lágrimas cobertos&lt;br /&gt;Que para perdoar-me estais despertos&lt;br /&gt;E por não devassar-me estais fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vos,  pregados Pés por não fugir-me,&lt;br /&gt;A vós, Cabeça baixa por chamar-me,&lt;br /&gt;A vós, Sangue vertido para ungir-me,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vós, Lado patente quero unir-me,&lt;br /&gt;A vós, preciosos Pregos, quero atar-me&lt;br /&gt;Para ficar unida, atada e firme.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Anónima (Sec. XVIII)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7896654602169863162?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7896654602169863162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7896654602169863162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/cristo-na-cruz.html' title='A  CRISTO   NA   CRUZ'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7189369473900585691</id><published>2009-04-05T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T13:01:05.561-07:00</updated><title type='text'>EM  TEMPO  DE  PAIXÃO...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;Salve, cabeça de sangue, coroa de espinhos, cabeça ferida, quebrada, espancada, coberta de escarros.&lt;br /&gt;Salve, esse Teu rosto que traz o sinal da morte já perdeu a juventude, mas os Altíssimos adoram essa palidez.&lt;br /&gt;Espancado, morto por culpa dos nossos pecados, o Teu rosto ainda brilha aos olhos do pecador!&lt;br /&gt;Sou culpado, mas perdoa-me; estou perdido, mas não me rejeites; à hora da Tua morte inclina um pouco para mim o Teu rosto, deixa-o repousar no meu colo.&lt;br /&gt;Quando eu morrer, corre para mim, deixa que nesse momento o Teu sangue me proteja.&lt;br /&gt;Partirei quando Tu quiseres; mas Tu, Senhor, está lá! Abraçar-te-ei nessa cruz que me salvou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;S. Bernardo de Claraval&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7189369473900585691?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7189369473900585691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7189369473900585691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/em-tempo-de-paixao.html' title='EM  TEMPO  DE  PAIXÃO...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2108150499281504051</id><published>2009-04-02T07:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T07:37:21.667-07:00</updated><title type='text'>H O N E S T    TO    G O D</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Em texto anterior, sublinhei o carácter comunitário da Eucaristia, baseando-me no Cânon 906 do Código de Direito Canónico onde se exige, para a celebração da Missa, que o sacerdote seja acompanhado por ao menos um fiel.&lt;br /&gt;Por amor da verdade, devo acrescentar que a matéria não é pacífica, pelo menos no que toca à interpretação da norma canónica. Um ilustre jurista da Universidade de Navarra, comentando o dito cânon, aponta como razão para a exigência da assistência de ao menos um fiel, a precaução a ter com a saúde do sacerdote celebrante: “A razão do cânon (escreve) não é a necessidade de participação dos fiéis (...) mas a possibilidade de que a sua  se visse alterada por alguma contingência que afectasse o seu pleno acabamento devido à saúde (do sacerdote) etc” E invoca o cânon 904 onde se recomenda aos sacerdotes a celebração diária da Missa.&lt;br /&gt;Com o devido respeito, permito-me discordar, e mantenho-me na minha: a Eucaristia é uma acção comunitária por excelência, em que a comunidade toda, representada pelo seu presidente (o chamado celebrante) renova o mistério da Ceia do Senhor, cumprindo o que Ele expressamente ordenou: “Fazei isto em memória de Mim”.Seria, aliás extraordinário que fosse a Eucaristia a não revestir carácter comunitário, quando na celebração de todos os outros se exige a presença da Comunidade, e é muito claro que é para a Comunidade que eles são celebrados. Não vou elencar os sacramentos todos. Que o leitor o rememore e verifique que nenhum deles pode constituir acção isolada de um celebrante. Então, e a Eucaristia, sacramento da partilha do pão, havia de ser a excepção de um sacramento celebrado sem comunidade? A mim parece-me absurdo.&lt;br /&gt;A mim, que não a outros. E vale a pena procurar o porquê. É que nestas minudências concretas da vida da Igreja espelham-se princípios que raramente se discutem ou se explicitam, mas que são a explicação de muito do que se faz ou ordena ou recomenda – mesmo em sede de Direito Canónico.&lt;br /&gt;Convivem na Igreja duas linhas eclesiológicas que dão origem a procedimentos diversos na lógica dos princípios de que partem. E esses princípios são dois: o princípio do Chefe, e o princípio da Comunidade. Os que baseiam a Igreja no princípio do Chefe dizem em suma que “no princípio era o chefe”, e ao chefe tudo se refere, tudo dele promana e é em função dele que tudo deve organizar-se. É deste princípio que deriva a recomendação do Código para que os presbíteros celebrem Missa diariamente. Pior do que isso, é deste princípio que deriva toda a organização e as práticas prevalecentes na vida da Igreja  – a importância do Papa e a sua intervenção na vida de toda a Igreja, desde a nomeação dos Bispos até ao exercício de um magistério erigido muitas vezes a dimensões que na realidade não tem.&lt;br /&gt;Depois há o princípio da Comunidade. Aqui se dirá que “no princípio era a Comunidade”, como disseram, segundo narram os Actos dos Apóstolos, os Doze, quando se tratou de escolher o substituto de Judas: Pedro estava lá e podia designar: mas não quis e foi com os votos da comunidade que a escolha recaiu sobre Matias; como foram os votos da Comunidade que designaram aqueles que haviam de ser os primeiros diáconos.&lt;br /&gt;Aliás a história da Igreja é fértil em acções que denunciam bem o primado da comunidade: os bispos e os presbíteros só o eram depois da imposição das mãos que garantiam a sucessão apostólica – mas a imposição das mãos era feita àqueles que a comunidade elegia. E não será inútil recordar que o Concílio de Calcedónia declarou nulas as ordenações de bispos e presbíteros que não fossem apresentados por uma comunidade... O Concílio de Calcedónia não concebia uma Eucaristia celebrada sem comunidade.&lt;br /&gt;Os dois princípios – do Chefe e da Comunidade – convivem na Igreja de Deus. Por mim, penso que o princípio da Comunidade vai prevalecer um dia para que a Igreja verdadeiramente se renove.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2108150499281504051?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2108150499281504051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2108150499281504051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/04/h-o-n-e-s-t-to-g-o-d.html' title='H O N E S T    TO    G O D'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8690996013114608596</id><published>2009-03-24T05:24:00.001-07:00</published><updated>2009-03-24T05:24:53.798-07:00</updated><title type='text'>M I N U D Ê N C I A S</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Há na vida da Igreja pequenas normas, pequenos procedimentos, certas maneiras de fazer que na maior parte dos casos nos passam despercebidos, a que não atribuímos importância, e que, no entanto, se revelam muitas vezes fundamentais para a inteligência da Fé que se exige num cristianismo adulto.&lt;br /&gt;No Código do Direito Canónico, fui descobrir, por entre aquela floresta de normas que regulam a vida da Igreja, uma que eu conhecia, é certo, como praxe, mas que não pensava ter sido vertida em Cânon com direito a figurar no Corpus das leis da Igreja.&lt;br /&gt;Trata-se do Cn. 906, que reza assim: Sem causa justa e razoável, não celebre o sacerdote o sacrifício eucarístico sem a participação de pelo menos um fiel.&lt;br /&gt;Por mim, vejo, nesta prescrição de “ao menos um fiel presente”, a prova provada de que a Eucaristia não é nunca obra de um homem só, ainda que dotado da unção que lhe confere o sacerdócio ministerial. A Missa é por definição (e sempre foi) obra do Povo de Deus, no exercício mais alto e sublime do seu sacerdócio régio que lhe foi conferido com a unção baptismal.&lt;br /&gt;Uma apreciação superficial do rito da Missa (não esqueçamos que lex orandi, lex credendi  - ou seja que assim se reza como se crê, a oração é um reflexo da fé) aponta indiscutivelmente para uma acção comunitária que só tem sentido quando celebrada no contexto duma comunidade. Desde logo porque a Eucaristia é uma refeição, e é sabido que, no nosso contexto civilizacional, a refeição é por excelência um momento de convívio e de partilha. Por isso à Eucaristia se chamava, no  princípio, a partilha do pão e do vinho. Há  depois, no rito ou ritos em que se fixou a celebração eucarística, uma estrutura de diálogo que não tem sentido algum se debitada a solo. Já não falo da celebração da Palavra de Deus que antecede sempre a celebração eucarística propriamente dita, e onde a Palavra de Deus é proclamada. Como é evidente, não faz sentido que alguém proclame para si próprio o que quer que seja...&lt;br /&gt;Depois, quando se entra na celebração eucarística propriamente dita, a estrutura de diálogo acentua-se. Note-se que o celebrante “não se atreve” a iniciar o rito eucarístico propriamente dito sem pedir a anuência da comunidade, que explicitamente convida para a celebração, quando diz “Demos graças ao Senhor Nosso Deus” (de notar que Eucaristia significa exactamente acção de graças). Só depois de a assembleia (a Igreja) exprimir a sua anuência – “é nosso dever, é nossa salvação” – o celebrante inicia a grande oração eucarística.&lt;br /&gt;Portanto, é redutor dizer que a Missa é celebrada pelo padre, e completamente errado dizer que os fiéis assistem à Missa. Não assistem: participam. Ou melhor: é toda a comunidade, presidida por um ministro sagrado, que oferece ao Senhor o sacrifício da nossa Redenção. Diz-se que o celebrante age como representante de Cristo: e é verdade,&lt;br /&gt;se pensarmos que o Cristo que ele representa não é tanto o homem Jesus limitado na sua humanidade histórica, mas o Cristo místico, que fez da Igreja, comunidade dos crentes, a sua humanidade de acréscimo, o seu Corpo místico que prolonga na história o mistério da Incarnação.&lt;br /&gt;É o que se me impõe como evidente na exigência de representação da comunidade aquando da celebração da Eucaristia. De modo que se não pode haver Eucaristia sem ministro sagrado que a presida, também a não pode haver sem comunidade que por ele seja presidida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8690996013114608596?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8690996013114608596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8690996013114608596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/m-i-n-u-d-e-n-c-i-s.html' title='M I N U D Ê N C I A S'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-979912236048066525</id><published>2009-03-19T05:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T05:42:28.593-07:00</updated><title type='text'>DA  NOSSA  INCULTURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Nos últimos tempos, tem sido frequente assistirmos ao espectáculo (sempre edificante, diga-se de passagem) da Igreja Católica a pedir desculpa por erros e dislates do passado. Abstenho-me de emitir opinião sobre alguns, pois neles mais se me figura não uma real necessidade de penitência que se exprime, mas uma perversa vontade,  de auto-flagelação. Mas isso são contas de outro rosário que não vale a pena desfiar agora, que a nossa intenção se orienta noutro sentido.&lt;br /&gt;A sociedade actual, a mentalidade actual é ágil a apontar à Igreja defeitos do passado e culpas no presente, e a pedir-lhe contas pelo mal que fez e pelo bem que deixou de fazer. E é bem que a Igreja se sinta escrutinada também pelos homens, para que mais fielmente possa servir ao seu senhor e último escrutinador que é Deus por tudo quanto fez ou deixou de fazer. Mas para a justiça ser completa, também se-lhe deveriam assacar méritos que teve,  e, vamos lá, reparar injustiças de que foi vítima.&lt;br /&gt;Vem isto a despropósito dum problema muito actual do país que, parece, tem repercussões na economia: o problema da educação. Somos um país atrasado porque em matéria de educação não fomos capazes de acompanhar os outros.... Inquestionável na sua factualidade, o caso mereceria que se lhe descobrissem as causas. Só que, desnudá-las, não será exercício agradável para muitos no poder.&lt;br /&gt;Para perceber  a nossa incultura e atraso, há que remontar aos tempos gloriosos do Marquês de Pombal e à sua histórica decisão de banir dos reinos de Portugal a Companhia de Jesus – sem se aperceber (ou apercebendo-se : afinal, como grande estadista que era suposto ser, teria de sopesar as consequências de qualquer mínimo gesto de governação, pois governar é acima de tudo prever) que do mesmo passo bania do país  o exercício de ensinar, e consequentemente a educação no sentido que hoje lhe atribuímos.&lt;br /&gt;Entre as muitas “malfeitorias” que se podiam atribuir aos jesuítas, estava o terem criado uma rede de ensino verdadeiramente notável para a época e que tinha a grande vantagem de não custar ao erário público um único ceitil.. Contava essa rede com nada menos que “26 colégios gratuitos, uma Universidade  (Évora) e 2 escolas. Vários desses colégios tinham numerosos alunos: S. Paulo /(Braga) 2.000, S. Antão-o-Novo (Lisboa) 1800, Colégio das Artes (Coimbra) 2.000. A  Universidade de Évora era frequentada por 1.600 alunos”. (Cf. Brotéria, vol. 168 – 1, p. 53). Era muito para o Portugal de meados do século XVIII. Destruir tudo aquilo equivaleria pouco mais ou menos a deitar a baixo quase a cem por cento a rede de ensino nacional. E não havia possibilidades de repor – por falta de mão de obra.&lt;br /&gt;Aliás, um século depois, o Mata Frades, ao expulsar do País todas as Ordens Religiosas veio ainda agravar o problema – de que todos ainda nos queixamos.&lt;br /&gt;Dizem e é verdade que o nosso subdesenvolvimento económico tem tudo a ver com a incultura grassante. É triste, mas não deixa de ser curioso, que na raiz deste mal cuja verdadeira dimensão só agora estamos a medir, esteja uma medida que em primeira mão se dirigia contra a Igreja.