terça-feira, 13 de maio de 2008

Um livro de leitura imprescíndivel...

Como todos os livro de George Steiner...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Evangelizar...

*Alfa e Omega

Evangelizar

Não é com uma religião como que esvaziada dos seus esplêndidos mistérios, retalhada pelo individualismo elegante ou pretensioso, amolecida pelo sentimentalismo e divorciada das energias vitais das grandes massas do povo, que se resistirá eficazmente às furiosas investidas do ateísmo militante. (…) Falta por enquanto lançar o fermento da renovação nos centros das paróquias, para irradiar a vida até à grande massa do povo, de cada vez mais alheio à catolicidade da Igreja e aos demais mistérios em que dizemos acreditar quando recitamos o símbolo da nossa Fé. Com efeito, o povo crê ainda em Nossa Senhora, mas perdeu a noção de Deus que é o nosso verdadeiro Pai; de que Jesus é, de facto, o nosso irmão mais velho; de que o Espírito Santo é a nossa vida sobrenatural, vivendo efectivamente em nós. Não sabe o que significa a Comunhão dos Santos, nem conserva, senão vagamente, o sentido escatológico da vida, que desabrochará um dia na ressurreição da carne…
Não será tão pouco com um catolicismo conformista, conservador de um passado recente de jansenismo e de liberalismo; com um catolicismo que aceita o angelismo religioso e se deixa fechar dentro das quatro paredes dos templos ou das sacristias – quando o mundo moderno delas desertou para encher as fábricas, as praças públicas, os estádios, os campos de férias – que se terá resistência bastante para suportar por largo tempo o fogo cruzado do comunismo, do capitalismo ateu, da maçonaria luciferina. Só quebrando as cadeias douradas que o manietam ou as grades de ferro que o enjaulam, poderá ele de novo ser o sal da terra e a luz do mundo.
*assuntos religiosos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Passagens

O mundo visto de dentro...

Reino da astúcia

“Livre-nos Deus dos manipuladores
Cujo reino é o da astúcia
Que magoam e aniquilam os outros,
Roubando-lhes o seu bom nome.
Afastai para longe pessoas cruéis, maquiavélicas
Predadores
Que conquistam o coração de quem
por ingenuidade, bondade e distracção,
se permitem ouvir e gostar da música que tocam.”
Poema Enviado por Lurdes Fidalgo

sábado, 3 de maio de 2008

Eva

Antologia

E V A

Oferecia ao céu azul
A santa nudez;
Eva loura admirava a alva,
A sua irmã vermelha.

Carne da mulher!
Argila ideal! Oh maravilha!
Oh penetração sublime do espírito!
No barro que o Ser inefável modela!
Matéria onde a alma brilha através do seu sudário!
Lama na qual se vêem os dedos do divino estatuário!
Lodo augusto que apela ao beijo e ao coração,
Tão santa que nem se sabe, de tal modo o amor é vencedor,
E a alma, empurrada para este leito misterioso,
Se esta voluptuosidade não é um pensamento,
Nem se pode, no momento em que os sentidos estão em fogo,
Cingir a beleza sem acreditar abraçar Deus!


Victor Hugo, A Lenda dos Séculos

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A Influência da Bíblia na Cultura Ocidental segundo Steiner

«Como estariam despidas as paredes dos nossos museus, depojadas das obras de arte que ilustram, interpretam ou se referem a temas bíblicos. Quanto silêncio haveria na nossa música ocidental, desde o canto gregoriano a Bach, de Handel a Stravinsky e Britten, se eliminássemos trechos de textos bíblicos, dramatizações e motivos. O mesmo se pode dizer da literatura ocidental. A nossa poesia, o nosso drama e a nossa ficção seriam irreconhecíveis se omitíssemos a presença continua da Bíblia. Nem tão pouco existe uma maneira categórica de descrever essa presença. Vai desde o enorme volume de paráfrase bíblica até às alusões mais tagenciais ou dissimuladas. Inclui todos os modos de intertextualidade, de incorporação dentro e entre linhas...».
Steiner, George A Bíblia Hebraica e a Divisão entre Judeus e Cristãos
Relógio d'Água, Lisboa, 2006

Rezando...

Ó Deus, nosso Pai,
Que nos disseste para vivermos em amizade uns com os outros,
Defendei-nos de tudo o que possa tornar difícil este dia.

Ajudai-nos a não falar sem pensar
Ou de modo a que possamos magoar os sentimentos dos outros
Ou ferir os seus corações.

Defendei-nos de toda a impaciência, de toda a irritação
E dos modos bruscos.

Defendei-nos de pôr os olhos nas faltas dos outros
Ou de usar a língua para criticar.

Defendei-nos da irascibilidade, da precipitação em nos sentirmos ofendidos,
E ajudai-nos a esquecer.

Ajudai-nos a não sermos teimosos e obstinados,
E livrai-nos do egoísmo que não deixa ver senão o nosso ponto de vista
E que tudo deseja a seu modo.

Concedei-nos, durante todo este dia,
A graça e a beleza que brilhou sobre o nosso bendito Senhor Jesus,
E, em nome d’Ele, ouvi a nossa oração.

W.Barclay, The Scouter, Junho de 1961