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-979912236048066525?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/979912236048066525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/979912236048066525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/da-nossa-incultura.html' title='DA  NOSSA  INCULTURA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7715516291800840007</id><published>2009-03-13T03:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T03:22:39.095-07:00</updated><title type='text'>NO  PRINCÍPIO...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Consta que em certas escolas evangélicas dos Estados Unidos ainda hoje é proibido ensinar as teorias de Darwin sobre a evolução das espécies. Uma interpretação literal da narrativa bíblica das origens leva-os a perfilhar um criacionismo absoluto. Segundo eles, o mundo todo e tudo quanto nele existe foi feito por Deus directamente e do modo   como o texto sagrado refere. Assim, a criação do mundo levou seis dias; Deus fez por si  todas e cada uma das espécies vegetais e animais, e o homem foi plasmado por Deus a partir do pó da terra...&lt;br /&gt;É evidente que uma tal leitura da Bíblia é desmentida não apenas pelas teorias de Darwin, mas por todos os dados adquiridos pela ciência no  estudo do universo: os seis dias da Bíblia transformou-os a ciência em milhares de milhões de anos...&lt;br /&gt;Que dizer então:  é falso o que a Bíblia nos ensina? De modo nenhum. O que não podemos é pedir à Bíblia o que ela não é suposto fornecer. Em matéria de criação do mundo, a Bíblia ensina-nos o quê e não o como. Além do mais, a Bíblia não é um livro científico mas religioso onde se encontram as verdades que devem  orientar o homem na sua caminhada terrena. De resto, se tivesse descrito a criação do mundo em termos científicos, não teria sido entendida por aqueles a quem imediatamente se destinava. Imaginemos que, em vez de dizer “no princípio criou Deus o céu e a terra”, o autor sagrado escrevia: “no princípio Deus produziu o big bang”: quem o teria  entendido, se ainda hoje tantos há que do big bang nunca ouviram falar, e só uma ínfima minoria sabe em que realmente consistiu esse fenómeno primeiro?&lt;br /&gt;Não. Se Cristo mandou dar a César o que é  de César e a Deus o que é de Deus, também nós devemos atribuir à revelação divina o que a ela pertence, e ao engenho humano o que lhe cabe descobrir. A finalidade religiosa da Bíblia impunha que manifestasse ao homem as verdades fundamentais para orientar a sua conduta de vida e perceber a sua relação com Deus. Por isso mesmo, ensina que o mundo todo é fruto dum acto livre de Deus que do nada fez surgir o ser; que tudo quanto Deus fez é bom e que o mal existente no mundo não é obra de Deus – o pecado original (desobediência do homem a Deus) aparece no texto bíblico como elemento explicativo da inegável existência do mal; que, no conjunto da criação, o homem é um ser muito especial (a sua criação é precedida duma deliberação pensada – “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” –) e se em toda a criação é possível encontrar um reflexo de Deus, no homem está impressa a imagem desse mesmo Deus; por isso ele á constituído senhor da criação que deve dominar, porque foi para ele que Deus a empreendeu.&lt;br /&gt;Será que o facto de não ter sido Deus a plasmar todas e cada uma das espécies as subtrai à acção criadora de Deus? O velho e esquecido e sensato S. Tomás de Aquino ensinou que no mundo Deus não age directamente mas através das “causas segundas”. O como do aparecimento da vida e das espécies na sua diversificação, Deus confiou-o às causas segundas. Chamem a estas causas os nomes que quiserem – acaso, grandes números, selecção natural. Pouco importa. Por elas, é sempre o mesmo Deus que continua a sua acção criadora. E é isto que a Bíblia nos ensina, centrada que está na Causa Primeira: o Deus que, no princípio, criou o céu e a terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7715516291800840007?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7715516291800840007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7715516291800840007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/no-principio.html' title='NO  PRINCÍPIO...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8296614158112719889</id><published>2009-03-10T04:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T04:22:07.931-07:00</updated><title type='text'>HORRIBILE  DICTU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A excomunhão é a mais severa das penas eclesiásticas. O Direito Canónico reserva-a para os casos mais graves, normalmente em que há um atentado grave contra a própria comunidade. Como se sabe, o direito penal (e a Igreja tem um direito penal...) tem em vista a defesa da sociedade.&lt;br /&gt;Não sendo o caso de enumerar aqui as acções para que a Igreja reserva a pena de excomunhão, podemos alinhar alguns exemplos: a apostasia, a heresia ou o cisma; a profanação da Eucaristia, a violência física contra o Papa, a consagração de um Bispo sem mandato do Papa... Está sujeito também à pena de excomunhão o aborto perpetrado... (Cf. Cn. 1398).&lt;br /&gt;O efeito da excomunhão é a exclusão da Igreja: o excomungado deixa de ser reconhecido como membro da Igreja, e perde, consequentemente os direitos de que gozam os fiéis, nomeadamente, é excluído da celebração dos Sacramentos. Por exemplo, o excomungado não pode participar na celebração eucarística, e consequentemente não pode comungar, não conta com o consolo dos últimos sacramentos, nem pode ter funeral cristão.&lt;br /&gt;Vem este intróito a propósito do que se passou recentemente no Brasil, onde o Bispo de Olinda e Recife decretou uma série de excomunhões. Foi a propósito de um caso sórdido duma criança de nove anos que, violada pelo padrasto, engravidou de gémeos. A família, de acordo   com os médicos, que achavam que a gravidez punha em causa a vida da criança, optou pelo aborto. E foram todos  excomungados – incluindo a criancinha violada, que, aliás, nem terá tido consciência do que lhe estavam a fazer: a família ter-lhe-á dito que precisava de fazer uma operação por causa duma doença que tinha na barriga.&lt;br /&gt;No caso, tal como nos chegou, havia circunstâncias que, por exemplo em Portugal, fariam com que o aborto pudesse ser praticado legalmente, mesmo antes da actual lei que deixa o aborto ao total arbítrio da mulher, e contra a qual a Igreja ergueu veemente a sua voz : havia o risco de a gravidez por em risco a vida da mãe, por um lado, e havia, por outro, a circunstância de a mesma ter resultado de violação. É verdade que o Código de Direito Canónico não distingue. Mas também é verdade que em Portugal a lei foi aprovada sem que se ouvisse da parte da Igreja o mais pequeno protesto – o que configura pelo menos uma aprovação tácita.&lt;br /&gt;Mas demos de barato tudo o resto, e fixemo-nos na menina. Tem nove anos. Sofre, por parte do padrasto, a infâmia duma violação. Castiga-a a natureza fazendo-a conceber numa idade em que era suposto ser impúbere. Como se tudo isso não bastasse, a Igreja, a Santa MÃE Igreja aplica-lhe a pena máxima! Que mãe é esta que assim trata os seus filhos? Onde fica, neste caso o mandamento maior, “amai-vos uns aos outros – nisto conhecerão que sois meus discípulos”?&lt;br /&gt;Felizmente a teologia ensina (e não podia deixar de o fazer) que a Igreja tem duas faces que nem sempre coincidem: a jurídica e a mística. A primeira está nas mãos dos homens; da segunda só Deus é o Senhor. No caso vertente, pode um bispo desumano excluí-la da Igreja jurídica (o foro externo); mas certamente que no foro interno, aquela filha de Deus não foi expulsa da família pelo único que o poderia fazer: o próprio Deus.&lt;br /&gt;Escrevo estas linhas estéreis para manifestar a minha solidariedade para com aquela inocente injustamente castigado; mas também para exprimir a minha tristeza por ver que na minha Igreja (que não renego) continua a haver pastores que se comportam como lobos,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8296614158112719889?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8296614158112719889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8296614158112719889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/horribile-dictu.html' title='HORRIBILE  DICTU'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3298950039791166333</id><published>2009-03-05T16:30:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T16:31:18.567-08:00</updated><title type='text'>CONSTRUTORES  DO  MUNDO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Tu podias, Senhor, ter-nos oferecido um mundo já perfeito,&lt;br /&gt;Sem nada a procurar ou a encontrar,&lt;br /&gt;Cidades perfeitas e pontes lançadas sobre rios “domesticados”,&lt;br /&gt;Habitações construídas e estradas traçadas sobre montanhas perfuradas e aplanadas,&lt;br /&gt;Grandes fábricas-paraíso, para trabalhadores satisfeitos,&lt;br /&gt;Planos a aplicar, sem erros possíveis.&lt;br /&gt;Mas nós somos homens, de pé, livres e construtores do Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Senhor, obrigado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Tu não quiseste fazer de nós executantes sem alma&lt;br /&gt;De ordens vindas do Céu,&lt;br /&gt;Mas responsáveis pelo Universo,&lt;br /&gt;Orgulhosos criadores, sob o Teu olhar de Pai.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Michel QUOIST, Falai-me de Amor, ed.Paulistas, pag. 87.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3298950039791166333?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3298950039791166333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3298950039791166333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/construtores-do-mundo.html' title='CONSTRUTORES  DO  MUNDO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5686068789913566987</id><published>2009-03-02T10:35:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T10:36:41.088-08:00</updated><title type='text'>FALANDO  AINDA  DE  DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Num texto que ficou conhecido como MEMORIAL, descreve Pascal a experiência mística por que passou na noite de segunda-feira, dia 23 de Novembro do ano da graça de 1654, e em que acedeu à verdade que havia de nortear a sua vida até à morte ocorrida oito anos depois. É aí que proclama, logo ao entrar, as palavras decisivas do seu encontro com a Verdade: “Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacob, não o Deus dos filósofos e dos sábios... o Deus de Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;É que filósofos e sábios podem concluir pela existência de Deus, podem encontrar-Lhe atributos como os da omnipotência, da omnisciência, da omnipresença. E pouco mais. S. Tomás de Aquino preconiza as três vias para o conhecimento de Deus: a da afirmação – atribuir a Deus tudo o que de bom se encontra nas criaturas; a da negação - afastar da ideia de Deus tudo o que de mau ou defeituoso se nos depara no mundo; a da eminência – elevar ao infinito o que de bom se atribui a Deus. É pouco. É pobre. No termo da reflexão dos filósofos encontra-se, quando muito, um Deus em si. Impossível lhes será determinar se e como é Deus para nós. E este é, como aliás já dissemos, o cerne do problema de Deus, quando pensado pelos homens.&lt;br /&gt;Tinha, pois, razão o Apóstolo S. João quando escrevia: “A Deus nunca ninguém o viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer”. (Jo. 1, 18).&lt;br /&gt;O ponto fulcral que na revelação de Deus em Jesus Cristo define a atitude de Deus face ao mundo e, nomeadamente, face ao homem, é o Amor. A filosofia chega ao Deus criador, e daí não passa a não ser em termos de pergunta sem resposta: porquê? Para quê? O que levou Deus a criar o mundo? E qual o objectivo da criação? Perante estas perguntas, a razão humana emudece, porque não consegue extrair do criado elementos que lhe permitam mais do que formular hipóteses, mais plausíveis umas do que outras, sem que nenhuma se imponha como indiscutível. De resto, no vasto mundo e no desenrolar da História abundam as ambiguidades que infirmam qualquer conclusão que quisesse aventar-se como decisiva.&lt;br /&gt;É Cristo quem nos revela que é de amor a relação de Deus com o mundo, nomeadamente nas espantosas palavras que proferiu no seu diálogo com Nicodemos reportadas no Evangelho de S. João: “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito” (Jo., 3, 16). É pois à luz do amor que se deve entender toda a relação que Deus quer estabelecer com os homens. Um amor indescritível, inefável, como diria S. Agostinho. Para o traduzir em termos humanos, Cristo foi buscar a realidade que melhor traduz o amor gratuito e apresentou-nos Deus como Pai: “Um só é o vosso Pai que está nos céus, e todos vós sois irmãos” ( Mt., 23, 9). Pai é o nome por que Deus quer ser chamado pelos homens: “Quando rezardes, dizei assim: Pai nosso que estais no céu” (Mt., 6, 9).&lt;br /&gt;Como estamos longe do Deus omnipotente dos filósofos cuja grandeza nos esmaga e a cujo convívio dificilmente podemos aspirar! O Deus de Jesus Cristo é um Deus presente, é um Emanuel: é um Deus connosco. Como já, com uma ponta de orgulho, escrevia o autor do Deuteronómio, referindo-se ao Povo de Israel: “Que nação haverá que tenha  um Deus tão próximo de si, como está próximo de nós o nosso Deus?”(Deut., 4, 7).&lt;br /&gt;Parafraseando as palavras de Pascal: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacob;   não  o Deus dos filósofos e dos sábios, fixado na solidão gelada da sua infinitude; mas o Deus de Jesus Cristo, que nos ama e acompanha, como um pai aos seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5686068789913566987?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5686068789913566987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5686068789913566987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/03/falando-ainda-de-deus.html' title='FALANDO  AINDA  DE  DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7837274312335411006</id><published>2009-02-15T06:48:00.001-08:00</published><updated>2009-02-15T06:48:56.172-08:00</updated><title type='text'>PARA  UMA  ESPIRITUALIDADE  DA  TERRA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Celui qui aimera passionnément Jesus&lt;br /&gt;caché dans les forces qui font grandir la Terre,&lt;br /&gt;la Terre, maternellement,&lt;br /&gt;le soulevera dans ses brás géants&lt;br /&gt;et elle lui fera contempler le visage de Dieu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celui qui aimera passionnément Jesus&lt;br /&gt;caché dans les forces qui font mourir la Terre,&lt;br /&gt;la Terre, en défaillant,&lt;br /&gt;le serrera dans ses brás géants&lt;br /&gt;et avec elle il se réveillera dans le sein de Dieu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P. Teilhard de Chardin&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7837274312335411006?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7837274312335411006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7837274312335411006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/02/para-uma-espiritualidade-da-terra.html' title='PARA  UMA  ESPIRITUALIDADE  DA  TERRA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7849085578689675661</id><published>2009-02-13T04:01:00.001-08:00</published><updated>2009-02-13T04:02:34.606-08:00</updated><title type='text'>FALANDO  DE  DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Parecem-me pouco convictos os ateus dos nossos dias. Para eles, a não existência de Deus deixou de ser um dado adquirido para baixar à categoria de mera probabilidade. Postas as coisas nestes termos, fácil lhes será concordar com a possibilidade da existência de Deus. E, ao lado da frase “provavelmente Deus não existe”, não teria lógica recusarem a afirmação: “é possível que Deus exista”. Daqui a admitir que Deus existe mesmo, vai um passo que, na linha do argumento de Santo Anselmo, não passará duma decorrência necessária.&lt;br /&gt;Estamos, evidentemente, no mundo da filosofia, e o Deus cuja inexistência se admite como provável e a existência como possível será sempre o Deus dos filósofos. Durante séculos deu-se como assente a possibilidade de atingir Deus apenas com a luz da razão. Muitos séculos antes de S. Tomás de Aquino ter formulado as famosas cinco vias que levariam à conclusão da existência de Deus, já Aristóteles dirimira a questão evocando, parante um mundo contingente, a necessidade duma causa incausada e de um motor imóvel. O que, pensando bem, vem dar no mesmo: a evidência do contingente postula como necessária a existência do Absoluto. E a verdade é que todos os seres que conhecemos derivam de outros seres, devem a outrem  a sua existência: nenhum existe por si, nenhum tem em si a razão a razão da própria existência, que lhe foi dada por outro, que a recebeu de outro e assim sucessivamente. Até se chegar a Um que existe por si e não deve a ninguém o próprio ser, pois é ele a razão da sua própria existência: não foi causado por ninguém, e é a causa última de todos os outros. Estes são contingentes (existem, mas podiam não existir), aquele é absoluto (não pode não existir). É a este que a filosofia chama Deus. Admitir a sua existência era para os antigos uma questão de bom senso, decorrente da observação do ser contingente.&lt;br /&gt; Não penso, porém, se esgote assim. Mais: nem creio que seja a existência o verdadeiro problema de Deus para o homem. Para mim, o verdadeiro problema é o da relação entre Deus e o mundo: a existência é apenas um pressuposto do problema da relação. Que importa que Deus exista, se não tem qualquer relação com o mundo? Deus existe? Seja!&lt;br /&gt;E depois? Se não tem relação com o mundo, tanto faz que exista como que não exista. É indiferente.&lt;br /&gt;Mas será possível que, existindo, Deus não tenha qualquer relação com o mundo? Tenho para mim que a razão que leva muitos a negar a existência de Deus não são evidências racionais que apontem para a sua inexistência e que, no meu entender, não existem de todo (muito pelo contrário); é antes o medo de que, uma vez admitida a existência de Deus, dela se vissem obrigados a deduzir algum tipo de relação que viesse influenciar as suas vidas. &lt;br /&gt;E aqui me atrevo a deixar aquela que me parece a verdadeira questão – pelo menos a questão relevante: dado (ainda que não concedido) que Deus exista, que relação terá ele com o homem, que relação poderá ter o homem com ele?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7849085578689675661?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7849085578689675661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7849085578689675661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/02/falando-de-deus.html' title='FALANDO  DE  DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-188568847723111179</id><published>2009-01-31T10:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T10:54:44.564-08:00</updated><title type='text'>A  TODOS  VÓS...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Todos vós, os que fostes ridicularizados porque gritastes que o ser humano&lt;br /&gt;valia mais que as flutuações da bolsa e as economias de rendimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, os que fostes cobertos com o manto vermelho do escárnio&lt;br /&gt;porque vendestes tudo o que possuíeis para o distribuir pelos pobres;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, todos os que nos precedestes no caminho da fraternidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, todos os que fostes perseguidos porque repetistes que a igualdade&lt;br /&gt;era o primeiro direito para qualquer ser humano de qualquer país e de qualquer povo&lt;br /&gt;e que o primeiro dever de todo o Poder e de  todo o Estado e de toda a Religião&lt;br /&gt;era zelar com fervorosa integridade a fim de que cada um tivesse acesso&lt;br /&gt;aos mesmos privilégios da existência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, todos os que nos precedestes no caminho da Justiça;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, todos os que fostes crucificados porque acreditastes no único poder do amor,&lt;br /&gt;vós todos os que fostes assassinados porque pretendestes&lt;br /&gt;que a teoria das raças era uma invenção&lt;br /&gt;destinada a consolidar o poder de uma casta de senhores,&lt;br /&gt;vós, todos os que cantastes o Deus único&lt;br /&gt;juntando à volta d’Ele todos os seus múltiplos filhos diferentes,&lt;br /&gt;vós todos os que fostes atormentados porque ousastes opor o diálogo aos fuzis;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós todos os que nos precedestes no caminho da paz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós todos, explorados sufocados por terdes alertado tanto, amado e falado,&lt;br /&gt;vós todos os que caístes em tantos combates de solidariedade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós sois luz sobre o caminho da Humanidade&lt;br /&gt;e na nossa memória viveis para a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Bíblia 2000, vol. 4. pag. 90.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-188568847723111179?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/188568847723111179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/188568847723111179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/todos-vos.html' title='A  TODOS  VÓS...'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7368051185569812790</id><published>2009-01-28T16:17:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T16:46:36.564-08:00</updated><title type='text'>Sinais do tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;«&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Provavelmente, Deus não existe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;». Este é o slogan que circulou (circula?) nos autocarros de Londres pago por uma organização militantemente ateísta. Há alguns dias esta campanha começou a circular pelas ruas de Madrid. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deus existe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;» é a resposta evangélia de uma Igreja madrilena à questão levantada pela associação ateísta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus anda pelas ruas da Europa laica. Pelo menos isto, uma e outra organização conseguiram fazer. O que de facto não é uma questão de menor importância. Há muito que deixámos de regular a nossa existência pela Liturgia das Horas, esse compendêndio inefável de Esperança. Por isso, pôr Deus a todas as horas por entre o nosso olhar é uma gloriosa manifestação de inteligência, que por ser europeia, neste tempo, confesso, muito me surpreendeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando tenho dúvidas sobre a existência de Deus, ou essas dúvidas persistem no tempo, mais do eu mesma permito ao tempo, porque, como sabem, há dúvidas que valem a pena que perdurem, releio S. João da Cruz e o seu maravilhoso poema, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Noite Escura.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí, no meio da dúvida, calma e serenamente começa a nascer a palavra mágica: provavelmente, provavelmente Deus existe, depois, o provavelmente, torna-se dia a dia mais seguro e de repente, a palavra provavelmente transforma-se em certamente, é então que o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;certamente Deus existe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; triunfa, uma vez mais, no coração e na mente de uma «pobre» mulher. Até quando? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agrada-me ver algumas cidades europeias infestadas pela dúvida. Ao menos a dúvida. A dúvida é sempre um bom passo para a inteligência transformar-se em sapiencia. Não é este o trajecto do pensamento alicerçado na razão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grupo dos ateus militantes da nossa esquerda não querem importar a ideia do «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;provavelmente Deus não existe»&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou acham que a questão está mal posta? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7368051185569812790?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7368051185569812790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7368051185569812790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/sinais-do-tempo.html' title='Sinais do tempo'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3434428382901778045</id><published>2009-01-28T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T03:44:44.733-08:00</updated><title type='text'>A  INDIFERENÇA  APAIXONADA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Da obra ousada a minha parte é feita;&lt;br /&gt;O por fazer é só com Deus.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;F. Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ao presenciar a investidura de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos, veio-me de imediato à memória o nome de Martin Luther King. Naquela praça, há menos de cinquenta anos, pronunciou ele um discurso histórico em que expressava o seu sonho: I have a dream. E o que sonhava Luther King? Que os homens naquele país deixassem de ser julgados pela cor da pele, para passarem a sê-lo pelos seus méritos ou deméritos.&lt;br /&gt;Estava-se na América dos anos sessenta onde o esclavagismo (abolido por Abraão Lincoln) deixara atrás de si uma sociedade ferozmente segregacionista em que floresciam organizações racistas como o Ku Klux Klan que semeava terror e morte. A prisão duma costureira negra pelo “crime” de se ter recusado a ceder num autocarro o seu lugar a um “senhor” branco  foi o detonador para a campanha pela igualdade de direitos que de imediato lançou e em que se empenhou um jovem pastor evangélico, de seu nome... Martin Luther King.A campanha varreu a América no meio de vicissitudes várias. Conhece-se o trágico desfecho: Luther King foi assassinado, e não há dúvidas quanto às determinantes do crime.&lt;br /&gt;Parecia que o sonho  de Luther King não passara disso mesmo: um sonho. É verdade que   consagrou em lei a igualdade de direitos, acabando, no plano jurídico, com a discriminação racial. Mas o ambiente social continuou francamente hostil. Muitos houve que apontaram à lei o defeito de ser prematura: sociologicamente o país não estava preparado para ela. Em suma, a lei, em vez de reflectir, contrariava o sentir da sociedade. Daí, os atropelos ao seu cumprimento. E a luta continuou já sem o carisma de Luther King, e o seu sonho foi fazendo caminho – um longo e atribulado caminho. A eleição de um negro para Presidente dos Estados Unidos provou que o sonho se realizara na sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o primeiro. Quem ler a História com um mínimo de sentido profético encontrará exemplos vários de ideais impossíveis que, uma vez sonhados, fizeram o seu caminho, impulsionados pelo esforço dos homens. Pensemos na abolição da escravatura ou na queda do regime feudal; pensemos na abolição da tortura ou na queda dos regimes comunistas. Tudo coisas aparentemente impossíveis, mas perante cujo  as quais  ganha razão a frase absurda de Cristo reportada pelo evangelho de S. Mateus: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte ‘muda-te daqui para acolá’ e ele há-de mudar-se”. (Mt., 17, 20)&lt;br /&gt;No processo de evolução do Mundo encontra-se, plantado por Deus, o gene da justiça. Mas foi ao esforço do homem que Deus confiou a construção do Mundo. Como diz o Salmista: “O Céu é do Senhor; a Terra entregou-a aos homens” (Ps. 113, 16). Olhando o mundo em que vivemos, não será difícil identificar estruturas de injustiça, algumas de magnitude tal que nos parecerão montanhas impossíveis de remover. Cruzar os braços? Não. O mesmo Cristo nos ensinou que “tudo é possível a quem tem fé” (Mc., 9, 22). O nosso dever é trabalhar empenhadamente para que a justiça triunfe. Não está dito que nos seja dado ver o fruto do nosso esforço: Luther King não viu. Eventualmente acumularemos fracasso sobre fracasso. Mas que nunca nos deixemos vencer pelo desânimo.&lt;br /&gt;O P. Teilhard de Chardin preconizava como atitude a assumir a “indiferença apaixonada”. Trabalhar apaixonadamente como se tudo dependesse de nós; conservar-nos indiferentes quanto ao resultado, como se tudo dependesse de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;©J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3434428382901778045?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3434428382901778045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3434428382901778045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/indiferenca-apaixonada.html' title='A  INDIFERENÇA  APAIXONADA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4796592685654371220</id><published>2009-01-15T09:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T09:11:00.029-08:00</updated><title type='text'>EU  SEI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Sei&lt;br /&gt;Que, se os homens morrem de fome, aos milhares, enquanto outros morrem de indigestão, é porque não soubemos partilhar o trigo e amassar o pão para os nossos irmãos.&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que, se tantos e tantos jovens explodem na violência, querendo tomar à força aquilo de que estão privados, é porque nasceram por engano, do acaso de um abraço, ou então são amados como bonecas por pais imaturos, que colocam à sua frente o automóvel e o cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que, se há homens que nada vêem nas páginas dos livros para além de sinais negros e mudos, é porque alguns guardam a sabedoria para eles, como um dom pessoal, exclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que, se a Terra é propriedade e proveito para alguns, ainda que não seja senão campo de trabalho e de sofrimento para a maior parte, é porque os homens se esqueceram de que a Terra é para todos, e não apenas para os mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que, se alguns homens, é verdade, são mais ricos de inteligência, de saúde, de coragem, do que os outros, as suas riquezas são uma dívida para com os desprovidos, mas sei também que, demasiadas vezes, esta dívida aumenta, em vez de diminuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que, se milhões de homens vivem sem poderem, livres e responsáveis, tomar o seu lugar na construção do Mundo, é porque alguns se julgam nascidos para senhores a quem fazem falta escravos, para poderem continuar a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que, se milhares de prisioneiros agonizam em campos de concentração, ou gritam, submetidos à tortura, é porque alguns homens se julgam senhores absolutos da verdade, e matam, lentamente, os corpos, para que morra o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas sei também e admiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que alguns homens, por toda a parte, se levantam corajosos e, de pé, se lançam, seu corpo sangrando, nas lutas pela justiça e pela paz; mas também sei que, de um corpo que combate sem um coração que palpite, não pode nascer uma vitória, porque as lutas sem amor são lutas vãs: o sangue que elas fazem correr clama por outro sangue.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Michel Quoist, &lt;em&gt;Falai-me de Amor&lt;/em&gt;, ed. Paulistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4796592685654371220?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4796592685654371220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4796592685654371220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/eu-sei.html' title='EU  SEI'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-380627606493594097</id><published>2009-01-12T09:32:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T09:33:18.187-08:00</updated><title type='text'>PROGRAMA  PARA  HOJE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Mão amiga fez-me chegar pelo Natal um simpático e-mail de Boas-Festas com fotografias belíssimas e citações várias. Entre elas, uma frase de Buda que rezava assim: “Programa para hoje: expirar, inspirar, expirar”. Pareceu-me (passe a presunção) que o autor (Buda, no caso) fora um tanto perdulário nas palavras do programa, já que teria dito o mesmo se tivesse dito apenas: “respirar”.&lt;br /&gt;Sem quebra do respeito que me merecem todas as religiões, dei comigo a pensar no que teria sido feito do mundo se os homens todos, levando à letra o programa, o tivessem escrupulosamente cumprido, não apenas “hoje” mas todos os dias da sua vida...&lt;br /&gt;Não é minha intenção, ao escrever estas linhas, menosprezar os valores que o Budismo e de uma maneira geral as correntes de espiritualidade orientais trouxeram à humanidade, e que, por temperarem o frenesim de acção que marca a mentalidade ocidental, encontram hoje entre nós tão entusiástico acolhimento. Pretendo apenas contrapor-lhes o que penso ser a visão cristã da actividade humana e o programa de vida dela decorrente.&lt;br /&gt;O Patriarca dos monges do Ocidente, S. Bento, estabeleceu para os seus seguidores, como caminho para alcançar a perfeição cristã, a sucinta máxima que se reduz a duas palavras: ora et labora – reza e trabalha. E não será demais acentuar que, nas ordens religiosas, o trabalho andou sempre de par com a oração. Pensemos nos cistercienses de Alcobaça a quem se ficou a dever, nos primórdios da portugalidade, o arroteamento das ásperas terras circundantes do mosteiro, por eles transformadas em vergéis de muitas e boas culturas. Ainda hoje as ordens contemplativas, como a dos Cartuxos, incluem na sua rotina o trabalho manual, nomeadamente na agricultura. E se as necessidades do apostolado desviaram muitos para a pregação e a cura de almas, não podemos esquecer que, desde sempre, e mesmo nos nossos dias, o trabalho intelectual tem sido apanágio das Ordens Religiosas. Foi no seu seio que se construíram alguns dos mais imponentes monumentos de saber que honram a humanidade: penso, por exemplo, em S. Tomás de Aquino e na sua Suma Teológica.&lt;br /&gt;O cristianismo sempre honrou o trabalho e nunca menosprezou as realidades terrestres. S. Paulo confessa com mal disfarçado orgulho que “trabalhava com as suas próprias mãos”  (Cf. 1Cor., 4, 12), e taxativamente diz que quem não trabalha não tem direito a comer (Cf. 2Tess., 3, 10).&lt;br /&gt;O valor do trabalho não radica apenas no facto de ele ser factor imprescindível para responder às necessidades de sustento do homem. Vem de mais longe e de mais fundo. Segundo o Génesis, logo após tê-lo criado, Deus impôs ao homem a obrigação de perpetuar a espécie e de dominar a Terra: “Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a Terra” (Gen., 1, 28). É para este domínio da Terra que eminentemente se orienta o trabalho do homem. Porque Deus não quis ser o único artífice da criação. Reservado a Si estava o impulso inicial de fazer do nada emergir o ser. Os desenvolvimentos posteriores entregou-os às causas segundas, entre as quais o homem. Não é doutrina minha: foi S. Tomás de Aquino que o escreveu – Deus age através das causas segundas.&lt;br /&gt;O mundo que vemos é um mundo inacabado. Em construção encontra-se a nova Terra de que falam S. Pedro e o Apocalipse. E a nova Terra será obra de Deus realizada através da acção do homem. É este o grande valor do trabalho humano, é isto que faz a sua   grandeza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-380627606493594097?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/380627606493594097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/380627606493594097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/programa-para-hoje.html' title='PROGRAMA  PARA  HOJE'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8010145233458456359</id><published>2009-01-12T04:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T04:11:25.772-08:00</updated><title type='text'>EVANGELHO  E VIDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DOS JORNAIS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Empresas do PSI-20 pagaram 31 vezes mais aos executivos do que aos seus trabalhadores. (...) Temos um caso em que a empresa pagou 58 vezes mais, e outro 124 vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DO EVANGELHO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Mas ai de vós os ricos,&lt;br /&gt;porque recebestes a vossa consolação.” (Lc.,6, 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA PERGUNTA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os pedidos de contenção salarial que regularmente são feitos pelo Governador do Banco de Portugal também se aplicam aos executivos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8010145233458456359?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8010145233458456359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8010145233458456359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/evangelho-e-vida.html' title='EVANGELHO  E VIDA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-335088527547851396</id><published>2009-01-08T08:46:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T08:47:21.201-08:00</updated><title type='text'>JESUS  MENINO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Os grandes olhos fechados sob o arco das pálpebras&lt;br /&gt;Já deixavam de ver o seu imenso reino&lt;br /&gt;Ao passo que os pastores chegados das veredas&lt;br /&gt;O viam a dormir sobre a palha e no colmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma trança imensa tombavam os cabelos&lt;br /&gt;E faziam na nuca a sombra cava e loira.&lt;br /&gt;Os reis do Oriente chegados de embaixada&lt;br /&gt;Olhavam-no a dormir como ao senhor do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a curva do braço detinha a testa loira.&lt;br /&gt;Os membros distendidos alinhavam-se puros.&lt;br /&gt;Tudo então era novo; o salvador do mundo&lt;br /&gt;Era ainda a criança a brincar na soleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na curva do braço rodava a loira testa,&lt;br /&gt;Que depois repousou num pobre túmulo.&lt;br /&gt;Tudo pesava nessa noite profunda&lt;br /&gt;A mesma que caiu sobre um supremo luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nele repousava enquanto os doces lábios&lt;br /&gt;Se riam e abriam como flores abertas.&lt;br /&gt;O sangue nado-novo desses lábios rosados&lt;br /&gt;Corria no canal das novíssimas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sangue que mais tarde no Calvário&lt;br /&gt;Havia de cair como um ardente e trágico orvalho&lt;br /&gt;Não era nesta hora de tranquila miséria&lt;br /&gt;Mai do que um fio sob os lábios vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Ch. Péguy&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-335088527547851396?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/335088527547851396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/335088527547851396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/jesus-menino.html' title='JESUS  MENINO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2492400834180149287</id><published>2009-01-04T11:48:00.001-08:00</published><updated>2009-01-04T11:48:59.785-08:00</updated><title type='text'>CREIO  EM  UM  SÓ  DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Há pouco mais de um ano (se a memória me não falha) o Patriarca de Lisboa identificava o ateísmo como o mal maior da nossas sociedades.&lt;br /&gt;Que o ateísmo existe, é um facto evidente, embora muitas vezes se confunda ateísmo com agnosticismo. Mas são diferentes: o ateu sabe que Deus não existe; o agnóstico não sabe se Deus existe.&lt;br /&gt;É uma distinção que tem pouca relevância prática, pois, ao nível dos comportamentos, na lógica das suas convicções, agnóstico e ateu agem como se Deus não existisse.&lt;br /&gt;Pensando bem, ao nível da orientação de vida, não existem ateus nem agnósticos. Com efeito, a vida de cada um processa-se na lógica daquilo que cada um erigiu em absoluto para si. O absoluto de cada um é o seu deus. Paradoxalmente, diria que ninguém pode viver sem um Deus para que se oriente, sem algo que seja a referência do seu agir. E quando nega ou recusa reconhecer o verdadeiro Deus, constrói ele próprio o deus ou os deuses que orientam a sua vida.&lt;br /&gt;Isto encontra-se claramente no mito bíblico da queda primitiva. Simbolicamente, a desobediência consumou-se na transgressão do preceito divino que proibia comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal – cuja contrapartida seria, nas palavras da serpente o “sereis como deuses” (Gen., 3, 5). Na queda original há uma primeira negação de Deus (o verdadeiro) e a construção de um ídolo, o novo deus – o próprio indivíduo – que se arroga o poder de definir o que é bem e o que é mal.&lt;br /&gt;Esta usurpação do absoluto pelo indivíduo é a forma de ateísmo mais comum nos nossos dias, como o tem sido ao longo dos séculos. Atinge não apenas os que se dizem agnósticos ou ateus, mas também muitos daqueles que regularmente afirmam, mentindo, “creio em um só Deus”. Porque todo o pecado redunda em idolatria e a vida em pecado consiste em ter como orientação fundamental do agir o próprio eu.&lt;br /&gt;Na crise que estamos a viver, muitos identificaram já como causa a ganância de gestores e administrações que no engodo do lucro fácil e pingue, arrastaram o sistema financeiro mundial para o buraco em que se encontra, cujas dimensões ainda se não conhecem e cujas consequências se adivinham catastróficas.  Deles se poderia dizer, em tradução brutal, o que disse S. Paulo: “Têm como deus a própria barriga” (Filip., 3, 19). À força de pensarem no enriquecimento próprio, lançaram o mundo no sarilho que se sabe.&lt;br /&gt;Eram ateus? De doutrina, não sei. Na prática agiram como tal. E agir contra Deus é agir contra a natureza das coisas. E a natureza não perdoa nunca. A curto, médio ou longo prazo, a sua vingança aparece. Pena é que, no caso vertente, para além dos culpados, atinja também tantos inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2492400834180149287?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2492400834180149287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2492400834180149287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2009/01/creio-em-um-s-deus.html' title='CREIO  EM  UM  SÓ  DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3859557956995419871</id><published>2008-12-22T07:14:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T07:15:20.000-08:00</updated><title type='text'>BOAS  FESTAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não existisse a fome nem a guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas houvesse paz em toda a Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiranos não mandassem neste mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor somente houvesse e nenhum mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo eu vos diria: BOM NATAL! &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quadra de Fernando Melro &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3859557956995419871?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3859557956995419871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3859557956995419871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/boas-festas.html' title='BOAS  FESTAS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7247545666715524590</id><published>2008-12-19T04:27:00.001-08:00</published><updated>2008-12-19T04:27:48.468-08:00</updated><title type='text'>O R A Ç Ã O</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt; E agora chamamos por ti, Senhor,&lt;br /&gt;porque és o Salvador dos homens&lt;br /&gt;e Homem Todo Poderoso,&lt;br /&gt;porque habitas na Tua Misericórdia,&lt;br /&gt;na justiça e no perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Move os nossos corações para desejos santos,&lt;br /&gt; põe nas nossas bocas orações de Paz&lt;br /&gt;e faz com que a nossa vida Te seja agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não Te pedimos, Senhor,&lt;br /&gt;que renoves o Teu nascimento no mundo,&lt;br /&gt;mas antes que nos conduzas à Tua divindade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E permite, Senhor,&lt;br /&gt;que o que a Tua graça realizou outrora&lt;br /&gt;no corpo de Maria,&lt;br /&gt;o faça em espírito na Tua Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a Sua Fé Te conceba,&lt;br /&gt;Que a Sua inteligência Te renove,&lt;br /&gt;Que a sua alma Te conserve eternamente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Oração do Missal Moçárabe&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7247545666715524590?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7247545666715524590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7247545666715524590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/o-r-o.html' title='O R A Ç Ã O'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2464987931550787584</id><published>2008-12-17T08:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T08:08:18.067-08:00</updated><title type='text'>O  QUE  RESTA  DO  NATAL?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Lembro-me do Natal da minha infância, em que a figura central era o Menino Jesus. Construía-se o presépio na igrejinha da aldeia, e a garotada toda corria os campos em alvoroço a arrancar musgo das pedras e carrear cestas  cheias dele para cobrir o chão do presépio onde assentava a cabaninha com a manjedoura em que se deitava o menino recém-nascido, abrindo já os braços e sorrindo. S. José e Nossa Senhora ladeavam-no embevecidos, e não faltavam, entre muitas outras, ingénuas s toscas, as figurinhas da vaca e do burro a  aquecer com o seu bafo quente as tenras carnes do Menino envoltas em panos.&lt;br /&gt;No fim da Missa, dava-se o Menino a beijar e cantava-se o júbilo do Natal:&lt;br /&gt;Alegrem-se os Céus e a Terra,&lt;br /&gt;Cantemos com alegria;&lt;br /&gt;Já nasceu o Deus Menino&lt;br /&gt;Filho da Virgem Maria.&lt;br /&gt;Também havia as prendas: mas era o Menino Jesus quem as dava. Descia furtivamente pela chaminé e depositava-as nos sapatos que a pequenada deixara junto da lareira. Os meus tiveram muito cedo o cuidado de explicar que as prendas eram eles que as compravam. Mas era o Menino Jesus que as dava, pois era d’Ele que lhes vinham saúde e forças para trabalhar e nos darem sustento e prendas.&lt;br /&gt;Tudo muito simples, muito ingénuo, muito pobre, muito autêntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades desse Natal quando por esta quadra olho o que se passa à minha volta. O que resta do Natal?&lt;br /&gt;Do Menino Jesus não se fala, ainda que uma ou outra rotunda (estão de moda as rotundas) ostente  as figuras do presépio. Substituíram-no por um velho de barbas a que chamam Pai Natal, mas que, tirando o nome, nada tem a ver com o dito, vindo não sei bem de onde, mas não com certeza da nossa tradição cultural. Depois, “plantam” nas ruas e nas casas uma árvore de Natal, bem enfeitada e cheia de luzes que também não sei de onde nasceu – mas que não tem raízes na nossa tradição.&lt;br /&gt;Para além disso, há as compras e as prendas: o centro comercial é agora o templo da nova religião consumista, e, em vez do presépio, veneramos  as montras vistosas a apelar ao consumo.&lt;br /&gt;Devorados pelo afã das compras, embriagados pelo piscar das luzes e a estridência das músicas, será que ainda resta no nosso coração lugar para acolher o Filho de Deus que veio até nós na humildade e no despojamento para nos trazer a salvação do nosso Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2464987931550787584?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2464987931550787584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2464987931550787584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/o-que-resta-do-natal.html' title='O  QUE  RESTA  DO  NATAL?'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4137272686275808985</id><published>2008-12-16T09:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T09:35:38.962-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;DIA  DE  NATAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.........................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Na branda macieza&lt;br /&gt;da matutina luz&lt;br /&gt;aguarda-o a surpresa&lt;br /&gt;do Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus,&lt;br /&gt;o doce Jesus,&lt;br /&gt;o mesmo que nasceu na manjedoura,&lt;br /&gt;veio pôr no sapatinho&lt;br /&gt;do Pedrinho&lt;br /&gt;uma metralhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alegria&lt;br /&gt;reinou naquela casa em todo o santo dia!&lt;br /&gt;O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,&lt;br /&gt;fuzilava tudo com devastadoras rajadas&lt;br /&gt;e obrigava as criadas&lt;br /&gt;a caírem no chão como se fossem mortas:&lt;br /&gt;tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.&lt;br /&gt;Já está!&lt;br /&gt;E fazia-as erguer para de novo matá-las.&lt;br /&gt;E até mesmo a mamã e o sisudo papá&lt;br /&gt;fingiam&lt;br /&gt;que caiam&lt;br /&gt;crivados de balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia da Confraternização Universal,&lt;br /&gt;dia de Amor, de Paz, de Felicidade,&lt;br /&gt;de Sonhos e Venturas.&lt;br /&gt;É dia de Natal.&lt;br /&gt;Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.&lt;br /&gt;Glória a Deus nas Alturas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;António Gedeão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4137272686275808985?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4137272686275808985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4137272686275808985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/dia-de-natal.html' title=''/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4184173476672685155</id><published>2008-12-15T10:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T10:50:13.489-08:00</updated><title type='text'>A  ALMA   DA  EUROPA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Lembro-me de ter lido há anos esta frase de Eduardo Lourenço: “A Europa será cristã ou não será”. Não é o único a pensar assim. Colho da crónica de Frei Bento Domingues (Público, 7 de Dezembro) afirmações de Goethe (“a língua materna da Europa é o cristianismo”) e de Kant (“a fonte da qual brota a nossa civilização é o Evangelho”) que vão no mesmo sentido. E, mais explícito ainda, T. S. Eliot: “um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã de que é herdeiro. Sem cristianismo, não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto”.&lt;br /&gt;Apesar de sustentada por tão ilustres nomes, a tese segundo a qual é no cristianismo que se deve procurar o âmago da alma da Europa não é hoje pacífica. Muitos a procuram alhures e para tantos a raiz do que se pode chamar o espírito europeu deve ser buscado antes nos ideais da Revolução Francesa. De facto, esses ideais, condensados na trilogia Liberdade, Igualdade, Fraternidade colhem a sua concretização menos imperfeita, antes de mais na forma de governo democrático vigente em praticamente todos os países do Velho Continente (a Bielorússia seria a excepção), e o tão proclamado modelo social europeu que a Europa apresenta como traço distintivo da sua cultura política.&lt;br /&gt;Acontece que a tão apreciada tríade (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) da Revolução Francesa deriva directamente da mensagem cristã, como claramente se demonstra alinhando alguns textos do Novo Testamento. E nem é preciso invocar-lhes o espírito: a própria letra é de si suficientemente explícita.&lt;br /&gt;Poucas dúvidas haverá quanto à fraternidade. No cerne da mensagem cristã está a Boa Nova de que Deus é Pai de todos os homens e que a todos trata como filhos. A conclusão lógica é a fraternidade universal: “Um só é o vosso Mestre e vós todos sois irmãos”. (Mt., 23, 8), A que podemos juntar a síntese Paulina (Ef., 4, 5): “Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos”.&lt;br /&gt;É de resto nesta fraternidade real que radica o Amor que Cristo quis que fosse o traço distintivo da condição de cristão: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo., 13, 35).&lt;br /&gt;Desta fraternidade com raiz no próprio Deus, fácil seria deduzira igualdade. Mas não é preciso – ela é formulada de forma explícita em numerosos textos. Em primeiro lugar, a igualdade entre todos os homens sem distinção de raça, de sexo, ou condição social: “Não há judeu nem grego, não há servo nem homem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal., 3, 28). Desta igualdade radical resulta que nenhum se deve considerar superior aos outros. O Evangelho dá conta das querelas que grassavam entre os discípulos para saber quem era o maior. Perguntam a Jesus quem é o maior no Reino dos Céus. Jesus chama uma criança e diz que quem se fizer pequeno como ela será o maior no Reino dos Céus. Nem o exercício do poder quebra a igualdade radical que nasce da fraternidade. Com efeito, “os príncipes deste mundo dominam as pessoas e os grandes exercem poder sobre elas; não será assim entre vós, mas entre vós o que quiser ser o maior faça-se vosso criado, e o que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo” (Mt., 20, 26-27; cf. Luc., 22, 24, segs.).&lt;br /&gt;Resta-nos a liberdade e talvez se julgue que esta foi ignorada ou minimizada. Nada mais contrário à mensagem do Novo Testamento que inequivocamente se apresenta como Boa Nova da libertação. Abstemo-nos de teologizar a liberdade dos filhos de Deus, e começamos por citar a proclamação lapidar de S. Paulo: “Onde está o Espírito do Senhor aí está a liberdade” (2Cor., 3, 17). Eu sei que muitos pressupõem a presença do Espírito e daí concluem, na circunstância, a presença da liberdade. Pensemos um pouco. Não é o Espírito de Deus (invisível e inobservável) que pode servir de critério donde se conclua a existência da liberdade. É esta – visível e observável – que deve servir de critério a avalizar a presença do Espírito de Deus. Não tenhamos ilusões: mesmo nas coisas mais sagradas, se não houver liberdade, não está o Espírit o do Senhor. Porque, como diz S. Paulo, “Foi para a liberdade que vós fostes chamados” (Gal., 5, 13).&lt;br /&gt;Isto dito, só temos que lamentar que, ao longo dos séculos, os cristãos não tenham levado à prática a doutrina de que eram portadores. E que, por isso mesmo, a Revolução Francesa, que se reclamava de ideais eminentemente evangélicos, se tenha feito também contra a instituição Igreja. Mas quando falarmos dos ideais da Revolução Francesa, temos que nos lembrar que foi da fecunda raiz cristã que eles brotaram. Para sermos honestos, é nela que devemos procurar a alma da Europa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4184173476672685155?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4184173476672685155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4184173476672685155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/alma-da-europa.html' title='A  ALMA   DA  EUROPA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3653908702370636240</id><published>2008-12-07T07:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T07:53:39.059-08:00</updated><title type='text'>A  FESTA  DA IMACULADA  CONCEIÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;Tu, Virgem pura, santa, Ave Maria,&lt;br /&gt;Cheia de Graça, Esposa, Filha e Madre,&lt;br /&gt;Mais formosa que o sol ao meio dia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vás buscando ao Esposo, Filho e Padre,&lt;br /&gt;Qual  cordeira  perdida da manada,&lt;br /&gt;Sem guarda de pastor, nem cão que ladre;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, Rainha dos Anjos mui amada,&lt;br /&gt;E preciosa pedra adamantina,&lt;br /&gt;De perfeições e graças esmaltada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, estrela do mar; vai, luz divina,&lt;br /&gt;Escolhida do Céu; vai, cordeirinha,&lt;br /&gt;Branca açucena e rosa matutina;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, caminho da glória, vai, pombinha&lt;br /&gt;Branca sem fel; bendita entre as mulheres;&lt;br /&gt;Vai, mãe da Lei da Graça, vai asinha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Ao monte Calvário, se ver queres&lt;br /&gt;Ao teu precioso Filho antes de morto.&lt;br /&gt;Desconsolada vai; vai, não esperes&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Camões&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;                                                       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3653908702370636240?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3653908702370636240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3653908702370636240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/festa-da-imaculada-conceio.html' title='A  FESTA  DA IMACULADA  CONCEIÇÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-936619093658612987</id><published>2008-12-02T07:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T07:18:10.266-08:00</updated><title type='text'>O   PROGRAMA DE UM SANTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;“Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida. Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força  senão a mim mesmo. Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade ,não só no outro mundo mas também&lt;br /&gt;já  neste. Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos. Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito. Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e  se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba. Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção e não o direi a ninguém. Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão. Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente – embora as circunstâncias mostrem o contrário – que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo. Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na Bondade.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;JOÃO  XXIII&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-936619093658612987?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/936619093658612987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/936619093658612987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/o-programa-de-um-santo.html' title='O   PROGRAMA DE UM SANTO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-5356732350503298759</id><published>2008-12-01T08:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T08:35:20.046-08:00</updated><title type='text'>San Zacaria</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/STQSOSdfrGI/AAAAAAAAE3s/fub-8imqxaI/s1600-h/SanZaccaria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274861100240710754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/STQSOSdfrGI/AAAAAAAAE3s/fub-8imqxaI/s400/SanZaccaria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-5356732350503298759?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5356732350503298759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/5356732350503298759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/san-zacaria.html' title='San Zacaria'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/STQSOSdfrGI/AAAAAAAAE3s/fub-8imqxaI/s72-c/SanZaccaria.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7522150968040219823</id><published>2008-12-01T08:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T08:18:31.263-08:00</updated><title type='text'>O  MEU  ADVENTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Todos os anos o ciclo da Liturgia nos traz a festa do Natal em que se comemora o nascimento de Jesus. E, a precedê-lo, quatro semanas que se querem de penitência (i. é de transformação interior) em que é suposto os cristãos prepararem-se para a vinda do Senhor.&lt;br /&gt;O Advento é um tempo de espera e um tempo de esperança. Na representação que o ano litúrgico faz da História da Salvação, o Advento figura o tempo que precedeu a vinda do Salvador: a espera do Mundo e a esperança de Israel, pois só o povo eleito estava consciente da promessa de Deus.  O Messias veio, realizou a obra que o Pai lhe cometera de salvar os homens e regressou ao seio do Pai, enquanto na Terra a Igreja, novo Povo de Deus,  perpetua a Sua missão salvadora e o grande Mundo segue o rumo da História. Mas também este é um tempo de espera e de esperança – porque o Senhor há-de voltar outra vez. Por isso, bem podemos dizer que a história dos homens se desdobra em dois tempos de Advento: o primeiro a culminar na incarnação do Verbo; o segundo a decorrer diante de nós, em que tudo se prepara para a segundo vinda do Senhor a colher os frutos da Redenção em marcha naquilo a que me atrevo a chamar a maturação da História.&lt;br /&gt;Os primeiros cristãos, perseguidos e humilhados, ansiavam pela segunda vinda do Senhor, que seria, afinal, o tempo do seu triunfo. E pensavam que estaria para breve o tempo dessa vinda que não se cansavam de implorar. É comovente, nesse aspecto, o Epílogo do Apocalipse de S. João que termina justamente com o grito ansioso: “Vem, Senhor Jesus!”, grito que se segue à promessa  que o precede: “Sim, virei brevemente”. E essa promessa aparece como resposta aos apelos feitos atrás: “O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Diga também o que escuta: Vem!” (Cf. Apoc., 22, 17-20).&lt;br /&gt;Já lá vão dois mil anos, e o Senhor não voltou. E aqui será de lembrar a observação do Salmista: “Mil anos aos olhos de Deus são como o dia de ontem que passou” (Ps. 89, 4). O “brevemente” de Deus não é igual ao “brevemente” dos homens.&lt;br /&gt;Não podemos esquecer que a obra da Redenção operada por Cristo implica uma continuação a realizar pelos seus discípulos a quem Ele próprio enviou para anunciarem a Boa Nova por toda a Terra. E que nessa Boa Nova se inclui a esperança dos “novos céus e da nova terra” (Cf. 2Pet., 3, 12). É a dimensão cósmica da Redenção que, extravasando dos homens, se alarga à criação inteira. São claríssimas, nesse sentido, as palavras de S. Paulo: “Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de revelar em nós. Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus. De facto, a criação foi sujeita à destruição (...) na esperança de que também ela será libertada da escravidão da corrupção para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores do parto até ao presente.” (Rom., 8, 18-22)&lt;br /&gt;Isto significa que toda a criação comunga da espera pela segunda vinda do Senhor. É este também o meu Advento. Mais do que comemorar a espera duma vinda que já aconteceu, comungo, nas dores do Mundo (tantas e tão patentes aos nossos olhos) a espera pela segunda vinda do Senhor.&lt;br /&gt; Uma espera que será longa – como já avisara S. Pedro aos cristãos do seu tempo (Cf. 2Pet., 3, 8-10). Mas que todos somos convidados a viver na esperança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7522150968040219823?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7522150968040219823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7522150968040219823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/12/o-meu-advento.html' title='O  MEU  ADVENTO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1070399692910595682</id><published>2008-11-27T09:11:00.001-08:00</published><updated>2008-11-27T09:15:07.627-08:00</updated><title type='text'>O Cristo amarelo de Gauguin</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SS7UyHYj8FI/AAAAAAAADlk/yudISCyDmvc/s1600-h/gaugin3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273386171138043986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SS7UyHYj8FI/AAAAAAAADlk/yudISCyDmvc/s400/gaugin3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1070399692910595682?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1070399692910595682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1070399692910595682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/o-cristo-amarelo-de-gaugin.html' title='O Cristo amarelo de Gauguin'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SS7UyHYj8FI/AAAAAAAADlk/yudISCyDmvc/s72-c/gaugin3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-9071245228963508671</id><published>2008-11-25T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T12:08:31.500-08:00</updated><title type='text'>O  VISITADOR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Tenho um amigo que é visitador. Visita, voluntariamente, presos nas cadeias. Admiro-o muito por isso, além de ser difícil resistir à sua inteligência, simpatia pessoal e permanente disposição de ajudar o próximo, sempre mais quanto mais este necessita.&lt;br /&gt; O cárcere, tal como a privação de liberdade, é tão antigo como a vida do Homem. O que nos diz, entre outras coisas, que a liberdade é um bem muito grande e que o maior castigo, além de tirar a vida a um ser, é privá-lo da liberdade. Penso que para aqueles de nós que crescemos num ambiente cristão, senão mesmo no culto dos seus valores, o conceito de liberdade está unido ao da justiça, ao do perdão, ao da penitência e ao da reconciliação. Como a justiça é inseparável dos direitos que assistem a cada pessoa, há que impedir que esses direitos se percam ou que o seu livre exercício fique muito limitado.&lt;br /&gt; Uma pessoa pode estar presa, privada da sua liberdade, dos afectos que lhe são caros mas nem por isso  pode deixar de, no seu íntimo, se sentir livre como espírito, vontade e coragem, capaz de se libertar a si própria do ódio, dos desejos de vingança, apesar de confinada a um espaço limitado.&lt;br /&gt; Ao lado da justiça está o perdão. Com frequência este é considerado como uma debilidade, uma fraqueza, uma cobardia. Penso o contrário. O perdão oferece-se e aceita-se como um gesto de superação pessoal, de valentia, de reconhecimento da necessidade de ser perdoado.&lt;br /&gt; Cometeu-se o mal, há que pagar por ele. Esse é o conceito de penitência. Por fim a reconciliação é aproximar-nos do que nos havíamos afastado. Por estas e por outras é que admiro a força, a paciência, o sacrifício desse meu amigo visitador, com o seu trabalho voluntário tão eficaz, anónimo e solidário.&lt;br /&gt; Nunca lhe perguntei se era religioso, se faz o que faz por fé ou apenas por dever próprio da sua consciência. Sei que é um homem feliz e de muito bem com os outros e consigo próprio. O que tem muito a ver com a liberdade de que falávamos no princípio desta nossa conversa.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Joaquim&lt;/em&gt; Letria, in  &lt;strong&gt;&lt;em&gt;MAIS ALENTEJO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, Novembro de 2008, pag. 1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-9071245228963508671?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9071245228963508671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9071245228963508671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/o-visitador.html' title='O  VISITADOR'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3618782174738779353</id><published>2008-11-18T10:44:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T10:48:23.282-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nnHksDFHTQI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nnHksDFHTQI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3618782174738779353?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3618782174738779353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3618782174738779353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title=''/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8888917792445970733</id><published>2008-11-13T10:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:08:58.820-08:00</updated><title type='text'>QUANDO A VELHICE BATE Á PORTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(oração)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;“Meu Deus, quando despendia o meu esforço, deleitava-me sentindo que, ao desenvolver-me, aumentava a posse que tínheis de mim; deleitava-me também, sob o impulso interior da vida ou no jogo favorável do que ia acontecendo, em me abandonar à Vossa Providência. Fazei que, depois de ter descoberto a alegria de todo o crescimento para Vos fazer ou deixar crescer em mim, eu chegue, sem me perturbar, a esta última fase da comunhão, no decorrer da qual Vos possuirei perdendo-me em Vós.&lt;br /&gt;Depois de Vos ter conhecido como aquele que me faz ‘mais eu mesmo’, fazei, quando chegar a minha hora, que eu Vos reconheça em cada potência, estranha ou inimiga, que pareça querer destruir-me ou suplantar-me. Quando sobre o meu corpo (e mais ainda sobre o meu espírito) começarem a vincar-se as marcas do desgaste da idade; quando cair sobre mim vindo de fora, ou nascer em mim vindo de dentro o mal que nos diminui ou nos vence; no minuto doloroso em que, de repente, tomar consciência de que estou doente e a fazer-me velho; sobretudo naquele último momento em que sentir que escapo a mim próprio, absolutamente passivo nas mãos das grandes forças desconhecidas que me formaram; em todas essas horas sombrias, concedei-me, ó meu Deus, que compreenda que sois Vós que dilacerais dolorosamente as fibras do meu ser para penetrar até ao mais íntimo da minha substância, para me levardes para Vós.&lt;br /&gt;Sim, quanto mais, no fundo da minha carne, o mal está incrustado e não é passível de cura, tanto mais podeis ser Vós a quem eu abrigo como um princípio amante e activo de purificação e desprendimento. Quanto mais o futuro se abrir diante de mim como um abismo vertiginoso ou uma passagem obscura, se eu me aventurar nele confiado na Vossa palavra, tanto mais posso confiar que me precipito e perco em Vós – assimilado, Jesus, pelo vosso corpo.&lt;br /&gt;Ó Energia do meu Senhor, força irresistível e viva, porque, de nós dois, sois Vós infinitamente o mais forte, é a Vós que compete a tarefa de me queimar na união que juntos nos deve fundir. Concedei-me, pois, algo de mais precioso do que a graça que Vos pedem todos os Vossos fiéis. Não me basta morrer comungando. Ensinai-me a comungar morrendo.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Teilhard de Chardin&lt;/strong&gt;, Le Milieu divin, Seuil, Paris, 1957, pp.94-96.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Trad. De J. &lt;strong&gt;Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8888917792445970733?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8888917792445970733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8888917792445970733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/quando-velhice-bate-porta.html' title='QUANDO A VELHICE BATE Á PORTA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7751568144779931288</id><published>2008-11-10T14:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T14:27:18.522-08:00</updated><title type='text'>ESPÍRITO DE MUDANÇA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;Vem, Espírito de liberdade,&lt;br /&gt;forçar as portas&lt;br /&gt;das nossas certezas&lt;br /&gt;cuidadosamente aferrolhadas,&lt;br /&gt; a fim de que as nossas verdades&lt;br /&gt;se iluminem de outras luzes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, Espírito das diferenças,&lt;br /&gt;deslocar as nossas divisões&lt;br /&gt;zelosamente guardadas,&lt;br /&gt;para que os projectos se unam&lt;br /&gt;em procuras comuns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, Espírito de novidade,&lt;br /&gt;soprar alegremente&lt;br /&gt;o ar fresco do Evangelho&lt;br /&gt;sobre os múltiplos lugares&lt;br /&gt;das nossas igrejas&lt;br /&gt;cronicamente empoeiradas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, Espírito de Deus,&lt;br /&gt;insuflar às nossas forças&lt;br /&gt;o vigor das mudanças&lt;br /&gt;do Reino a construir!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bíblia 2000, vol. 17, pag. 10&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7751568144779931288?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7751568144779931288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7751568144779931288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/esprito-de-mudana.html' title='ESPÍRITO DE MUDANÇA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-1898645067346128060</id><published>2008-11-07T08:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T08:24:30.373-08:00</updated><title type='text'>O  ESTAR  CRISTÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Séculos de pregação errada (veja-se em Júlio Dinis, na “Morgadinha dos Canaviais” a pregação do missionário) deram do cristianismo uma ideia negativa e da vivência cristã uma imagem sombria. A vida cristã desenrolava-se sob o signo do medo do inferno, e essa atitude de medo é tudo quanto há de menos conforme à mensagem de Jesus.&lt;br /&gt;O cristão sabe que é filho de Deus, que Deus o ama e que faz parte do Corpo místico de Cristo. É destas premissas que deve deduzir a sua atitude perante a vida, são elas que ditam o modo de estar cristão. Tentemos esboçar, sem a pretensão de sermos exaustivos, algumas dessas atitudes.&lt;br /&gt;O amor dos outros. A atitude primeira e fundamental que decorre de ser cristão é o amor, a virtude da caridade magistralmente descrita por S. Paulo no Hino à Caridade (Cf. 1Cor., 13, 1-13) e cuja característica principal é “não procurar o seu próprio interesse” (Cf. 1Cor., 13, 5). A caridade deve ser a atitude subjacente a toda a relação do cristão com o outro: com Deus e com os demais. A caridade é um dom de Deus, como claramente indica S. Paulo: “O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom., 5, 5). Este amor de Deus é a fonte do amor ao próximo, que é por sua vez prova daquele: “Aquele que não ama o seu irmão... não pode amar a Deus” (1Jo., 4, 20). E quem não ama a Deus é maldito: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema” (1Cor., 16, 22). Cristão sem caridade não é cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esperança no plano individual&lt;/span&gt;. Da mensagem de Jesus consta a promessa da vida eterna: “Já somos   de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser... Quando se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (1Jo., 3, 2). A vida eterna é um bem de que possuímos no presente apenas a semente e a promessa pela nossa incorporação em Cristo. A vida cristã é feita desta tensão para uma felicidade futura que nunca conseguiremos por mérito nosso, mas que é a dádiva que Deus nosso Pai prometeu fazer-nos. Viver essa promessa é viverem esperança: “Conservemos firmemente a profissão da nossa esperança, pois aquele que fez a promessa é fiel” (Hebr., 10, 23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esperança no plano colectivo&lt;/span&gt;. A redenção de Cristo tem uma dimensão cósmica. Cristo é o Senhor dos crentes, mas é também o Senhor da História, o Senhor da Criação. O cristão sabe que, através das vicissitudes do tempo presente, o que está em curso é a construção dos novos céus e da nova terra: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos uns novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça” (2Pet. 3, 13). Esse culminar da História virá, segundo o Apocalipse, como resultado da dialéctica entre as forças do bem e as forças do mal (Cf., Apoc., caps. 17-21), e o seu termo final será o domínio de Cristo sobre todas as coisas: “Quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, a fim de que Deus seja tudo em todas as coisas” (1Cor., 15, 28). O Povo de Deus vive à espera desse momento, quando for o regresso do seu Senhor, a segunda vinda de Jesus. E sabe, pela Esperança, que, quaisquer que sejam as vicissitudes presentes, esse será o termo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Confiança e optimismo&lt;/span&gt;. A vida é muitas vezes madrasta e em muitas situações somos postoa à prova por dificuldades que se nos deparam e que tantas vezes se nos afiguram impossíveis de ultrapassar. É quando nos bate à porta o desânimo e muitas vezes a tentação de duvidar do amor de Deus por nós. A verdade é que Deus nos ama e se preocupa connosco: “Até os cabelos da vossa cabeça estão contados” /(Mat., 10, 30). A atitude de confiança radica na garantia de S. Paulo: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1Cor., 10, 13). E, se as provações nos parecerem duras, lembremo-nos de que “tudo contribui para o bem dos que amam a Deus” (Rom., 8, 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Alegria.&lt;/span&gt; Tempos houve em que se associou à tristeza a prática da vida cristã, reflexo talvez duma espiritualidade muito centrada na mortificação e numa certa diabolização das realidades terrenas. No entanto, vem-nos de Francisco de Assis o aviso: “O maior triunfo do demónio é conseguir roubar a alegria do coração dos filhos de Deus”. E de mais longe ainda, de S. Paulo, o convite, reiterado, aliás, à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo o digo: alegrai-vos” (Filip., 4, 4). Esta alegria é a expressão natural da consciência de que somos filhos de Deus, de que temos um pai que cuida de nós, e a promessa duma vida que não tem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Empenhamento activo&lt;/span&gt;. O cristão não é um mero sujeito passivo da salvação que Cristo veio trazer à Terra. Como vimos, a obra de Cristo não terminou com a Sua morte e ressurreição: subido ao Céu, confiou aos seus discípulos, a quem enviou o Espírito Santo, o encargo de continuar o Seu trabalho redentor. É essa a missão da Igreja, Povo de Deus, Corpo Místico de Cristo. Não é lícito, depois do Vaticano II, atirar para os pastores da Igreja a responsabilidade de levar a salvação ao mundo. A missão da Igreja é de todos e de cada um dos seus membros – porque todos participam do sacerdócio de Cristo para louvor do Pai, e da sua missão profética para dar testemunho da Boa Nova: “Sereis minhas testemunhas” (Act., 1, 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Homens livres&lt;/span&gt;. Os filhos de Deus só podem reconhecer como senhor o próprio Deus. Não são escravos de nada nem de ninguém: “Não recebestes um espírito que vos escravize, e volte a  encher-vos de medo” (Rom., 8, 15). Ao libertar-nos da morte, Cristo libertou-nos de todos os medos e chamou-nos para a liberdade: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gal., 5, 13). O cristão recusará todas as formas de colonização espiritual, mesmo as mais subtis. Não sacrificará ao pensamento dominante, nem aos constrangimentos do socialmente correcto. Agirá sempre como um homem livre que toma em consciência as suas decisões (que se autodetermina...) e age de acordo com a sua consciência, mesmo que para isso tenha que arriscar a vida: foi o exercício da liberdade assim entendido que fez os mártires. Porque, “onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor., 3, 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J. Tomaz Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-1898645067346128060?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1898645067346128060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/1898645067346128060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/o-estar-cristo.html' title='O  ESTAR  CRISTÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-4161358271992646329</id><published>2008-11-07T03:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T03:11:55.374-08:00</updated><title type='text'>Mosteiro de Montecassino - Itália- 2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SRQiJm35W6I/AAAAAAAADfQ/R_XMF29_VhE/s1600-h/Imagem+307.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265871412752112546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SRQiJm35W6I/AAAAAAAADfQ/R_XMF29_VhE/s400/Imagem+307.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;©Foto de &lt;strong&gt;Beatriz Gama Lobo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-4161358271992646329?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4161358271992646329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/4161358271992646329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/montecassino-itlia-2008.html' title='Mosteiro de Montecassino - Itália- 2008'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SRQiJm35W6I/AAAAAAAADfQ/R_XMF29_VhE/s72-c/Imagem+307.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2500077351152655862</id><published>2008-11-05T06:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T06:49:11.361-08:00</updated><title type='text'>A COMUNHÃO DOS SANTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Há a comunhão dos santos. Começa em Jesus. Ele está dentro dela. É a cabeça. Todas as orações, todos os sofrimentos juntos, todos os trabalhos, todos os méritos, todas as virtudes de Jesus juntas e as virtudes de todos os outros santos juntas, todas as santidades juntas trabalham e rezam para toda a gente junta, para toda a cristandade, para a salvação de todo o mundo (...). Temos que nos salvar todos juntos. Temos que chegar todos juntos junto de Deus. Temos de nos apresentar todos juntos. Não podemos ir para o pé de Deus uns sem os outros,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Charles Péguy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2500077351152655862?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2500077351152655862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2500077351152655862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/comunho-dos-santos.html' title='A COMUNHÃO DOS SANTOS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2021007776756249753</id><published>2008-11-03T12:32:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T12:33:34.820-08:00</updated><title type='text'>DEUS FALA – DEUS ESCUTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Deus  fala e a Igreja, sua serva, dá a própria voz à Palavra. Mas Deus não se limita a falar. Deus escuta também e sobretudo os justos, as viúvas, os órfãos, os perseguidos e os pobres, que não têm voz. A Igreja deve aprender a escutar do modo como Deus escuta, e oferecer a própria voz a quem não a tem&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Bispo Luís António Tagle&lt;/strong&gt;  (Filipinas), no Sínodo dos Bispos (2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2021007776756249753?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2021007776756249753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2021007776756249753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/deus-fala-deus-escuta.html' title='DEUS FALA – DEUS ESCUTA'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3619976365710958960</id><published>2008-11-02T03:54:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T03:55:27.923-08:00</updated><title type='text'>FESTA DE TODOS OS SANTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Todos os anos, no dia 1 de Novembro, a Igreja celebra a Festa de Todos os Santos. A explicação que geralmente se avança para esta celebração é a impossibilidade de dedicar um dia a cada santo: o ano tem 365 dias e o número dos santos ascende aos muitos milhares. Refiro-me, evidentemente aos santos canonizados, isto é, àqueles que a Igreja, reconhecendo a heroicidade da sua virtude em vida, propôs como modelos a imitar pelo povo cristão.&lt;br /&gt;Confesso que sempre achei redutora esta definição de “santo”: nos primórdios, S. Paulo, por exemplo designava por “santos” todos os cristãos. A minha discrepância em relação ao conceito corrente baseia-se em algo muito esquecido, mas que indiscutivelmente integra o “corpus” da doutrina cristã comummente aceite: a Comunhão dos Santos. Por ela se entende que há uma corrente de vida que circula entre todos os que, partilhando a mesma fé em Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador (segundo a fórmula dos primórdios) e incorporados em Cristo pelo Baptismo, formam o Corpo Místico de Cristo. E porque fazem um só corpo, partilham a mesma vida – a vida nova, a vida divina que os tornou filhos de Deus. É esta corrente mística que percorre o corpo todo e torna cada um dos membros participante nos méritos daqueles que sabem pôr a render os talentos com que o Senhor os amerciou, e faz com que as minhas falhas se repercutam negativamente no crescimento dos meus irmãos.&lt;br /&gt;Para mim, portanto, a festa de Todos os  Santos é a festa de todos os cristãos: os que forem e os que são. É a festa da família de Deus, a festa em que a Igreja se celebra a si própria em todas as vertentes por que pode ser olhada: triunfante, naqueles que, tendo adormecido no Senhor, gozam da felicidade da bem-aventurança eterna; militante, naqueles que continuam a sua peregrinação terrena à espera do Senhor que há-de vir  e a torná-lo cada vez mais próximo no louvor que lhe exprimem, no bem que semeiam à sua volta, no trabalho que desenvolvem para transformar o mundo e gerar dele a Cidade Nova em que Deus será tudo em todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, à festa de todos os Santos, segue-se no dia 2 de Novembro, o dia dos Fiéis Defuntos – os Finados. É a festa da saudade que, ao que parece, fez esquecer a festa da alegria que é o 1 de Novembro. De facto, com a azáfama de arranjar sepulturas, de pôr flores nas campas, parece que toda a atenção se fixa nos que nos eram queridos e já partiram de nós. Veja-se a cobertura televisiva que é dada ao evento, onde só aparecem cemitérios e flores.&lt;br /&gt;Lamento que assim seja. Porque os entes queridos que nos deixaram também são celebrados no dia de Todos os Santos que é, repito, a festa de toda a família de Deus. Quanto ao culto dos mortos, ao sufrágio de suas almas, permito-me lembrar S. Agostinho, para quem a lembrança dos que partiram mais serve para consolo dos vivos do que para refrigério dos mortos.&lt;br /&gt;Para mim, a festa de Todos os Santos inclui a celebração de todos – mesmo todos – viveram ou vivem acreditando em Jesus Cristo e são membros do Seu Corpo Místico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;©J. Tomaz Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3619976365710958960?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3619976365710958960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3619976365710958960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/11/festa-de-todos-os-santos.html' title='FESTA DE TODOS OS SANTOS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-2761705959825778177</id><published>2008-10-31T09:37:00.001-07:00</published><updated>2008-10-31T09:37:46.537-07:00</updated><title type='text'>A COMUNHÃO DOS SANTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Há a Comunhão dos santos. Começa em Jesus. Ele está dentro dela. É a cabeça. Todas as orações, todos os sofrimentos juntos, todos os trabalhos, todos os méritos, todas as virtudes de Jesus juntas e as virtudes de todos os outros santos juntas, todas as santidades juntas trabalham e rezam para toda a gente junta, para toda a cristandade, para a salvação de todo o mundo (...). Temos que nos salvar todos juntos. Temos de chegar todos juntos junto de Deus. Temos que nos apresentar todos juntos. Não podemos ir para o pé de Deus uns sem os outros.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Charles Péguy&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-2761705959825778177?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2761705959825778177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/2761705959825778177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/comunho-dos-santos.html' title='A COMUNHÃO DOS SANTOS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-9091757507569947275</id><published>2008-10-24T08:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T08:37:44.219-07:00</updated><title type='text'>DIPLOMACIA E PROFETISMO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nos anos 60, o dramaturgo alemão Franz Hochut publicou uma peça teatral em que apreciava de forma extremamente crítica a atitude de Pio XII perante o Holocausto. Para quem não saiba Holocausto é o nome por que ficou conhecida a política de extermínio dos judeus (e não só), levada a cabo pelo nazismo em campos de concentração com câmaras de gás para provocar a morte e fornos crematórios para fazer desaparecer oa cadáveres. Queria-se eliminar os vivos e impedir o testemunho dos mortos. Tudo em nome da pureza da raça. Para tanto, a caça ao judeu foi prosseguida com afinco, não só na Alemanha, mas em todos os países que iam caindo sob as suas garras.&lt;br /&gt;Ora, o que fez que, na opinião de muitos, Pio XII se tornasse cúmplice de tamanho horror?&lt;br /&gt;O Papa não aprovou (melhor fora!) nem a guerra, nem o racismo e muito menos a perseguição dos judeus. Aliás, sobre o nazismo e o racismo, já em 1937 Pio XI explicitara o pensamento da Igreja na Encíclica Mit brennender Sorge que Hitler teve grande dificuldade em digerir. Mais: Pio XII fez tudo quanto pôde para salvar judeus: em Roma, as casas religiosas encheram-se de judeus perseguidos que, à sombra da Igreja Católica e por ordem do Papa, conseguiram salvar-se.&lt;br /&gt;Perante isto, será justo acusar Pio XII? Não fez ele o que podia em favor dos judeus perseguidos? Infelizmente, não. O Papa sabia certamente o que se passava na Alemanha, e não ignorava certamente a política oficial de eliminação da raça judaica com a implementação da chamada “solução final”. E perante isso, agiu “diplomaticamente”: não denunciou, não alertou o mundo para o horror do que se passava. Por razões de prudência humana. Receando talvez a reacção doa esbirros que, a seu juízo, se podia traduzir em males ainda maiores.&lt;br /&gt;Perante este silêncio, vêm ao espírito as palavras de Isaías que os judeus conheciam bem: “Feras dos campos, vinde comer, e vós todas as feras da selva. Os guardas estão todos cegos, nada vêem; são cães mudos, incapazes de ladrar; deitam-se a ressonar e só gostam de dormir... E são estes os pastores?” (Is., 56, 9-11).&lt;br /&gt;O Papa é o chefe da Igreja, e é conhecido como o Vigário de Cristo. Cristo foi essencialmente um PROFETA – e nunca foi fácil a vida dos Profetas, porque, falando em nome de Deus, confrontam os homens com as verdades que doem. Diante de Pilatos, Jesus definiu claramente a sua missão: “Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade” (Jo., 18, 37). Dar testemunho da verdade é a primeira obrigação de qualquer cristão que, pelo Baptismo, recebeu a unção profética.&lt;br /&gt;Foi aqui que Pio XII falhou. Sobrou-lhe em saber e jeito diplomáticos o que lhe faltou em ela  profético. Não podemos saber o que teria acontecido se tivesse agido como Profeta. Sabemos que, se Cristo tivesse agido com jeito diplomático, não teria consumado na cruz a Redenção dos homens. Definitivamente, profeta não rima com diplomata.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;© J. Tomáz Ferreira&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-9091757507569947275?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9091757507569947275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/9091757507569947275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/diplomacia-e-profetismo.html' title='DIPLOMACIA E PROFETISMO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7626909033980013967</id><published>2008-10-20T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T13:40:36.380-07:00</updated><title type='text'>EM TEMPOS DE TRIBULAÇÃO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como caminhantes perdidos num deserto árido e escaldante,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como náufragos em ilha abandonada,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como pai a quem privaram do pão ganho e pedido à fome dos filhos,&lt;br /&gt;Por ti clamamos,  Senhor.&lt;br /&gt;Como presos da presa do injusto rico, do fundo da cela húmida&lt;br /&gt;E recôndita onde o seu ódio nos lançou,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como o inocente ao suplício conduzido,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como escravos fustigados da fúria de seu dono,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como todas as nações da Terra, antes de soar a hora da libertação,&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;Como Cristo na cruz quando vos disse&lt;br /&gt;Pai, Pai, porque me abandonaste?&lt;br /&gt;Por ti clamamos, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lamennais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7626909033980013967?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7626909033980013967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7626909033980013967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/em-tempos-de-tribulao.html' title='EM TEMPOS DE TRIBULAÇÃO'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-3951032037091874045</id><published>2008-10-16T14:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T14:22:38.695-07:00</updated><title type='text'>UMA BELA CONVERSA COM DEUS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;Pedi a Deus que me retire os meus hábitos e manias.&lt;br /&gt;- Não! Disse Ele. Não sou eu que tos devo tirar. Tu é que os deves deixar.&lt;br /&gt;Pedi a Deus que me dê paciência.&lt;br /&gt;- Não! A paciência é um sub-produto das tribulações. A paciência ninguém a dá: a paciência aprende-se.&lt;br /&gt;Pedi a Deus que me dê a felicidade.&lt;br /&gt;- Não! O que Eu te dou são bênçãos: a felicidade depende de ti.&lt;br /&gt;Pedi a Deus que me poupe à dor.&lt;br /&gt;- Não! Os sofrimentos afastam-te da matéria e aproximam-te cada vez mais de Mim.&lt;br /&gt;Pedi a Deus que faça crescer e amadurecer a minha alma.&lt;br /&gt;- Não! És tu que deves crescer e amadurecer. Mas eu podar-te-ei para que possas dar fruto.&lt;br /&gt;Pedi a Deus todas as coisas que possa amar na vida.&lt;br /&gt;- Não! Eu dou-te a vida para que nela possas amar todas as coisas.&lt;br /&gt;Pedi a Deus que me ajude a amar os outros tanto quanto Ele me ama.&lt;br /&gt;Então, satisfeito e muito contente, Deus disse: - Ah! Finalmente, o que pedes é bom!&lt;br /&gt;Autor desconhecido &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-3951032037091874045?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3951032037091874045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/3951032037091874045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/uma-bela-conversa-com-deus.html' title='UMA BELA CONVERSA COM DEUS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-7340067815507385232</id><published>2008-10-14T09:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T09:37:38.394-07:00</updated><title type='text'>O TRABALHO DOS HOMENS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;É historicamente recente a ascensão do trabalho à categoria de “valor”. Na antiguidade e ao longo de toda a Idade Média, só o trabalho intelectual (que, aliás, não era considerado trabalho propriamente dito)  se revestia de alguma dignidade. O trabalho – trabalho mesmo – estava reservado aos escravos, e mais tarde aos servos. Na estratificação social da Idade Média  - clero, nobreza e povo – era a este que incumbia trabalhar: a clero rezava e estudava, a nobreza dedicava-se às artes da guerra, e, nos intervalos, matava a caça. Em traços muito grosseiros, obviamente.&lt;br /&gt;Aliás, em alguma pregação da Igreja, o trabalho aparecia como consequência do pecado e seu castigo: “Comerás o pão com o suor do teu rosto” (Gen., 3, 18), repetia-se, sem atentar que no mito bíblico ao pecado só se associa a penosidade do trabalho, fruto da maldição que, por obra do mesmo pecado, recaiu sobre a terra: “Maldita seja a Terra por tua causa. Dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho” (Gen., 3, 17). Mas o trabalho fora instituído antes da maldição do pecado, com a entrega da Terra ao homem por Deus e a ordem de a dominar (Cf. Gen., 1, 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou, e ainda bem, a percepção das coisas. Muito a reboque da evolução social, também os cristãos passaram a considerar o trabalho como um valor. Fala-se, por exemplo em santificar o trabalho – baptizando-o com a oração que o acompanha – e mais, surgem correntes de espiritualidade que apontam o trabalho como caminho de santidade. Trabalhar bem, desempenhar a contento as tarefas que nos são cometidas é meio para conseguir a união com Deus, sobretudo se houver o cuidado de, com a oração ou ao menos com a recta intenção, se oferecer a Deus o esforço que fazemos e a obra das nossas mãos.&lt;br /&gt;Julgo que podemos ir mais longe e ultrapassar esta “sagração” do trabalho que, operada como descrito, será sempre algo que vem do sujeito: é, diriam os Escolásticos, uma sagração ex opere operantis -  traduzindo, uma sagração do trabalho em razão de quem o faz e da sua disposição interior. O que proponho é que consideremos a actividade humana tocada duma sagração ex opere operato, isto é, intrinsecamente inserida no mistério da criação, inserida no mistério da Redenção, independentemente de quem a faz, da oração que a acompanha, da orientação  lhe dá aquele que a faz.&lt;br /&gt;Tal como o vejo, e reporto-me ao Génesis, Deus não criou um mundo acabado, antes iniciou uma obra que entregou às forças da evolução e ao esforço dos homens para o levarem ao seu termo. O mundo é um sonho de Deus em cuja realização o homem é convidado a colaborar. Por isso, bendito seja o trabalho do homem, benditos sejam todos os trabalhos dos homens que, continuando a obra de Deus, “dominam a Terra” e a conduzem (penosamente) à perfeição sonhada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;©J. Tomaz Ferreira &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-7340067815507385232?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7340067815507385232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/7340067815507385232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/o-trabalho-dos-homens.html' title='O TRABALHO DOS HOMENS'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-482067319426508365.post-8321451653522564228</id><published>2008-10-12T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T12:42:00.681-07:00</updated><title type='text'>Palavras de Mestre</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;“O homem de hoje escuta mais facilmente as testemunhas do que os mestres; e se escuta os mestres, é porque são testemunhas”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papa Paulo VI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/482067319426508365-8321451653522564228?l=cidadesdedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8321451653522564228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/482067319426508365/posts/default/8321451653522564228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadesdedeus.blogspot.com/2008/10/palavras-de-mestre.html' title='Palavras de Mestre'/><author><name>ana paula lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500405907899557888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_UnIPpv1cUdE/SXcduE-jopI/AAAAAAAAFFA/k6fcKxWSDpk/S220/IM001329.JPG'/></author></entry></feed>
